terça-feira, 7 de julho de 2015

DEBI & LÓIDE 2 (2014)

Mesmo com 30 segundos (ou menos) em cena, o carro-cachorro não podia ficar de fora do filme

DEBI e LÓIDE 2 (Dumb and Dumber To / 2014) - Vinte anos depois do primeiro filme, do clássico dos Irmãos Farrelly, finalmente o trio Farrelly, Jeff Daniels e Jim Carrey, conseguiu se reencontrar para lançar a sequência. Vamos esquecer aqui, completamente, o capítulo intermediário de 2003 - Debi e Lóide 2: Quando Debi Conheceu Lóide - que não conta com absoluta nenhum daqueles três nomes que fazem dos personagens e dos filmes serem o que são. Ok?

- Vamos esquecer aquele filme de 2003, ok?
- ok!

Aqui, Debi (Daniels) e Lóide (Carrey) encaram uma jornada atrás da garota que Debi acredita ser a sua filha. Ela está numa convenção de gênios físicos e a dupla entra lá e acaba se misturando naquele ambiente inapropriado - para eles, claro. Ao melhor estilo Debi & Lóide, eles são perseguidos por uma dupla que tenta matá-los a todo custo, enquanto eles escapam sem sequer perceber que são alvo de uma caçada.

Se salva sem perceber que estão sendo caçados

Participações de Kathleen Turner - que em flashback seria interpretada por Jennifer Lawrence, mas ela desistiu na última hora - e Harry Dunne, que revive o papel inesquecível do garoto cego que ganha um pássaro morto de Lóide no primeiro filme.

Eles voltam a atormentar o pobre ceguinho

Rachel Melvin, que faz a filha que seria de Debi, está muito bem. Ela é ótima no humor físico e tem um sorriso bonito, que gera empatia de cara. Por ser um personagem importante, o terceiro pé essencial no roteiro, ela dá conta do recado.

A suposta filha de um, que desperta o amor no outro

No primeiro filme, Daniels foi chamado às pressas, não tinha o talento reconhecido para comédia de Jim Carrey. Aqui, claramente, Daniels, está mais à vontade e até mais engraçado do que o próprio Carrey. Enquanto Lóide é o "pensador" da dupla, criando planos e esquemas - que sempre dão errado - Debi embarca e naufraga junto, mas quase nunca sabe o que está fazendo ou o que está acontecendo.

Sim, Daniels está muito mais engraçado que Carrey

Debi e Lóide 2 entrega tudo o que promete, a mesma fórmula - risadas em situações absurdas. Se você gostou do primeiro vai gostar do segundo. E assista o filme até o final dos créditos, tem uma cena extra ali.

Bill Murray faz uma aparição relâmpago, nem dá pra ver que é ele, na verdade

Veja abaixo o trailer de Debi e Lóide 2.


quinta-feira, 25 de junho de 2015

JURASSIC WORLD - O MUNDO DOS DINOSSAUROS (2015)

Finalmente o parque está funcionando!

JURASSIC WORLD - O MUNDO DOS DINOSSAUROS (Jurassic World / 2015) - Demorou mas chegou. Desde 1993 os fãs da saga mais jurássica das telonas estavam ansiosos por um retorno a ilha de Nublar para ver como o trabalho do Dr. Hammond foi concluído. E finalmente o retorno aconteceu. Em 1993,  no primeiro filme o parque é aberto para um passeio-teste inaugural e, claro, nada deu certo. 


1993 - filme clássico e a impressionante sequência do T-Rex, assusta até hoje

Quatro anos depois, em 1997, o Mundo Perdido foi lançado, mas a aventura aconteceu numa ilha ao lado da Nublar e no final ainda trouxeram o T-Rex para o meio da cidade grande. Filme fraquinho...


1997 - o segundo filme é ruim e com personagens irritantes

Mais quatro anos se passaram e em 2001 o terceiro episódio voltou à uma outra ilha, ainda mostrando os dinos em cativeiro e os homens como objeto de caça. 


2001 - o bom terceiro filme, homenageia o primeiro e empolga

Agora, com Jurassic World, o parque finalmente está aberto e funcionando.


Muito medo, morte e sangue, mas você não iria querer ir num parque assim?


Steven Spielberg, que havia dirigido os dois primeiros filmes, ficou na produção dos episódios três e este quatro também. Coube ao roteirista e diretor Colin Trevorrow a missão de escrever e dirigir a aventura.

Colin Trevorrow 

A história conta sobre o parque funcionando à todo vapor há dez anos. Recebe cerca de vinte mil visitantes por dia, mas para não perder o interesse lança uma nova atração - um dinossauro modificado geneticamente - maior, mais violento e mais rápido que o T-Rex, por exemplo. Este plot não é nenhum spoiler, já é mostrado no próprio trailer, e desanima logo de cara. Afinal, se você é alguém como eu que foi ao cinema em 1993 e ficou empolgado com os super dinos "reais" que apareciam na telona, não há como não se decepcionar com o fato do roteiro prever um dinossauro que sequer existiu e ainda por cima colocá-lo como estrela do filme. Pô!

Indominus Rex em ação

Voltando ao filme... as coisas saem de controle, o bichão-dino-que-nunca-existiu foge do cercado e espalha o terror atacando tudo e todos que se mexem. Sobra para Owen (Chris Pratt), um adestrador de velociraptors comandar uma equipe para tentar resgatar o dino e evitar mais estragos. Pratt, por sinal, está muito bem. Ele está construindo um status de cara legal, engraçadão e cool que vai estrelar várias comédias e aventuras por aí. Dizem até que ele vai ser o novo Indiana Jones.

Domesticando as feras

Os efeitos são absurdos de bem feitos e o mais legal, grande parte é feita de bonecos e não somente CGI, ou seja, os atores realmente interagiram com aqueles dinos, só em alguns casos específicos é que foram montados em pós produção, como o Mesossauro. Ele aparece apenas três vezes no filme todo, mas é o mais impressionante! De longe tem as cenas mais memoráveis, as que vão ficar marcadas.

Mesossauro, o dinossauro mais legal do filme!

Não há como negar que a história de criar um dino de laboratório incomoda um pouco... pô, uma das coisas mais legais da saga Jurassic Park é justamente por as duas espécies mais dominantes da Terra juntas e agora a saga Jurassic World já começa assim... Mas isso não estraga o filme não, aliás a última hora é eletrizante, quando o Indominus libera (sem querer) os piterodáctilos que voam até o parque e começam a caçar as pessoas. É ótimo!

Indominus invade a gaiola, libera os pterodáctilos e daí pra frente o filme vira um thriller (ainda mais) empolgante

Roteiro razoável (afinal temos um parque pela primeira vez em quatro filmes!), efeitos ótimos, elenco afinado, boa diversão e que venha mais Jurassic World! (mas com dinos de verdade né...). Veja abaixo o trailer de Jurassic World.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

A BUSCA (2012)

Até onde você iria pelo seu filho?

A BUSCA (2012) - O cinema nacional é assolado por um mal que é ao mesmo tempo a sua salvação. A Globo Filmes é uma das maiores produtoras do mercado no Brasil e responsável por manter a roda girando em terras tupiniquins. O problema é que, apesar de não viver de cinema, tem a maioria das suas produções moldadas à base do gosto do freguês, digamos. E a grande massa tem queda por filmes de comédia, sem muito ou com nenhum conteúdo, e que apresentam pouco desafio e geralmente tendo como protagonistas atores globais. Esse tipo de filme não passa de uma extensão da novela das sete. A sorte do cinema nacional é que na esteira dessas produções surgem outras com propostas bem diferentes, como esta também da Globo Filmes. O surpreendente A Busca.

Longe de ser uma família feliz

O diretor estreante Luciano Moura comanda a produção que tem em Wagner Moura um médico que vive do trabalho e de repente se vê em uma busca desesperada pelo filho adolescente que fugiu de casa à cavalo (?). A jornada, que só mostra o ponto de vista do pai, beira o exagero em alguns momentos, quando ele se vê numa comunidade hippie, no meio do mato, e é obrigado a realizar um parto.

Onde mais procurar? Um desespero que só aumenta

Por ser um homem afastado de qualquer relação afetiva com a esposa, com o filho e com o próprio pai, o personagem de Wagner Moura acaba se reconstruindo na busca pelo filho Pedro. Ele se vê em contato direto com personagens humildes, vivendo em favelas, em beira de estrada ou em pequenos vilarejos. Dessa forma, o "doutor" deixa de ser o dono da situação e passa a ser a figura dependente de uma boa ação dos outros, geralmente pobres e desfavorecidos. É aquela velha história do personagem rico com pobreza interior que vê nos pobres a grande riqueza que lhe falta.

A reconstrução de uma personagem em desespero

Pai e filho se reencontram na casa do avô, em outro estado. O que obriga que o personagem faça uma reaproximação forçada junto ao próprio pai. Wagner Moura reflete em seu filho o mal relacionamento que tem com seu pai, vivido na medida por Lima Duarte. O diálogo curto entre os dois e sem qualquer abraço ou sequer uma aproximação é suficiente e emocionante, qualquer coisa além disso seria fugir da realidade das personagens e apelar para o melodrama barato. Mérito para Wagner e Lima, além de Luciano, preciso na direção.

Curta, precisa e emocionante cena final

O roteiro tem seus furos, tem seus erros - como um menino conseguiria atravessar dois estados à cavalo tão rapidamente? - mas tudo vale em nome de uma boa história e de um bom filme. A Busca é simples, um road movie muito bem realizado e com uma linguagem de cinema, fugindo da linguagem televisiva que afeta a indústria cinematográfica brasileira em muitas obras. Vale ser conferido.

Brás Antunes, filho de Arnaldo Antunes, vive Pedro

Veja abaixo o trailer de A Busca.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

FUGA DE NOVA YORK (1981)

Snake Plissken

FUGA DE NOVA YORK (Escape From New York / 1981) - É impossível falar de cinema de terror e filmes dos anos 70 e 80 e não chegar à John Carpenter. É da mente doentia desse senhor nascido em 1948, que surgiram personagens como Mike Myers da série Halloween, Jack Burton e Lopan de Os Aventureiros do Bairro Proibido, entre tantos outros. Carpenter também está por trás das competentes adaptações A Bruma Assassina e Christine - O Carro Assassino, ambos livros de Stephen King.

Carpenter em ação

Snake Plissken é outro da gama de personagens-ícones de Carpenter. Em Fuga de Nova York, Plissken, vivido por Kurt Russell, é a única esperança de um mundo tomado pela violência. O ano é 1988 e a ilha de Manhattan foi transformada em uma prisão de segurança máxima, cercada por muros com 15 metros de altura. Lá dentro estão os prisioneiros mais temidos do país, quem tenta fugir é abatido. A cidade não tem iluminação, está completamente abandonada, a comida é lançada por helicóptero. Cada um sobrevive da sua própria sorte.

Uma Manhattan de ruas molhadas e escuras 

Quando o avião presidencial é sequestrado e jogado entre os muros da prisão só há um homem capaz de resgatá-lo e este home é Snake Plissken. Snake é um criminoso condenado a passar o resto dos seus dias entre os muros de Manhattan, mas acaba recebendo uma proposta - terá todos os seus crimes perdoados se aceitar entrar na prisão para resgatar o presidente. Snake aceita e é lançado em um planador lá pra dentro.

Resgatar o presidente, a única salvação para Snake

Assim que chega, armado e com um intercomunicador, ele descobre que o presidente foi escondido por uma gangue comandada por Duque, vivido por Isaac Hayes. Mas até encontrá-lo Snake passa por outras figuras obscuras de uma Manhattan abandonada, como Cabbie (Ernest Borgnine) um motorista de taxi que acaba se transformando em seu transporte pela cidade, e o casal Brain e Maggie, que o ajudam na busca.

A improvável gangue que acompanha Snake

A trilha sonora é marcante. John Carpenter sempre usa a trilha como se fosse mais uma personagem da trama e fez escola. Sintetizadores e sons imagéticos só nos ajudam a seguir pelas escuras e frias ruas ao lado de Snake. O charme de Fuga de Nova York tem na trilha uma de suas grandes forças.

Preparado para as figuras da noite

Fuga de Nova York é sim um filme datado em quase tudo - no figurino, nos objetos de cena, na trilha sonora - entrega sem medo que é da década de 80, do início dela. E isso não é ruim, lhe dá mais força, contribui para o status de cult que alcançou anos depois. Até o slogan é cult - "Ele tem que entrar onde nenhum homem jamais saiu."

O Duque é o chefão do crime

Veja abaixo o trailer de Fuga de Nova York.

  

domingo, 24 de maio de 2015

APENAS O FIM (2008)

Fica ou vai?

APENAS O FIM (2008) - Pura nostalgia. É assim que eu vejo o primeiro longa dirigido por Matheus Souza, na época com 20 anos. A enxuta história se passa dentro da PUC do Rio de Janeiro. Lá, a namorada diz ao namorado que está cansada de tudo e vai embora, não diz pra onde. Só informa que vai partir em 1 hora e é esse o tempo que eles tem juntos antes da partida. Nesse período, pouco maior que a duração total do filme que é de 1 hora e 20 minutos, o namorado tenta convencer a namorada a ficar, enquanto ela reluta e se mostra firme na decisão.

Ótimos diálogos e um casal afinado

É isso. Nem mais nem menos. E nem precisa. Diálogos precisos e improvisações acertadas do casal protagonista, juntamente com a criatividade de Matheus, que bola planos, trucagens, travelings, e flashbacks que mantém a trama atraente do começo ao final. Tarefa difícil, mas realizada com sucesso por Matheus e equipe.

Flashbacks sempre em PB

A namorada é vivida por Érika Mader (seu personagem não tem nome), uma garota ambiciosa, que quer algo mais da vida, de tudo. Ela claramente, ama seu namorado, esse não é o problema. Isso fica claro no ciúme que ela sente quando o namorado é abordado por outras mulheres.

Desconforto
Gregório Duvivier é o namorado, ainda longe da fama do Porta dos Fundos, mas já mostrando uma facilidade enorme com as palavras e as improvisações.

O flagra durante as gravações

Os flashbacks, curtos e precisos, funcionam como respiro pros diálogos, além de nos fazer conhecer melhor o passado feliz do casal. Cheio de referências que vão desde Vovó Mafalda até He-Man, passando por Star Wars e Godard. Um filme delicioso de assistir, que emociona, de verdade (E digo isso de uma forma muito particular, porque me faz lembrar dos anos de faculdade e da minha namorada, que comecei a namorar na faculdade também. Mas é bom registrar - levamos melhor sorte que o casal do filme, estamos juntos até hoje).
Veja abaixo o trailer de Apenas o Fim.

   

terça-feira, 12 de maio de 2015

HISTÓRIA REAL (1999)

Uma jornada real e inacreditável

HISTÓRIA REAL (The Straight Story / 1999) - David Lynch é um cineasta dos mais imprevisíveis. Capaz de dirigir obras como Estrada Perdida e Cidade dos Sonhos, que beiram o surrealismo e desafiam a compreensão, suspenses como Veludo Azul e até mesmo melodramas como O Homem Elefante e História Real. Além dos mais diversos tipos de curtas metragens, quase todos já postados no youtube. A cada filme, um novo David Lynch, nunca se sabe o que esperar dele. É o que mais me atrai no exótico cineasta.

Lynch em ação

Em 1996 caiu em suas mãos a história de Alvin Straight, um velhinho de 73 anos que percorreu a distância de quase 390 quilômetros dirigindo um cortador de gramas, a uma velocidade de 8 km/h, somente para reencontrar o irmão de 80 anos que enfrentava um problema de saúde. Eles não se falavam há 10 anos.

Todos tentam impedir Alvim de seguir com o plano

História Real conta com Richard Farnsworth no papel de Alvin. Sua atuação é tocante, ele é perfeito no papel do idoso orgulhoso que gosta de fazer as coisas do seu jeito. Seu olhar diz tudo nos momentos de maior silêncio do filme. Farnsworth recebeu uma indicação ao Oscar e outra ao Globo de Ouro.

O silêncio de uma atuação marcante

Alvin vive com a filha Rose, vivida por Sissy Spacek, que sofre de problemas mentais. Ela é feliz, porém amargurada. O governo americano lhe tirou os quatro filhos por considerá-la incapaz de criá-los. Rose por vezes se pega olhando pela janela imaginando como estariam os filhos. Apesar disso, ela se dá muito bem nos afazeres domésticos.

A filha amargurada

Alvin não é impedido pela filha quando começa a lenta viagem. Os outros velhinhos da cidade tentam inutilmente convencê-lo a desistir da ideia, sem sucesso. Ao longo do trajeto, ele encontra uma jovem grávida fugindo da família, uma moça histérica que acabara de atropelar um veado no asfalto e um casal simpático que o ajuda quando o seu veículo de transporte quebra e o deixa na mão.

Relembrando tempos de guerra
Lynch leva o filme na velocidade do cortador de gramas, lento, o que abre espaço para belas imagens dos campos de milho da região e uma trilha sonora das mais tocantes. À época do lançamento, Lynch brincou afirmando que História Real era, sem sombra de dúvida, "o road movie mais lento da história". Mas seria inapropriado fazê-lo de outra forma, a lentidão combina muito bem com todos os demais elementos da trama.

A bela fotografia

O filme, que concorreu a Palma de Ouro em Cannes, é sobre a jornada de Alvin e não se ele encontra o irmão ou mesmo o que eles fazem após o encontro. Isso eu deixo em aberto. Não espere nada mais além disso. Não nos interessa o que acontece depois. Já não é suficientemente inacreditável uma jornada como essa? Coisas da vida real, que nenhum roteirista de cinema seria capaz de escrever.

O Alvin Straight real

Veja abaixo o trailer de História Real.


quinta-feira, 5 de março de 2015

A TEORIA DE TUDO (2014)

A dança que embala os primeiros anos de Jane e Stephen

A TEORIA DE TUDO (The Theory of Everything / 2014) - Cinebiografias são sempre interessantes, porque retratam uma realidade - sempre romanceada - geralmente dura e sofrida. Alguém já se pegou pensando que a vida de Stephen Hawking daria um filme? É fácil falar agora, mas eu já. E deu. A partir de um livro lançado pela primeira esposa de Hawking contando seus anos de namoro, casamento e filhos. A Teoria de Tudo é o resultado dessa adaptação e traz uma equipe afinada. A começar pelo casal protagonista.

Ficção e realidade

Eddie Remayne vive Hawking, um nerd que tenta provar suas teorias físicas mais "absurdas" e quando o faz deixa colegas e professores boquiabertos. Aos poucos, com delicadeza, o filme vai pontuando as dificuldades que Hawking enfrenta em seu dia a dia por conta de uma doença degenerativa. Ele passa a não conseguir segurar uma caneta, levantar uma caneca ou simplesmente andar.

Impressionante semelhança

Após cair e bater a cabeça no chão, é levado para o médico que lhe dá apenas dois anos de vida. A  esclerose amiotrófica aos poucos, vai limando as suas habilidades motoras. O grande privilégio de Hawking é a inteligência privilegiada que o ajuda a se manter firme e otimista quando as condições parecem apenas piorar.

Aos poucos, Stephen vai perdendo os movimentos

Tudo isso não seria possível se não fosse por Jane, a namorada da faculdade, interpretada por Felicity Jones. A sua paixão por Stephen é tão forte que mesmo com a noticia da doença ela insiste para que eles se casem e que vivam o mais intensamente possível dentro daqueles dois anos. Esses anos viram décadas, Stephen se vê confinado à uma cadeira de rodas, sem falar e pai de três filhos. Uma evolução - ou no caso um retrocesso - que é mostrada de forma muito delicada na tela.

Jonathan e Jane se apaixonam

Cansada de cuidar dos filhos e de Stephen, se sentindo completamente dependente, Jane acaba se engraçando com Jonathan, do coro da igreja que ela frequenta. Ele vai à casa dos dois e a ajuda nas tarefas do dia a dia. Stephen não desconfia mas Jane e Jonathan começam a se apaixonar. O amor entre Jane e Stephen, antes eterno, vai se esvaindo e perdendo força.

A enfermeira se torna o terceiro elemento na relação entre Stephen e Jane
Eles se separam, Stephen se casa com uma enfermeira que cuidava dele e Jane vai morar com Jonathan. Mas não nutrem sentimentos ruins um pelo outro, ao contrário. Na cena final, ainda se mostram amigos, ao verem os três filhos já crescidos, correndo pelo jardim. O diretor James Marsh opta então por uma volta no tempo, mostrando as cenas de trás para frente até chegar a uma das mais marcantes do filme, mostrando Jane e Stephen dançando num baile da faculdade.

No final, a volta ao começo

O Oscar de melhor ator para Remayne foi merecido, ele foi melhor que qualquer outro ator na disputa pelo prêmio. Embora falte alguma coisa na sua atuação, não se enxerga o verdadeiro Hawking ali e sim um ator. A Teoria de Tudo vale por Remayne e pela delicadeza do roteiro. Um problema talvez seja a química entre o casal principal que às vezes não funciona muito bem.
Veja abaixo o trailer de A Teoria de Tudo.