terça-feira, 23 de outubro de 2007

BOBBY - Martin Sheen, Emilio Estevez, Demi Moore, Ashton Kutcher, Helen Hunt, Christian Slater, Anthony Hopkins, Laurence Fishburne, Sharon Stone, Elijah Wood... mas que elenco, hein! Pois é, um grande mérito do filme, e que ajuda também a ser levado por tantas histórias paralelas. Em 4 de junho de 1968, o então senador Bobby Kennedy (irmão do JFK, quele que levou um tiro na cabeça no desfile em carro aberto) se candidata a presidente dos EUA e no meio de toda muvuca no hotel onde ele estava um cara entrou e disparou vários tiros e matou Bobby. Emilio Estevez, o diretor, nos mostra a figura de Bobby como o salvador de todos os problemas que o país enfrentava, a solução de tudo para todos!
Ao meu ver, ele acerta ao mostrar a tragédia do ponto de vista de outros personagens daquela noite, o cozinheiro, o porteiro do hotel, a arrumadeira, a cabeleleira e etc. É o grande mérito do filme, e o que lhe ajuda no tom realista. Nós, como não conhecemos a história dos personagens americanos a fundo, ficamos com a impessão que o tal Bobby era um santo na Terra e isso incomoda um pouco, mas não compromete o filme.
e tivéssemos o cinema desenvolvido aqui como lá, poderíamos fazer um filme assim sobre Getúlio, Tancredo, Ulysses Guimarães e sei lá mais quem...
ZODÍACO - Foi uma tentativa de David Fincher de trazer pra gente um pouco do suspense que San Francisco viveu na década de 70 com este assassino serial, e altamente cerebral. Até hoje "não se sabe" quem foi o tal assassino, e este desfecho já conhecido estraga um pouco o mote do filme, que é a caça ao assassino por Jake "Brokeback Mountain" Gyllenhaal, Mark Ruffalo e Robert "Chales Chaplin" Dowley Jr. Este último, aliás ganha a tela quando aparece, é de uma precisão e tem um lado cômico muito forte. Ao saber como a história acaba, como disse, perde-se muito e também a lonnnngggaaaaaaaaaa duração (2h30) não ajudam... o filme passa então a ser enfadonho e cansativo.
TROPA DE ELITE - Este aqui vai ser difícil... tanta confusão tem se causado ao redor deste filme...e eu, particularmente, me envolvi em várias. Porque não encontrei 1 pessoa se quer, que concordasse comigo e a minha opinião sobre Tropa de Elite. Enfim, concordando ou não, é a minha opinião. vamos lá...
Saí do cinema (sim.., não vi o piratão) muito decepcionado com o que vi. Não pela violência, pelas cenas chocantes ou pela corrupção, mas simplesmente porque esperava muito mais. Para mim, ele ficou totalmente sob a sombra de Cidade de Deus e as inovações que este trouxe. Não consigo pensar um, sem lembrar do outro. E não vejo nada de bom nisso! Em alguns momentos, inclusive, o filme chega a constranger. A atuação daquele André Ramiro (Mathias) é vergonhosa... o cara tem o peito de dizer que foi o melhor colocado na sala de interpretação quando fazia testes pro filme.. imagine o pior aluno, então... O Baiano, suposto bandidão do morro, é fichinha (e bota fichinha nisso) ao lado do Zé Pequeno... Sem falar que ainda vejo um como visão contrária do outro, enquanto Cidade de Deus é o morro dos bandidos e a polícia subindo pra "acabar" com tudo, em Tropa de Elite é a polícia que invade o morro dos bandidões, simplesmente a visão invertida. É a minha opinião, ok?!
Mas o filme tem méritos.... Wagner Moura... que puta ator! Pra ele, bato palma de pé! Senão fosse seu trabalho, ficaria mais decepcionado com o filme ainda. Aliás o filme em si não é ruim, é bom, mas os fatores acima sobrepujaram qualquer manifestação diferente.
Sempre classifico filme para assistir e filmes para não assistir, e como não gostei deste deveria classificá-lo como não assistir, mas só de ter levantado MUITAS discussões e de ter dado vários tapas na cara de MUITA gente ele merece ser visto e revisto, sem duvida!
Mas...
HANNIBAL, A ORIGEM DO MAL - Pois bem, o primeiro é realmente demais O Silêncio dos Inocentes, depois veio Hannibal e Dragão Vermelho, que até são bons filmes, mas nada que ficou arquivado na minha cabeça por mais do que poucas horas. E agora este Hannibal, que conta a origem do personagem título, o porquê dele ser carnívoro e tal. As atuações são até que boas e convincentes, os desconhecidos dão conta do recado. O ator que faz o personagem-título, Gaspard Ulliel, é realmente muito bom. Ele chegou a desbancar Macauly Caukin e Hayden Christensen (o novo Darth Vader) pelo papel. Mas o filme em si, não cativa. Falta alguma coisa. A sensação é que falta alguma coisa... alguma coisa que Hannibal Lecter, definitivamente, merecia... alguma coisa, melhor.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

À PROVA DE MORTE - Este filme nem saiu ainda no Brasil, mas não podia deixar de assistir, mesmo sendo o pirata, a mais nova obra do meu diretor preferido. Sempre motivado a fazer peças cheio de referências e homenagens, aqui Tarantino até passa dos limites, nunca ele havia feito tanto isso em qualquer outra etapa da carreira, usando inclusive a si próprio nestas referências.
Death Proof é feito por diversão e para diversão. Tanto dele como nossa. Nota-se desde o começo. Ele conta aqui a história de um assassino que usa sua máquina como arma para perseguir garotas "indefesas", o que se vê é um festival de perseguições em Dodges envenenados, estradas abandonadas, diálogos únicos (mas não os seus melhores) e elementos cult, MUITOS elementos cult.
Tem Kurt Russell, uma das coisas mais trashs que o cinema da década de 80 produziu. Além de uma série de novatos e novatas, que tiraram a sorte grande. Muitos dizem, inclusive eu, que este não é o melhor do Tarantino, mas quem disse que precisa ser o melhor para divertir!?
A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA - 0 3º filme que Johnny Depp e Tim Burton fazem juntos, depois viriam ainda mais 2. Em 1999, o diretor resolve contar uma famosa lenda americana sobre um cavaleiro sem cabeça que corte cabeças atrás dos seus assassinos. E o faz com um estilo que só ele poderia ter dado.
Sempre ví o cinema de Tim muito detalhista e meticuloso, uma qualidade muitas vezes difíceis de encontrar. A reconstrução de uma vila de época, suja, abandonada, escura e tomada sempre por neblina é fantástica! A fotografia é muito rica! e o Cavaleiro-título é um show a parte. Foram 3 indicações ao Oscar e uma estatueta, direção de arte.
Mas não poderia passar pelo filme sem falar de Johnny Depp. É impressionante como ele leva os filmes com tanta qualidade, como é bom ator. Já salvou alguns longas (Era Uma Vez no México), roubou total atenção em outros (Piratas do Caribe) e neste aqui ele consegue isso e mais um pouco... e olha que não está em seu melhor... a parceria Burton-Depp tem que render mais filmes. Um nasceu para dirigir filmes com o outro, que nasceu para atuar nos filmes do primeiro... é química pura!
OS SIMPSONS - Não sei não... acho que o Homer até que não é tão burro assim.. logo de cara ele solta esta bomba: "porque estou pagando para assistir uma coisa que eu tenho de graça toida semana em casa?!"... pois é bem isso que fica na cabeça a cada momento deste filme.. acho que até alugar já seria gastar uma grana alta...
Não que o filme seja ruim, não é isso... mas convenhamos, um longa-metragem tira todo o encanto do que estamos acostumados a ver em casa. E não é perseguição com os Simpsons, acho que o mesmo aconteceria com uma versão pras telonas do Chaves ou Pica-Pau ou Seinfield.. sei lá, grande parte da graça é justamente saber que não duram mais do que 8, 16 ou 28 minutos... jogá-los para 1 hora e 40 é outra história...
o longa tem os seus momentos, mas acredite, qualquer episódio da série é bem mais divertido... Menos é mais!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

MOULIN ROUGE - um grande amigo meu, aliás ele vai ficar feliz quando ler isto, diz que em cinema releitura é tudo! e ele até tem razão, e talvez seja de releitura que eu preciso com relação a este filme aqui... Tenho muitos problemas com relação a musicais, que geralmente me irritam, a história pára pros caras começarem a cantar... no começo é divertido, depois fica legal, acaba ficando chato e no final insuportável! o mérito aqui é usar músicas conhecidas do grande público para contar uma história de amor entre dois personagens, que não deveria acontecer, e uma iminente tragédia, que está para acontecer...
O ponto positivo talvez seja a beleza da fotografia que montada sobre um cenário e figurino de uma cor exuberante deixam o clima ameno e propício para diversão... nem Ewan McGregor salvou aqui...
ADRENALINA - você gosta do Kubrick? Woody Allen? Al Pacino? Robert De Niro? enfim dos gênios? ótimo... são realmente figuras essencias... mas e dos toscos? de quem você gosta? Charles Bronson? Van Damme? Chuck Norris? .... pois é eu gosto do Jason Statham... aquele careca do Snatch, do Carga Explosiva e tal... não há explicação gosto dos filmes dele... Adrenalina é porradão do começo ao fim, altíssima velocidade, tiros, pancadaria e uma edição muito bacana... uma das melhores que vi ultimamente.
O cara acorda, tem um DVD ao seu lado e ele descobre que foi injetado por uma substância que o vai matar se ele não manter alta a adrenalina do corpo.. por isso ele precisa bater, correr, dirigir rápido, atropelar, transar, dar tiro... não é demais?! No final a trama chega a um ponto em que fica perto de estragar toda a experiência da 1 hora e meia anterior, mas graças ao Deus dos filmes podres e trashs, isso não aconteceu e o filme acabou do melhor jeito possível... este vou ter que comprar... meu Deus!
CALMA! não vou jogar fora meus Woddy Allens, Tarantinos, Lynchs, Kubricks e tudo mais....
MOTOQUEIRO FANTASMA - Pois é... o que dizer? Nicolas Cage sempre foi fã das HQs e por isso encarnou o personagem. para salvar o pai do câncer Nic vende a alma pro diabo e vira o personagem-título que caça almas pro demônio. Mas... enfim você vai ter que assistir...
Sabe que é até legal... mas fica aquele gosto estranho, sabe?! você chega na pizzaria e, pra mudar um pouco, você pede Margherita com Catupiry... mas acaba ficando aquele pensamento "se eu tivesse pedido mussarela não teria me arrependido"... entende?
A escolha dos caras aqui poderia ser por um filme dark, demoníaco até, na linha de Batman Begins, mas optaram pelo cinemão-pipoca para vender... e aí falharam... feio... aliás tão feio quanto o penteado do Cage... meu Deus...
PODEROSO CHEFÃO III - Em 1990, Coppola resolveu finalizar a saga da família Corleone. Johnny (Pacino) tenta limpar op nome da família e encaminhar seu casal de filhos por caminhos limpos de ganhar a vida. Mas eis que um primo distante, Andy Garcia, aparece e ameaça botar tudo a perder. Garcia, por sinal, é perfeito para papel de mafioso.. até hoje ele usa nos filmes as mesmas roupas, o mesmo cabelo, o mesmo falar, o mesmo andar, o mesmo tudo! ele nasceu pra isso!
Justamente a grande virtude dos primeros filmes, as interpretações, parecem trair a obra, mas na figura de uma (péssima) atriz, que não conduziu como deveria seu personagem. Ele não tinha a força que pedia. foi justamente Sofia Coppola, filha do diretor... que anos mais tarde decidiu abandonar a carreira de atriz e resolveu sentar na cadeira da direção... sábia garota!
Mas isso não pode impedí-lo (la) de assistir este filme... é preciso concluir a saga e a cena da escadaria, na saída da ópera com Pacino, Sofia e Diane Keaton é fantástica... viva Pacino!!
PODEROSO CHEFÃO II - Falei em perfeição no tópico anterior, pois bem esta é a definição deste aqui e por acrescer um nome que "faz" literalmente o filme, Al Pacino. Aqui o filme só não é inteiro dele, porque Robert De Niro, como o jovem Vito Corleone, também está igualmente fantástico! Nesta segunda parte, Johnny (Pacino) se casa e arruma outros problemas para a família que começa a sofrer com más influências e perseguições por outras famílias, já que agora o Vito Corleone não está mais no comando. É interessante como o trabalho de Pacino fica tão evidente, principalmente nas cenas em que ele se exauta, quando deicxa claro que não é preciso grityar para ter respeito, ou para mostrar quem manda... isso é difícil e ele tira de letra, aula de interpretação... que beleza, que beleza de filme!!
PODEROSO CHEFÃO - Demorei muito pra ver.. muito mesmo. É impressionante como existem filmes que estão muito, mas muito, muito a frente de tantos outros e sob tantos aspectos. Um show de iterpretações, de direção, de iluminação (aliás concebida exclusivamente para este filme, antes não existia a iluminação de cima para baixo, o que dá aquele ar sóbrio e frio), e de tudo mais. e Marlon Brando rouba a cena, apesar do elenco estelar que conta ainda com Diane Keaton, Talia Shire (a eterna esposa do Rocky), Al Pacino, James Caan e muitos outros...
A história conta as desventuras de uma grande família envolvida em negócios "sujos" e que se mantém graças ao patriarca, um homem sensível, de bom coração porém impiedoso quando necessário. não há palavras... só não é perfeito, porque esta definição cabe ao segundo da trilogia.
FOME ANIMAL - É muito trash! demais! um filme de 1992, neo-zelandês, do Peter Jackson, que conta a história de um animal selvagem que é trazido pro zoológico, morde pessoas e espalha um vírus que os transforma em zumbis. muito engraçado! e é tão bom, justamente por não se levar a sério, o viés aqui não é o terror e sim o humor, principalmente o escatológico. O banho de sangue em algumas partes pode incomodar, mas faz parte da dança. e não há como dançar com esta música! Cenas impagáveis, diálogos engraçados... e muito mais. PS: a cena do jantar com os 4 zumbis é demais! imperdível para escracho total de todos! estava a venda por menos de 10 conto em banca de jornal... compre!!
A CASA DOS 1000 CORPOS - Este é o 1º longa-metragem de Rob Zombie e há que ser respéitado. tanto o filme como Rob. A história se passa na década de 70, onde alguns jovens visitam uma loja de bizarrices de circo afastada da cidade e se envolvem com o dono desta e por consequência com outros personagens igualmente "estranhos". Vale a pena assistir para acompanhar o crescimento de um cineasta com amor por um tipo de cinema banalizado atualmente, o de terror.
O seu segundo longa, que já falei muito aqui no blog Rejeitados pelo Diabo, trata mais profundamente 3 personagens que aqui neste filme ficam superficiais devido ao número alto de personagens. Um erro, que complica um pouco o andamento do filme. Este primeiro é bom, mas o segundo é que o clássico de Rob!

domingo, 30 de setembro de 2007

VÉSPERAS - Mas não é só de coisa ruim que se formou a Mostra Internacional de Cinema Latinoamericano. Este filme argentino foi uma grata surpresa para apagar a péssima impressão do Inverno de Gunter. Aqui a história é de uma mulher que vai ao médico na sexta-feira e vai saber o resultado de um sério exame na segunda. Seu final de semana é tomado pela ansiedade e preocupação daquele resultado.
Os detalhes, os silêncios e as sutilezas fazem parte deste filme. É latente para quem puder assistir a influência do cinema de Michael Haneke, no que diz respeito à quebra com o cinemão e a falta de trilha sonora. Resultado: uma obra crua, porém verdadeira e que deixa a gente com uma inveja (branca) do cinema dos "hermanos" que está se mostrando muito melhor que o nosso.
O INVERNO DE GUNTER - 3 pessoas planejam a morte do pai de dois deles para arrematar a herança. mas o filme tem duas horas e esta história se resolve nos primeiros 20 minutos!? e depois? você pergunta... nada! não assita, por favor! aliás duvido que vc encontre isso pra assistir em algum lugar;... assisti naquela mostra de cinema lantino-americano... meu Deus! nunca me arrependi tanto de ter assistido um filme... nem foto isto aqui merece...

sábado, 29 de setembro de 2007

CRIME DELICADO - Assistí este filme na última Mostra Internacional de Cinema Latino Americano, só porque era de graça e ou confessar que se não fosse esta mostra eu jamais alugaria. Mesmo porque a sinopse do filme não me atrai. Mas no final das contas até que é um bom filme!
O que fica claro é a tendência do Beto Brant em fazer um filme que rompe com o cinemão.. pelo menos em alguns momentos. Quando ele mistura esquetes de peças teatrais com a história ou na sequência em que mostra por longos minutos a pintura de um quadro, aliás bela sequência.
A história é a seguinte: um crítico teatral se apaixona por uma iniciante a modelo que é, segundo o crítico, abusada por um experiente pintor. A crua história se desenvolve sobre isso...
Se vc for assistir repare na sequência final. É a prova de que palavras são desnecessárias para se dizer muito!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

NINGUÉM PODE SABER - Triste filme japonês. Conta a história (acho que, real) de uma mãe e seus 4 filhos que encontram um lugar para morar, escondendo as crianças em malas. Mas certo dia, ela encontra um cara, vai atrás dele e não volta mais, deixando os filhos à sorte e sob os cuidados do mais velho, de apenas 12 anos.
A história passa a se arrastar um pouco na parte final, quando muitos meses se passam e quando tudo está muito ruim, fica ainda pior. o que impressiona é a qualidade do cinema asiático, a delicadeza de detalhes, os silêncios que dizem tudo... são os principais atrativos deste triste filme.
FUGA DE NOVA YORK - decepção. é muito anos 80! mas não de uma forma boa.. sei lá.
Nova York está cercada por paredes, virou uma prisão. Quando o presidente fica preso lá dentro, Kurt Russell é enviado para regastá-lo... e dá-lhe caretas, e faces e tiros pra segurar a história... que até tem um tom meio cult, mas não consegue se segurar.
Sou fã de Kurt, 5 anos depois deste filme ele fez Aventureiros do Bairro Proibido, que adoro! mas neste Fuga de NY não rolou uma química boa com a história. fraco.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

PECADOS ÍNTIMOS - É um filme minimalista e intimista. Escancara (à là Beleza Americana) os nossos pequenos segredos, prova que não somos só o que somos, nem o que mostramos ser (entendeu?!). O nome original do longa é Little Child, por provar que no fundo, os personagens do filme nada passam ser do que simples crianças em busca de afirmação, e certeza na vida. Os problemas ficam mais complexos com o passar dos anos, mas na realidade as dúvidas e incertezas são as mesmas (ou pelo menos vêm do mesmo motivo) das dúvidas e incertezas de que quando éramos crianças.
É um filme realmente muito bom, mas ele não chegou a realmente ficar na minha cabeça como um filme marcante. Se vc estiver na locadora procurando algo e não tiver nada para ver, alugue este, você pode gostar. Mas se vc encontrar aquela comédia ou animação que quiser ver há anos não exite em pegar ao invés desse...
O MATADOR - mais um filme da linha de "matador em conflito". Um cara (Pierce Brosnan) só sabe matar pessoas há 20 anos, ele não tem amigos, nem relacionamentos. Aí, ele conhece outro cara (o sempre bom Greg Kinnear) e tenta começar uma amizade. Está feito o cenário.
O mais engraçado é como o matador tenta levar uma vida normal, convivendo com seu passado assassino. fica muito engraçado! e o Pierce Brosnan tem aquela cara de tédio. Richard Shepard parece saber conduzir uma comédia, a trilha leve e ritmada acompanha as cenas e ajuda na graça da situação.
É uma comédia leve e sem compromisso, mas assista! não vai ser grana jogada fora.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

CORAÇÃO SELVAGEM - os filmes do David Lynch não são fáceis, aliás são muito difíceis! misturam realidade e ilusão, o real com o irreal, faz pensar... eu adoro!
Mas se vc nunca viu um filme dele, não comece a conhecê-lo por este filme. Coração Selvagem conta a história de um casal muito apaixonado (Nicolas Cage e Laura Dern) que foge da pressão da mãe dela para que não se case. Depois descobre-se que a velha e o rapaz tem uma séria dívida não resolvida no passado.
Na verdade o filme diverte e incomoda (que são as dua palavras que na minha opinião, definem as obras de Lynch), mas não é seu melhor (não mesmo!).

quarta-feira, 25 de julho de 2007

ROCKY V - Aiaiai... não é tão ruim como o Rocky IV, mas é uma bomba também. Aqui Rocky deixa o filho (com uns 12 anos) de lado e passa a treinar um brigão de rua, pretenso novo campeão dos ringues. Mas este moleque novo tem um gênio horrível e acaba trocando Rocky por um ganancioso empresário. No final a grande luta acontece na rua mesmo e Rocky dá um pau no moleque e quebra a cara do empresário, claramente inspirado no Don King. Mas, aí você me pergunta: "porque é tão ruim?" Porquê inventaram (e acredito que tenha sido o próprio Sly) de fazer o Rocky com um gingado todo hap com um chapeuzinho (que ele já usava no 1º filme) e aquela gíria de subúrbio... até a trilha clássica mudaram para uma batida mais hap... horrível! Estragaram a essência do personagem... e Rocky é (ou pelo menos era) todo essência...

ROCKY VI - Rocky vai pra Rússia onde, defende o capitalismo (?!) contra um lutador comunista (?!), vivido pelo Dolph Lundgren. É uma premissa ridícula que gerou, obviamente, um filme ridículo...
é uma pena, mas foi isso. e só isso.
ROCKY III - O DESAFIO SUPREMO - Mister T, Hulk Hoogan, Sly... Grandes personalidades (trashs) dos anos 80 reunidas em um mesmo filme! O que mais chama a atenção é a índole do personagem-título, que ainda continua intacta. Carismático como sempre. A luta exibição contra o Hulk é muito engraçada e depois contra o Mister T é demais, a morte de Mickey mantem o dramalhão, mas o filme pede isso, na medida em que conforme existam as sequências novos desafios também precisam ser criados. Na minha opinião, este é o melhor filme da (até gora) sextologia, disparado! Mas também marca a queda da personagem, que daqui pra frente não consegue se melhorar ou sequer igualar os primeiros filmes.
* O clipe inicial na abertura do filme é ótimo!! .... mas o treinamento que o Apollo e o Rocky fazem na praia é meio (muito) gay...

terça-feira, 10 de julho de 2007

WARRIORS, OS SELVAGENS DA NOITE - o que dizer?! é demais!! nunca tinha visto, até jogar no PS2 na casa de uns amigos e ficar curioso para assistir o filme, e acabamos alugando e, para minha surpresa, me vi assistindo uma das produções mais fracas, toscas, "hermes-e-renatianas" da história. E isso deixa o filme ótimo!! É tudo tosco, um filme que rola na madrugada do Bronx, que reúne as principais gangues (inclusive uma de jogadores de beisebol de cara pintada que ninguém sabe porque pintam a cara; outra de mímicos que não sabem para que têm uma gangue; outra de uns caras de coletivos roxos e chapéuzinhos de côco muito stiles), no final dos anos 70 início dos anos 80 (o filme consegue reunir a aura glam dos anos 70 com a batida RPM dos anos 80). meu Deus o filme parece ter uns 200 anos!!! O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO PARA VER!!!
NEM TUDO É O QUE PARECE - A estréia do produtor de Guy Ritchie na direção, Matthew Vaughan, é ótima! Mas se percebe logo nos minutos iniciais que Vaughan não segue a linha de humor adotado por Ritchie em Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch. Aqui o negócio é mais violento, cruel. o roteiro em si é mais privilegiado. A história segue à linha dos Infiltrados, em que todos têm o rabo preso com alguém, ninguém é 100% bonzinho ou maldoso. Trata-se da máfia inglesa e seus joguinhos com as drogas, onde a vida vale menos que nada. Não posso me aprofundar na história senão entrego detalhes, mas é um ótimo filme que merece ser visto...... mas prefiro a linha humorística de Ritchie... não do cantor!
TRANSAMERICA - A idéia é ótima, um (quase) road movie em que um pai (transexual) viaja com seu filho (que não sabe estar ao lado de seu pai) e se desobrem ao longo do percurso. As atuações são realmente muito boas, embora ache que o papel principal, Felicity Huffman, não foi assim tão bem interpretado, olhando bem a atriz até que não mudou tanto assim para interpretar um transexual... O filme é raso demais, sobre um assunto que necessita de profundidade, e esse é o pecado maior! Faltou alguma coisa e isso compromete o filme...vai ver não fosse um estreante no comando (Duncan Tucker), as coisas seriam diferentes...
LETRA E MÚSICA - Vou confessar.. quando a minha "pequena" pegou este filme na locadora eu disse "putz lá vem mais uma comediazinha besta"... e estava certo, mas este filme tem um diferencial importante: a história não gira ao redor de um romance e, acima de tudo, tem Hugh Grant... Não tem jeito, o filme é dele!! me desculpe Drew Barrymore... Ele é um cantor pop dos anos 80 decadente que é ajudado pela Drew para escrever uma nova música... o britânico tem umas tiradas ótimas, como "pode cantar mais alto? o som precisa ser audível ao ouvido humano!", e ainda "não foge do microfone ele não vai até você", e várias outras ótimas que deixa o filme fácil de se comprar... sem falar no clipe "oitentista" da tal banda Pop que é bem divertido.. alugue e cante, a música não vai sair da sua cabeça.. êta chiclete!!!
O GRANDE TRUQUE - São dois aprendizes de um famoso mágico no início do século passado que acabam entrando em conflito e seguindo caminhos diferentes, cultivando um "duelo" sobre quem faz melhor truque, quem impressona mais a platéia. É bom de se observar Hugh Jackman (Wolverine) e Christian Bale (Batman) atuando muito bem, principalmente Bale que parece perfeito para o papel de uma pessoa intimidadora, mas ao mesmo tempo humano. Não leve em consideração Scarlett Johansson que mais uma vez, nem fede nem cheira... Um filme cheio de reviravoltas, um cinema muito bem feito...
RICKY BOBBY - À TODA VELOCIDADE - É uma pena que o Will Ferrel seja só bem conhecido lá fora (entende-se EUA), porque ele é um puta comediante de mão cheia. Ele consegue ser sarcástico e tirar riso das coisas mais banais, não fazendo caretas e contorcionismos, como Jim Carrey (leia-se Jerry Lewis), ou mesmo humor inteligente como os britânicos, mas sendo simplesmente o que ele é, normal, como qualquer um. É aí que está a sua graça. Neste filme ele faz um piloto de Nascar muito confiante e arrogante que passa por muitas situações cômicas sem perder a pose. Assistam este filme, se você já conhece Will Ferrel e gosta dele, vai rir bastante, mas se não conhece é uma oportunidade e tanto!
OBS: Sabe qual foi a principal forma de divulgação deste filme?! os caras do estúdio penduraram uma frase escrita "APENAS 6 PALAVRAS: WILL FERRELL COMO PILOTO DA NASCAR."
O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS - Why Jack Black? Why?! Acho que nem ele sabe o que está fazendo neste filme... porquê e para quê!?!? Uma comediazinha romântica rasteira para animar solteironas e lhes dar esperança de que algo bom ainda pode acontecer... uma bobagem sem tamanho. E ainda tem a Cameron Diaz, que é tão boa comediante quanto eu físico quântico.... "faisfavor, né?!" Pelo menos tem a Kate Winslet que calou minha boca quando disse ser uma péssima atriz.. ela é boa fazendo drama ou comédia... isso tenho que reconhecer. Me nego a dizer algo mais sobre o filme apenas fica a pergunta: why Jack Black?!?!? why?!?!??!?!?!?!?!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

ROCKY II - A REVANCHE - O Sly assumiu de vez a direção e o roteiro no Rocky II, em vista do sucesso do primeiro. Em 1979 saiu este segundo, que para muitos iguala-se ao clássico Rocky - Um Lutador, de 1976.
Na minha opinião, este segundo nada mais é que um refilmagem do primeiro, mas com os dramas mais profundos, a questão dele estar ficando cego, o coma da esposa e a gravidez, e os problemas com o sucesso repentino. Mas isso não quer dizer que seja ruim.
Destaque para o drama carregado de emoção, em que a desesperança consome o personagem dele e a tristeza pelo futuro incerto, consome o dela.
Vale pelo Sly e seu personagem. E a história que ambos têm no cinema.

O HOMEM DUPLO - Este "estilo" criado pelo Richard Linklater, de desenhar sobre a imagem, cria um ambiente meio de sonho, meio alucinógeno, meio... estranho. E para uma história sobre um futuro próximo e decadente, onde as drogas são comuns e o governo controla tudo e todos de forma a criar um ambiente "seguro", combina mais ainda.

Vou confessar que em certo momento rola um cansaço, pois a imagem está em constante movimento e cansa um pouco os olhos, e o filme parece meio longo por conta disso, mas jamais se perde o interesse pela história.

Será que este "efeito" na telona do cinema fica bom (porque amplia a força das cores) ou fica ruim (já que o desenho gigante fica muito movimentado)?

sábado, 16 de junho de 2007


MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO - Aqui são duas histórias paralelas, uma "real" e outra "fictícia". A primeira conta a história de um colapso de criatividade que uma escritora de livros sofre, ela não consegue mais definir o que fazer com seus personagens, como sguir suas vidas ou como matá-los. E a outa história acompanha o drama do personagem do livro da escritora ao descobrir que não passa de um personagem de um livro.

É divertido acompanhar este drama, que as vezes passa ser engraçado, devido a ser algo tão único, nada usual.

Além de ser uma aula para qualquer um assistir a uma interpretação de Dustin Hoffman, que faz um professor de literatura que tenta ajudar o personagem e depois a escritora..

nota-se aí uma mescla do que ora é real e do ora é fictício, se confundindo... isso é muito legal, e muito bem feito.


PLANETA TERROR - Não sei bem se é opinião de quem realmente gosta do Rodriguez, mas este filme é demais! Tem aquela aura de filme B quase C, e é exagerado, sanguinolento ao extremo, e divertido. Muito divertido!

Tem algumas situações que causam aquele incômodo, como uma sequência do Tarantino (que eu não posso contar o que acontece), e com o menino dentro do carro (que aliás é filho do Robert Rodriguez), mas na verdade o esquema aqui é se divertir.

Cada zumbi explode e espirra tanto sangue que chega a ser engraçado, como uma bexiga cheia de tinta vermelha.

Mas também não dá para esperar nada além de pura diversão quando se vê o cartaz com uma mulher com uma metranca no lugar da perna, não é mesmo?!

quinta-feira, 31 de maio de 2007

AEON FLUX - É engraçado, mas eu nutro uma coisa especial com relação a estes filmes futuristas, meio experimentais, e tal. Eu curto, sabiam?
A história aqui se passam em 2417, quando 99% da população mundial foi morta devido a um vírus X. Aí, o cara que descobre a cura vira rei e domina tudo por várias gerações, mas em determinado momento a vida vira supercontrolada. Obviamente surgem os justiceiros para acabar com este domínio. E a história segue por aí...
Tem algumas cenas completamente surreais, o que me chama muito a atenção, como na Cela, e me faz gostar mais ainda do filme. E acho que é só por isso mesmo...

terça-feira, 29 de maio de 2007


CÓDIGO DESCONHECIDO - É difícil, é complicado como todo filme do Haneke.
Nada é fácil, algumas cenas parecem longas demais além do necessário, outras parecem não ter relevância. Haneke gosta de um cinema fora do padrão, do usual. Sua cinematografia é única e relevante à sua forma..
Os nuances aparecem aos poucos tanto quanto as resoluções que nunca são claras. Não é para assistir com pipoquinha e cobertor, é algo mais complexo que isso. E tem a Juliette Binoche que fica mais bonita conforme fica mais velha!

terça-feira, 15 de maio de 2007

OBRIGADO POR FUMAR - Escolha ideal para este filme o ator Aaron Eckhart. Como a gente não conhece muito bem outros papéis que ele tenha feito, a gente assiste o filme e é levado por ele sem nenhuma carga (o que não acnteceria se o filme fosse protagonizado por Nicolas Cage ou Tom Hanks por exemplo...) E sem dúvida, ele é o dono do filme! Ele consegue balancear uma frase extremamente pesada e sacana com um olhar e uma pose serena, como se não estivesse dizendo (ou fazendo) enhum absurdo. O humor do filme é muito sutil, a gente acaba amando odiar o personagem principal, e a cara-de-pau dele e de seus amigos "mercadores da morte".

THE JIMMY SHOW - O SHOW DA VIDA - Sabe aqueles filmes que tem um cartaz acizentado, um ator com cara triste, e um nome deprimente? A única coisa que se espera dele é que seja uma história triste... certo?!
Mas quando o cartaz é colorido, o ator é comediante (?) e o nome do filme é "Show da Vida" não se espera nada deprimente assim... mas aí o engano acontece. Este filme é muito depressivo, triste, uma história que incomoda, que atinge. Totalmente pelo lado ruim.
Trata-se de um cara que vira comediante (?) de stand-up, enquanto sua vida desmororna completamente ao seu redor. O ator, diretor e produtor é Frank Wealey, um cara que ninguém conhece mas se lembra de algum filme.. como é o nome mdesmo?! Enfim, não desperdice 2 horas da sua vida com isto aqui,...
Seria melhor o cara ficar preso no supermercado com a Jennifer Connely...

FILHOS DA ESPERANÇA - É de dar gosto para quem gosta de cinema, de um bom cinema, bem feito, bem filmado, bem editado, com uma história boa e que prende até o desfecho. É de impressionar os planos-sequências que o diretor Alfonso Cuarón usou aqui; o mais longo foi de 12 minutos!!! E não só 12 minutos de diálogos e passos e nada mais... NÃO! São 12 minutos de corridas, explosões, centenas de figurantes, além dos acontecimentos diversos que tem que sincronizar para que a cena funcione... assista o filme e os extras para copreender melhor.
No (próximo) ano de 2027 as mulheres não podem mais ter filhos, e o mundo está controlado pela violência, a humanidade está em extinção. Mas uma menina aparece grávida e ela tem que ser protegida a qualquer custo...

WAKING LIFE - Já em 2001, Richard Linklater lançou este filme que seria o primeiro a empregar a técnica da animação sobre a imagem. A história trata de um rapaz que não consegue acordar e então começa a se comunicar com as pessoas da vida real em seu mundo imaginário, e divagar sobre questões filosóficas.
Não é um filme fácil, não, viu?! Faz pensar...
Mas só de ver a técnica (e imaginar o trabalho que deu), vale a pena. Vale lembrar que, talvez, neste ano sai o "O Homem Duplo", do mesmo diretor e que usa extamante a mesma técnica.... uau!!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

HELLBOY - Existe uma categoria de filme que quando se assiste não se leva a sério, e eles são feitos justamente para isso. Você passa 2 horas, se diverte e pronto, tira o DVD, ou sai do cinema, e tudo bem, sem que isso seja uma experiência chata, boba ou uma simples perda de tempo. O melhor é quando os envolvidos (principalmente o diretor) sabe disso e usa isso a favor, embutindo em geral piadinhas, momentos e/ou diálogos cômicos e essas coisas.
Este é Hellboy!!
Muito bom, muito bem feito e engraçado. Não conheço o personagem da HQ, mas pelo que ví no longa gostei muito dele. O Guillermo Del Toro me passa a impressão de sr um diretor extremamente preocupado com a estética das obras (vê-se em Hellboy e O Labirinto do Fsauno, que ainda não assisti), uma preocupação com as cores, o figurino e os detalhes dos objetos de cena... é um mesmo cuidado que vejo nos filmes do Tim Burton.
A cena do enterro com os guardas-chuvas visto de cima é belíssima, só quem viu para saber...
SERPENTES A BORDO - É bom, sim, surpreende, diverte e tal... os efeitos são muito bem produzidos, os atores são de 1ª (ok, alguns de 2ª ou 3ª), enfim, mas falta... falta algo.
Na verdade a história é um fiapo, (o título mostra tudo, absolutamente TUDO!), não espere ver além disso..
Um grande amigo meu, Diogo Besson, me disse certa vez que a expectativa mata o filme, ou seja, quanto mais se espera menos se gosta do que se vê... E aqui isso se cofirma totalmente. Muito se falou de Serpentes antes do filme ser lançado, em blogs, chats, e sei lá mais o quê, criou uma coisa em volta do filme que não se confirmou, na verdade...Mas como todo filme de "baixo orçamento de avião" tem seus clichês: nudez desnecessária, mortes inesperadas e cômicas, chatos à bordo, e o cara-no-final-que-não-sabe-pilotar-mas-pousa-o-avião (praxe)...
Gastar dinheiro com isso? É melhor economizar... não se sabe o dia de amanhã.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

ANTES DO AMANHECER - Estava só, neste sábado em TTÉ, e assisti este romântico filme do começo da década de 90... e gostei, sabiam?!
Pois é, não faz muito meu estilo de cinema, mas gostei de como o roteiro foi escrito só com diálogos e isso sustenta mesmo o filme por mais de 1h40'.. muito bom!
Eu não seria um cara de propor o que ele propôs pra menina, sou muito fechado para isso, mas acho que tem uns loucos por aí que fariam, e umas loucas por aí que aceitariam o convite...
Gostei que a fotografia do filme mostrou a cidade de Viena como seria vista por mochileiros, mas fugindo do filme turístico.. não sei explicar direito, mas é isso que me passa...álém de ser uma construção de personagens muito bem feita... gostei.
Agora verei a sequência e logo logo ponho minha visão aqui..

quinta-feira, 26 de abril de 2007


BEATLES 4 EVER - admito, sem medo, que chorei, por 2 vezes. Ontem eles fizeram uma apresentação no Crowne Plaza do White Album 2...
Chorei em "Cry, Baby Cry" e "Mother Nature's Son", além, de curtir muito o "Wild Honey", "Sexy Sadie" e "Helter Skelter"...
Mês que vem eles apresentam o "Let It Be" e terei que comparecer...
Os caras usando as roupas, conversando entre si em inglês, as perucas, os trejeitos... é impossível não se emocionar... Vá!!

terça-feira, 24 de abril de 2007


BARBARELLA - em 68 foi lançado este filme, e causou uma revolução na época. Tanto por mostrar cenários coloridos, roupas extravagantes (sei lá, uma apologia ao ácido?!), e Jane Fonda nua em diversos momentos do filme. Uma heroína que deixa os homens a seus pés apelando dos seus poderes (sexuais)... enfim... Ela não queria faze este filme, baseado numa HQ, mas foi convencida pelo diretor e marido, Roger Vadim.

Apesar de toda esta carga histórica que marcou o filme, a história é bem fraquinha, aliás, muito fraquinha. No começo ainda fica aquela sensação de "quero muito ver como acaba este absurdo!". Rolam até umas risadas e tal... mas a história perde força e o filme fica até, meio monótono...

Uma curiosidade.. Barbarella tem várias cenas no espaço sideral e foi lançado no mesmo ano do filme que mais fielmente tratou o espaço Sideral, "2001" de Kubtick... putz!
É tosco e fraco, não recomendo, não...



TUDO PELA FAMA - a história rola sobre o sucesso do American Idol, ou Ídolos no SBT. É uma comédia (aliás, bem média) que mostra o percurso de 2 concorrentes que chegam à grande final, cada um com seu objetivo e seu propósito...

e tem Hugh Grant que é o apresentador do programa... fazendo o papel que já fez nos seus últimos 30 filmes (se é que ele chegou a fazer tudo isso)

Fraquinho, mas só de ler a sinopse não dá para esperar muito disso... você vai esquecer rapidinho... quer apostar?

quinta-feira, 19 de abril de 2007

CONTA COMIGO - Baseado no livro "The Body" do Stephen King, este filme de Rob Reiner foi lançado em 86. E tem um elenvo que na época não era muito conhecido, mas hoje tem bons talentos. Na época de conhecido, apenas o Richard Dreyfuss, mas também tem o Kiefer Sutherland, John Cusack, Corey Feldman (tá, neste eu forcei um pouco) e o River Phoenix.
O livro e o filme se diferem em vários pontos. Stephen King diz, nos extras do filme, que livro e filme são como maçã e laranja. Ambos são muito saborosos, cada um a sua forma, a seu jeito. O livro segue a história contada pelo Gordie, mas o clímax no final é de Chris (o personagem de River), mas no filme este clímax ocorre com o próprio Gordie. São as pequenas diferenças.
É um filme sobre a jornada de 4 amigos de 13, 14 anos à procura do corpo de um menino perto do rio. Nesta jornada eles amadurecem, enfrentando desafios e se conhecendo como pessoa, eles vão meninos e voltam rapazes (uau!). Não é um filme infantil!!!
A cena que mostra Gordie encontrando o veado na floresta é o "turning point", onde o filme deixa de ser sobre a jornada e a descoberta para a vida e passa a tratar apenas sobre morte.
Claramente se divide a história nestes 2 plots principais. Neste caso, o roteiro simplista contribue para um filme franco e forte.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM - É um filme muito belo e engraçado. Mas engraçado na medida em que os filmes do Wes Anderson são engraçados, ou seja, são aquelas risadas que no fundo carregam aquele sentimento estranho, de leve tristeza, desesperança e coisas assim. Ninguém consegue explicar, mas não há quem não entenda. Este filme é de 67, quando os jovens ainda viviam sob total proteção dos pais, no sentido em que tinham que seguir o que lhe era dito para ter um futuro. Talvez, aqui se dê o início da liberdade dos filhos neste sentido.
É o que acontece com Benjamim, o personagem de Hoffman, que vive sob a saia da mãe e o chapéu do pai, estudando e trabalhando onde quer que elkes diziam para estudar ou trabalhar. Isso formou um rapaz sem opinião, inseguro, incerto de tudo e muito dependente.
Então, ele se encanta (ou é encantado) pelo charme da vizinha quarentona e em outro momento pela beleza da filha desta e a trama segue. Os sentimentos mudam e isso transparece na própria trilha sonora composta por Simon and Garfunkel.
Anne Bancroft faz a vizinha quarentona. E vou ser sincero, desde o começo do filme pensei que ela fosse a mãe da Angelina Jolie, tamanha a semelhança entre as duas. Não apenas de aparência, mas a voz e o trejeito (charmoso, diga-se) de falar, andar e se postar. Tive que recorrer a internet para confirmar que não tem nada a ver uma com a outra.
A cena inicial do filme é idêntica a inicial do Jackie Brown, do Tarantino. Quando Pam Grier é levada pela esteira na extrema direita do vídeo e os créditos inciais na extrema esquerda. São cenas muito parecidas. Tarantino homenageia Mike Nichols. O diretor Mike Nichols experimenta nos planos de câmera, enquadramentos e etc. E realmente nota-se com clareza, principalmente na cena em que a filha descobre o "caso" entre Benjamim e a mãe. O movimento de câmera e enquadramento são diferentes para cada personagem, mostrando o quão diferente são as relações deles com a situação.

PS: reparem na segunda grande cena do filme, quando Benjamin usa equipamento de mergulho no churrasco de aniversário. Só aquela cena diz tudo sobre o personagem de Hoffman e sua família, sem sequer uma palavra. É Demais!! Belo filme. Não sei se estou emotivo demais ultimamente, mas é difícil conter as lágrimas em alguns momentos.