
MEDIANERAS - BUENOS AIRES NA ERA DO AMOR VIRTUAL - Sobem os créditos, fim da sessão. Minha vontade?? aplaudir... verdade! Ótimo filme, de ponta a ponta sem nenhum buraco (ou pouquíssimos) no roteiro, com dois atores simpáticos e verdadeiros nas suas atuações, situações totalmente críveis e uma cidade linda de pano de fundo (apesar de não ser tão bela em alguns momentos retratados na película).
A história é bem simples. Dois completos desconhecidos vivem suas vidas solitárias e retratando, em OFF, a sua visão da cidade e das outras pessoas através das suas realidades, das suas profissões e dos seus pequenos e acanhados mundinhos. Medianeras é o nome dado para aquela "quarta parede" externa dos prédios, onde geralmente ficam as publicidades ou a falta delas. E isso é colocado como um paralelo para a existência dos dois e talvez do próprio diretor/roteirista Gustavo Toretto, em seu primeiro longa metragem.
A princípio o roteiro lhe parece pobre, né?! Ou melhor, parece comum. Mas se o roteiro não te pegar aqui, tem o formato que também se destaca. O uso constante de grafismos, fotos e planos de câmeras nada convencionais mostrando uma Buenos Aires também nada convencional. A (quase inexistente) trilha ajuda a criar o clima de algo real, do dia a dia, dizendo muito (!), quase sempre com um silêncio aterrador.
Ele, cria e desenvolve sites. Ela, é arquiteta mas vive de decorar vitrines de lojas. Fazem o tipo de amigos que eu e você temos ou vemos todos os dias perambulando pelas ruas de qualquer cidade do mundo.

E sem dúvida o cinema argentino lidera essa frente.
Belo pequeno filme, que confronta dois mundos diferentes, mas jamais se posiciona imparcialmente. Nós sempre nos vemos na situação de roberto: "o que você faria se fosse ele?". E não do tipo "é difícil para Roberto, mas e para 

E esse é o grande mérito do filme de 1971, dirigido por
E tem tudo o que um amante das referências do