segunda-feira, 31 de março de 2008
SENHORES DO CRIME - Vejo muita semelhança nas histórias de Senhores do Crime e Marcas da Violência, os dois últimos de David Cronenberg. A temática, as cores e o ator Viggo Mortensen que se livrou de vez do estigma do seu Aragorn de O Sr. dos Anéis que vai perseguir seus atores ainda por um bom tempo, acredito.Os fãs mais radicais dizem que Cronenberg traiu-se a se "vender" ao cinemão americano ao abandonar o seu estilo tão presente em filmes como Scanners - Sua Mente Pode Destruir, Gêmeos - Mórbida Semelhança, A Mosca, eXistenZ (o meu predileto), entre outros e se entregar a roteirinhos de começo, meio e fim com pé e cabeça. Mas não concordo com eles não. Na minha opinião são todos ótimos filmes de um cineasta que amadureceu.
Este filme trata da máfia russa e como ela usa sua influência para conseguir o que quer e do crescimento de um dos seus integrantes. O filme é bem mais que isso, mas um Cronenberg merece ser assistido e não contado.
CLOVERFIELD - O melhor filme do ano, o meu predileto até agora. É muito boa a sensação de sair do cinema com um pulga (mostruosa por sinal) atrás da orelha, não saber o que falar (ou ter tanta coisa pra falar que nem sabe por onde começar), enfim, é este tipo de sensação que Cloverfield deixou em mim depois da sessão. É perfeito, arrebatador e impiedoso, em vários sentidos. É claustrofóbico, agoniante e (perdoando o exagero) real, absolutamente real.Através de uma câmera de mão (muito diferente de A Bruxa de Blair) um cidadão registra a destruição de Nova York. Só pela metade do filme se descobre o que está acontecendo, o que está aniquilando a população e a cidade o que estupidamente o ridículo título nacional entrega de bandeja (monstro). putz... Não há explicação de motivos, de onde veio e o que procura, a coisa simplesmente acontece. E a gente acompanha a tudo, de camarote.
O filme termina da forma como começa um mil ciclos + color bars e um texto que indica propriedade do governo dos EUA e bla-blá-blá e de repente a gente é jogado no meio do conteúdo do filme, cheio de peças, e aos poucos a gente forma o quebra-cabeça. Isto é obra de Matt Reeves, com produção de J.J. Abrams que está por trás também de Lost.
- No fim do trailer há uma transmissão de rádio com informações sobre o filme (PORQUE SAÍ ANTES DO FINAL DOS CRÉDITOS?!?!?!). Uma das mais famosas cenas do filme (a decaptação da Estátua da Liberdade) foi inspirada no pôster do filme A Fuga de Nova York, de 1981. Cloverfield é o nome da rua onde fica a produtora do longa. E os atores assinaram a participação no filme sem ler antes o roteiro, ou seja, foi surpresa total (até certo ponto, né?!)
É uma experiência intensa e até certo ponto perturbadora, quem não foi aos cinemas perdeu muito, mas em casa de repente o clima poderá ser recompensador. Assista já!
*** Mas no IMDB uma das notícias relacionadas ao filme diz o seguinte: Untitled J.J. Abrams Cloverfield Sequel, ou seja sequência de Cloverfield para 2009! aiaiai...
FOGO CONTRA FOGO - Porque tão longoooooo? E pra quê gastar milhões de dólares pra juntar dois astros de primeiríssima como Al Pacino e Robert De Niro em um mesmo filme para apenas dar 3 minutos (se tanto) de encontro? O grande momento do filme (ou os grandes momentos porque na verdade são 2) é o encontro destes monstros em cena, mas demora muito para acontecer e quando acontece é rápido, não dá nem gosto... isso frustrou tudo... Sou muito fã destes (bem como de Dustin Hoffman e Jack Nickolson - que está devendo um bom filme aliás), é maldade fazer o que o roteiro deste filme de Michael Mann (Miami Vice, Colateral) fez.Na verdade a trama do filme pouco importa, alguns bandidos liderados por De Niro tentam se dar bem em uma cidade dominada pelos policiais de Pacino... é isso. O roteiro é fraco, a história é boba e o elenco muito mal aproveitado. É um filme antigo (1995) e mesmo assim não recomendo relembrar, você vai se decepcionar.
MATADORES DE VELHINHA - Já tinha até assistido alguns filmes dos irmãos Coen, mas este aqui confesso que assistí meio a contragosto, já que não é tão recente assim (2004), já passou na telinha e sei lá, não me chamou muito a atenção. Esta refilmagem de O Quinteto da Morte, de 1955, trata de um farsante experiente (Tom Hanks) que junta uma trupe (entre eles J.K. Simmons que pode ser visto atualmente como pai da Juno, no filme com o mesmo nome) e se instala no porão da casa de uma senhora de idade solitária a pretexto de ensaiar a banda (de igreja), mas na verdade o plano é abrir um buraco da casa dela que conduz a um cofre entupido de grana. sábado, 15 de março de 2008
http://www.youtube.com/watch?v=BcNLEwf2pOw
domingo, 2 de março de 2008
ROBÔS - Não há muito o que dizer... demorei pra assistir este filme, por causa daquela resistência que tenho com animações e desenhos e tal (sempre penso 2 vezes antes de gastar dinheiro com isso). Mas eis que a Tati, irmã da minha K, tinha uma cópia deste filme, aí peguei pra assistir. E me surpreendi.