NA NATUREZA SELVAGEM - Prefirí não ler nada sobre o filme, preferí deixar a surpresa me pegar desprevenido ao final da sessão e valeu a pena! Fique tranquilo não vou contar nada que possa estragar a sua sessão..terça-feira, 27 de maio de 2008
NA NATUREZA SELVAGEM - Prefirí não ler nada sobre o filme, preferí deixar a surpresa me pegar desprevenido ao final da sessão e valeu a pena! Fique tranquilo não vou contar nada que possa estragar a sua sessão..
ESCORREGANDO PARA A GLÓRIA - Comédia escrachada de humor pastelão, que presta às risadas descompromissadas, mas realmente por ser um palco tão comum aos dois atores principais Jon Heder (Napoleão Dinamite) e Will Ferrell (Ricky Bobby) se espera sempre mais. Os produtores afirmaram que cerca de 83% das falas do personagem de Ferrell foram improvisados por ele, e é realmente nestes momentos que o filme agrada.A história nos mostra 2 excepcionais patinadores no gelo que devido às acirradas disputas, acabam brigando e banidos da categoria, mas voltam a disputar as olimpíadas do esporte como a 1ª dupla de patinadores do mesmo sexo.
A simpatia dos dois atores é o motor do filme, que assim como um carro à álcool frio demora pra pegar, às vezes dá umas falhinhas, mas acaba funcionando.
Aqui uma empresa vende máscaras para halloween insere chips que no momento do halloween matarão quem as tiver usando e por consequência quem estiver no mesmo recinto (?). Com este pretexto o filme segue e não chega a lugar nenhum, que pena...
O pior é que a musiquinha da empresa fica na cabeça: "Two more days till halloween, halloween, halloween... two more days till halloween... Silver Shamrock..."
HALLOWEEN II - O PESADELO CONTINUA - Incrível! Não consigo me lembrar de uma continuação tão fiel à original. Esta parte II (3 anos após a parte I) começa 2 minutos antes do término da primeiro filme, utiliza dos mesmos planos de câmera do final do original e retoma a história daquele ponto.
HALLOWEEN - A NOITE DO TERROR - O final dos anos 70 (1978) foi chacoalhado com este terror juvenil (que na época não era tão comum como hoje), que assustou muita gente, principalmente nos EUA, onde o Halloween é um feriado nacional.A história aqui é de um assassino, Michael Myers, que aproveita-se do feriadão onde todos estão trajados à carater e sai às ruas com sua máscara e sua faca promovendo uma carnificina sem tamanho. E como é de costume nos filmes do estilo, o personagem-assassino nunca... NUNCA morre.
Jamie Lee Curtis é a atriz principal e ganhou o papel por acaso, já que é filha de Janet Leigh, conhecida por gritar na cena do chuveiro em Psicose, de Hitchcock. Este é o 4º longa metragem de John Carpenter, que alémde roteirista também assina a marcante trilha sonora do personagem, que cria o clima perfeito para o banho de sangue que se assiste.
Rob Zombie refilmou a história em 2008.
NÃO ESTOU LÁ – A originalidade salvou muitas obras do ostracismo. Muitas delas não seriam o que são, caso não apresentassem novas formas ou estilo de contar uma história, como 2001 – Uma Odisséia no Espaço, Matrix... Estes são exemplos de filmes que marcaram seu período e iniciaram uma nova era. Goste ou não. Esta biografia bem pouco usual de um artista nada usual como Bob Dylan se adequa à esta categoria, mas eu fico no time dos que não gostou muito. O cantor/compositor é interpretado por 6 atores/atrizes exibindo (sem analisar) cada faceta dele. Os melhores Dylan foram Christian Bale (que fez o lado religioso do cantor quando ele passa a cantar folk gospel), Heath Ledger (a parte da carreira onde ele sofre assédio de papparazi, tem casos extra conjugais, separa-se da mulher) e Cate Blanchett (o ícone da música, o envolvimento com as drogas, a amizade com os Beatles).
No começo falei sobre os filmes que inauguram uma era. Não sei se é o caso aqui, mas este Não Estou Lá, dirigido com boa mão por Todd Haynes, vale a pena ser assistido só por tentar ser diferente de tudo o que já foi feito em termos, no caso, de cinebiografia. Não curti muito, mas este seu mérito é preciso ser reconhecido.
DUNA – Muito já havia sido feito antes, é verdade, mas não há como não concordar: A ficção científica espacial nasceu pra valer com Star Wars, em 1977, de George Lucas. Se a trama da família Skywalker tivesse naufragado nas bilheterias do mundo, como seriam "os grandes faroestes espaciais" dali em diante? Só Yoda saber deve...Duna é a versão de David Lynch para uma futurística aventura espacial que conta a história de 4 planetas envolvidos em uma trama que mistura a família do bem, o imperador maldoso e um líquido vital para todos, só encontrado no planeta Duna, que é resguardado por criaturas de areia (assustadoras minhocas gigantes).
O protagonista vivido por Kyle Maclachlan (que também é protagonista de Veludo Azul, outro filme de Lynch), segue a linha de um Luke, mas com sérias restrições orçamentárias. Isso somado à bizarrice natural de David Lynch e um mixto de tecnologia futurista e retrô dos anos 80 (estilo Tron) entregam uma obra de caráter duvidoso, mas que criou uma legião de fãs. Experiência indigesta.
O QUE VOCÊ FARIA? – Grande filme da nova safra do cinema espanhol, este O Que Você Faria? é uma comédia de humor negro acerca da batalha de 8 executivos de meia-idade que se encontram em uma sala onde acontece o processo seletivo para uma vaga em uma grande empresa. Como em um reality show, cada um é eliminado até sobrar o (a) grande felizardo (a). Tudo o que fazem pela vaga, o que inventam e o que criam por ela não tem limites.Quem não freqüenta grandes empresas ou não trabalha nas grandes metrópoles, acredita que as situações criadas pelo roteiro possam ser exageradas, mas o mais assustador é que não são.
Destaque para as reviravoltas de um roteiro muito bem escrito e amarrado, filmado em apenas 2 ambientes, de forma a segurar a atenção de quem assiste até o desfecho final.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
O RINGUE – O mudo O Ringue é o 6º longa de Alfred Hitchcock e já exibe a cada quadro de sua exibição o quão genial este cineasta era. Afinal de contas é de contar nos dedos (talvez de uma mão apenas) os cineastas que souberam aproveitar a transição do cinema mudo para o falado com tanta maestria. Aqui, Hitchcock aproveita-se de trucagens "modernas" para o cinema do período para nos contar a história do triângulo amoroso entre um boxeador famoso, sua mulher e um ricaço em ascensão na vida.domingo, 18 de maio de 2008
O LOBISOMEM – Clássico do terror de 1941, este longa de George Waggner, que é um exemplar dos clássicos filmes do gênero, marcou época pelos avançados efeitos visuais e pela história, até então inédita no cinema. Aliás, não é lá muito difícil se imaginar a trama.Ricaço volta à mansão do pai em cidade distante e ao ser “almadiçoado” por ciganos (entre eles o fantástico Bela Lugosi, que recriou tantas criaturas no cinema) se transforma no tal lobisomem nas noites de lua cheia e ataca as pessoas que passam pelo pântano sozinhas. É importante reviver estas obras e notar o principal medo das pessoas, o que elas temiam, e como este trabalho com o medo no cinema foi sendo aprimorado. Primeiro, o medo era do desconhecido que remetia diretamente das histórias dos antepassados (monstros, ETs), depois passou a se travar batalhas com o comum, o ordinário (como os comunistas, serial killers) e por fim a batalha que se enfrenta agora são as internas do próprio homem. O medo ficou mais próximo do real e menos fantástico. Essa discussão vai longe...