quinta-feira, 30 de julho de 2015

A HORA DO PESADELO (1984)

Freddy, sempre nas sombras e na escuridão

A HORA DO PESADELO (A Nightmare on Elm Street / 1984) - Pode não ser mais o mesmo, pode ter perdido a força, ter feito coisas relevantes no passado e hoje já não mais... enfim, as opiniões variam, mas uma coisa não se questiona... Wes Craven é um gênio. Ele revitalizou o gênero do terror adolescente com a saga Pânico de 1996 e já tinha feito isso em 1984 com A Hora do Pesadelo, onde deu vida à um dos ícones mais conhecidos dos filmes de terror - Freddy Krueger.

Ele aparece pouco no filme

Craven, que também dirigiu Aniversário Macabro e Quadrilha de Sádicos entre outros, se baseou em histórias reais de pessoais numa aldeia no Camboja que morriam após pesadelos turbulentos. A causa é desconhecida, mas ganhou um nome - SUDS (Sudden Unexpected Death Syndrome, algo como Síndrome da Morte Inesperada).

Durante os sonhos, tudo pode acontecer

Krueger é um assassino de crianças (no roteiro original era um molestador de crianças, mas Craven decidiu mudar na última hora) que acabou sendo solto, os pais das vítimas resolveram fazer justiça - prenderam Freddy e botaram fogo nele. Agora, Freddy quer vingança e surge nos "sonhos" das vítimas. Naquele terreno tudo pode acontecer, se a vítima morre no sonho, morre também na vida real.

Efeitos simples, mas que assustam

Johnny Depp faz aqui a sua primeira aparição em filmes e morre na cama, sendo engolida por ela, numa das cenas mais conhecidas. O sangue jorra pelo teto - Craven diz ter se inspirado na cena do elevador de O Iluminado, de Stanley Kubrick de 1980.

Johnny Depp pouco antes de ser "comido" pela cama
A cena do banho de sangue na cama de Depp...

...inspirada na clássica cena do elevador de O Iluminado

Um dos acertos do filme de Craven - e são muitos - é justamente manter Freddy sempre escondido, ele pouco aparece no filme, é sempre no fundo, nas sombras, às vezes revela um olho, corta um pedaço do próprio corpo ou se vê a garra em detalhes, ele nunca aparece completamente. Aliás durante os noventa minutos de filme, Freddy Krueger aparece apenas 7 minutos.

Terror em cenas por vezes, grotescas

Craven criou Freddy como um personagem-mudo, como fora Jason e Michael Meyers, respectivamente dos filmes Sexta Feira 13, de 1980 e Halloween, de 1978. Mas ele mudou de ideia. Acrescentou algumas falas e depois uma risada macabra ao personagem, principalmente para aumentar a dramaticidade nas cenas de perseguição. Além de terror o quesito "grotesco" também aumentou, Freddy é um personagem bizarro.

Famosa cena da banheira

A luva do primeiro filme foi usada também na sequência, A Hora do Pesadelo 2: A Vingança de Freddy de 1985, mas depois se perdeu para as demais sequências e nunca mais foi vista. Foi roubada. Quem a roubou não deve dormir com a cabeça tranquila. Mais dia, menos dias... quem sabe... em um pesadelo, o proprietário pode aparecer para reaver o item de volta.
Veja abaixo o trailer de A Hora do Pesadelo.
   


quinta-feira, 23 de julho de 2015

O ABUTRE (2014)

De longe, ele observa - como um abutre 

O ABUTRE (The Nightcrawler / 2014) - Um roteirista de mão cheia, seja criando ou adaptando, Dan Gilroy decidiu pela primeira vez dirigir um roteiro próprio. O Abutre é o resultado de um mergulho na noite de Los Angeles vista pelos olhos - e pelas lentes - de pessoas que passam por qualquer limite para obter sucesso naquilo que fazem. Dan criou um personagem assim, interpretado com afinco por Jake Gyllenhaal.

No começo, tudo o que ele quer é um emprego

Gyllenhaal emagreceu nove quilos para viver Louis Bloom, um homem desesperado por emprego, enquanto leva a vida de pequenos sucessos pelo submundo, vendendo cercas de cobres e tampas de bueiro, tudo fruto de roubo. Bloom, sem conseguir trabalho, acaba encontrando uma oportunidade única.

À espera, no aguardo da tragédia

Dirigindo pelas ruas de Los Angeles na madrugada ele acaba se deparando com um carro em chamas e a polícia tentando salvar a motorista que ficou presa nas ferragens. Neste momento chega um furgão, dois homens saltam e começam a gravar toda a ação. Bloom observa. E repara que os dois tem no furgão um rádio que capta o sinal da polícia e seguem os casos violentos da madrugada, gravando tudo. Isso depois é vendido para as emissoras de TV, que usam aquele material nos jornais matinais.

"If it bleeds, it leads"

Bloom gostou daquilo. Investiu, contratou um ajudante e foi atrás das desgraças nas madrugadas. O Abutre tem esse nome justamente por isso, um animal à espreita, sempre atento ao que uma tragédia alheia pode lhe proporcionar. Louis Bloom estabelece uma relação profissional com Nina (Rene Russo), editora do jornal matinal do canal 6, interessada por sangue e violência.

Nina alimenta o abutre

Louis Bloom é a cara do mundo cão da TV. Ele chega ao cúmulo de entrar gravando numa casa que há pouco havia sido invadida por assaltantes. A polícia ainda não tinha chegado ao local. Bloom capta tudo em detalhes, inclusive três pessoas alvejadas - uma delas ainda respirando. Sem ajudar ninguém, ele sai com as imagens e vende pro canal 6 por uma quantia absurda.

Ele vai até o fim

Melhor título não haveria para um filme assim. O roteiro é linear, ele não prevê uma derrocada de Bloom ou uma queda em sua trajetória, é uma subida meteórica. Cada pedra no caminho serve apenas com um novo aprendizado. E esse roteiro linear mostra o crescente de um personagem controverso e o pior - ou melhor - ele chega ao sucesso, mostrando que para triunfar num mundo assim é preciso mesmo ser um abutre ou algo pior. Ele é o retrato de um mundo que está aí, mas muitas vezes nos negamos a reconhecer.
Veja abaixo o trailer de O Abutre.


  

quarta-feira, 15 de julho de 2015

KURT COBAIN: MONTAGE OF HECK (2015)

"Hello, I'm Kurt Cobain"

KURT COBAIN: MONTAGE OF HECK (2015) - Brett Morgen foi atrás, pesquisou, teve autorizações dos familiares e de repente se viu diante de um tesouro - um galpão contendo umas vinte caixas com todo tipo de material, tanto do âmbito pessoal como profissional, de um dos maiores ícones do rock dos últimos vinte anos. Desenhos, pinturas, brinquedos e o melhor - imagens de super 8 da infância e fitas K7 com gravações, entrevistas e ensaios musicais feitos por Kurt Cobain. Morgen, um documentarista sem grandes sucessos na carreira, juntou tudo aquilo com mais um punhado de entrevistas e lançou Montage of Heck, o mais intimista retrato já feito do vocalista do Nirvana.

Kurt, muito além do músico

Não são muitos os entrevistados - só a mãe, o pai, a irmã, a mãe adotiva, uma namorada de tempos antigos, Courtney Love e Krist Novoselic - e nem precisava de muita gente, o material em áudio das fitas K7 e o uso das pinturas e textos dos diários de Kurt dão vida ao controverso personagem.

No começo de tudo

As animações são parte essencial do documentário. Morgen anima trechos de entrevistas ou depoimentos de Kurt falando da adolescência ou mesmo passagens de gravações em fitas K7. É mágico, uma visita nunca antes feita por um passado que ninguém, ou poucos, conheciam. O menino genioso, que foi ficando acuado conforme crescia, também tem a sua voz. As frases fortes e de efeito retiradas dos seus diários funcionam como uma entrevista que Kurt jamais conseguiu dar.

Animações dão vida ao passado

Do meio para o final, o filme dá à Courtney Love a palavra, com quem o vocalista do Nirvana foi casado. São depoimentos banhados de registros em super 8 feito pelo próprio casal ou amigos, mostrando a intimidade dos dois, quase sempre bêbados ou chapados de drogas. Krist Novoselic aparece para falar sobre o amigo, a banda e o sucesso - Dave Grohl não deu as caras. Morgen usa ainda recortes de jornal, trechos de reportagens e entrevistas de TV, para ajudar a traçar o perfil de Kurt.

Uma visita intima aos Coubains

Logo depois do registro de um trecho do acústico que o Nirvana gravou para a MTV americana o filme é interrompido abruptamente com escritos na tela informando que Kurt Cobain se suicidou aos 27 anos e assim o filme acaba. O efeito que Morgen pretendeu funcionou, o corte seco e inesperado choca e reforça a triste notícia. Ok, mas faltou ao meu ver, uma palavra das pessoas sobre o ocorrido, ou mesmo o registro em notas de jornal ou reportagens de TV. Morgen preferiu se omitir. Pena... a morte de Kurt só reforça o personagem que ele foi em vida.

Intensidade, a relação Kurt e Courtney

Montage of Heck é um filme muito visual, sujo como a música grunge. Tem a cara da geração MTV dos anos 90, que Kurt e tantos outros ajudaram a formar. Para quem conhece muito do Nirvana e da vida de Kurt, o filme acrescenta pouco, coloca o pai do vocalista como vilão em alguns momentos e inocenta tanto a mãe quanto Courtney. É um filme obrigatório e que nos permite entrar de cara no mundo de Kurt Cobain. Ele iria odiar essa intrusão, mas é difícil evitar o fascínio por figura tão emblemática.
Veja abaixo o trailer de Kurt Cobain - Montage of Heck.

terça-feira, 7 de julho de 2015

DEBI & LÓIDE 2 (2014)

Mesmo com 30 segundos (ou menos) em cena, o carro-cachorro não podia ficar de fora do filme

DEBI e LÓIDE 2 (Dumb and Dumber To / 2014) - Vinte anos depois do primeiro filme, do clássico dos Irmãos Farrelly, finalmente o trio Farrelly, Jeff Daniels e Jim Carrey, conseguiu se reencontrar para lançar a sequência. Vamos esquecer aqui, completamente, o capítulo intermediário de 2003 - Debi e Lóide 2: Quando Debi Conheceu Lóide - que não conta com absoluta nenhum daqueles três nomes que fazem dos personagens e dos filmes serem o que são. Ok?

- Vamos esquecer aquele filme de 2003, ok?
- ok!

Aqui, Debi (Daniels) e Lóide (Carrey) encaram uma jornada atrás da garota que Debi acredita ser a sua filha. Ela está numa convenção de gênios físicos e a dupla entra lá e acaba se misturando naquele ambiente inapropriado - para eles, claro. Ao melhor estilo Debi & Lóide, eles são perseguidos por uma dupla que tenta matá-los a todo custo, enquanto eles escapam sem sequer perceber que são alvo de uma caçada.

Se salva sem perceber que estão sendo caçados

Participações de Kathleen Turner - que em flashback seria interpretada por Jennifer Lawrence, mas ela desistiu na última hora - e Harry Dunne, que revive o papel inesquecível do garoto cego que ganha um pássaro morto de Lóide no primeiro filme.

Eles voltam a atormentar o pobre ceguinho

Rachel Melvin, que faz a filha que seria de Debi, está muito bem. Ela é ótima no humor físico e tem um sorriso bonito, que gera empatia de cara. Por ser um personagem importante, o terceiro pé essencial no roteiro, ela dá conta do recado.

A suposta filha de um, que desperta o amor no outro

No primeiro filme, Daniels foi chamado às pressas, não tinha o talento reconhecido para comédia de Jim Carrey. Aqui, claramente, Daniels, está mais à vontade e até mais engraçado do que o próprio Carrey. Enquanto Lóide é o "pensador" da dupla, criando planos e esquemas - que sempre dão errado - Debi embarca e naufraga junto, mas quase nunca sabe o que está fazendo ou o que está acontecendo.

Sim, Daniels está muito mais engraçado que Carrey

Debi e Lóide 2 entrega tudo o que promete, a mesma fórmula - risadas em situações absurdas. Se você gostou do primeiro vai gostar do segundo. E assista o filme até o final dos créditos, tem uma cena extra ali.

Bill Murray faz uma aparição relâmpago, nem dá pra ver que é ele, na verdade

Veja abaixo o trailer de Debi e Lóide 2.


quinta-feira, 25 de junho de 2015

JURASSIC WORLD - O MUNDO DOS DINOSSAUROS (2015)

Finalmente o parque está funcionando!

JURASSIC WORLD - O MUNDO DOS DINOSSAUROS (Jurassic World / 2015) - Demorou mas chegou. Desde 1993 os fãs da saga mais jurássica das telonas estavam ansiosos por um retorno a ilha de Nublar para ver como o trabalho do Dr. Hammond foi concluído. E finalmente o retorno aconteceu. Em 1993,  no primeiro filme o parque é aberto para um passeio-teste inaugural e, claro, nada deu certo. 


1993 - filme clássico e a impressionante sequência do T-Rex, assusta até hoje

Quatro anos depois, em 1997, o Mundo Perdido foi lançado, mas a aventura aconteceu numa ilha ao lado da Nublar e no final ainda trouxeram o T-Rex para o meio da cidade grande. Filme fraquinho...


1997 - o segundo filme é ruim e com personagens irritantes

Mais quatro anos se passaram e em 2001 o terceiro episódio voltou à uma outra ilha, ainda mostrando os dinos em cativeiro e os homens como objeto de caça. 


2001 - o bom terceiro filme, homenageia o primeiro e empolga

Agora, com Jurassic World, o parque finalmente está aberto e funcionando.


Muito medo, morte e sangue, mas você não iria querer ir num parque assim?


Steven Spielberg, que havia dirigido os dois primeiros filmes, ficou na produção dos episódios três e este quatro também. Coube ao roteirista e diretor Colin Trevorrow a missão de escrever e dirigir a aventura.

Colin Trevorrow 

A história conta sobre o parque funcionando à todo vapor há dez anos. Recebe cerca de vinte mil visitantes por dia, mas para não perder o interesse lança uma nova atração - um dinossauro modificado geneticamente - maior, mais violento e mais rápido que o T-Rex, por exemplo. Este plot não é nenhum spoiler, já é mostrado no próprio trailer, e desanima logo de cara. Afinal, se você é alguém como eu que foi ao cinema em 1993 e ficou empolgado com os super dinos "reais" que apareciam na telona, não há como não se decepcionar com o fato do roteiro prever um dinossauro que sequer existiu e ainda por cima colocá-lo como estrela do filme. Pô!

Indominus Rex em ação

Voltando ao filme... as coisas saem de controle, o bichão-dino-que-nunca-existiu foge do cercado e espalha o terror atacando tudo e todos que se mexem. Sobra para Owen (Chris Pratt), um adestrador de velociraptors comandar uma equipe para tentar resgatar o dino e evitar mais estragos. Pratt, por sinal, está muito bem. Ele está construindo um status de cara legal, engraçadão e cool que vai estrelar várias comédias e aventuras por aí. Dizem até que ele vai ser o novo Indiana Jones.

Domesticando as feras

Os efeitos são absurdos de bem feitos e o mais legal, grande parte é feita de bonecos e não somente CGI, ou seja, os atores realmente interagiram com aqueles dinos, só em alguns casos específicos é que foram montados em pós produção, como o Mesossauro. Ele aparece apenas três vezes no filme todo, mas é o mais impressionante! De longe tem as cenas mais memoráveis, as que vão ficar marcadas.

Mesossauro, o dinossauro mais legal do filme!

Não há como negar que a história de criar um dino de laboratório incomoda um pouco... pô, uma das coisas mais legais da saga Jurassic Park é justamente por as duas espécies mais dominantes da Terra juntas e agora a saga Jurassic World já começa assim... Mas isso não estraga o filme não, aliás a última hora é eletrizante, quando o Indominus libera (sem querer) os piterodáctilos que voam até o parque e começam a caçar as pessoas. É ótimo!

Indominus invade a gaiola, libera os pterodáctilos e daí pra frente o filme vira um thriller (ainda mais) empolgante

Roteiro razoável (afinal temos um parque pela primeira vez em quatro filmes!), efeitos ótimos, elenco afinado, boa diversão e que venha mais Jurassic World! (mas com dinos de verdade né...). Veja abaixo o trailer de Jurassic World.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

A BUSCA (2012)

Até onde você iria pelo seu filho?

A BUSCA (2012) - O cinema nacional é assolado por um mal que é ao mesmo tempo a sua salvação. A Globo Filmes é uma das maiores produtoras do mercado no Brasil e responsável por manter a roda girando em terras tupiniquins. O problema é que, apesar de não viver de cinema, tem a maioria das suas produções moldadas à base do gosto do freguês, digamos. E a grande massa tem queda por filmes de comédia, sem muito ou com nenhum conteúdo, e que apresentam pouco desafio e geralmente tendo como protagonistas atores globais. Esse tipo de filme não passa de uma extensão da novela das sete. A sorte do cinema nacional é que na esteira dessas produções surgem outras com propostas bem diferentes, como esta também da Globo Filmes. O surpreendente A Busca.

Longe de ser uma família feliz

O diretor estreante Luciano Moura comanda a produção que tem em Wagner Moura um médico que vive do trabalho e de repente se vê em uma busca desesperada pelo filho adolescente que fugiu de casa à cavalo (?). A jornada, que só mostra o ponto de vista do pai, beira o exagero em alguns momentos, quando ele se vê numa comunidade hippie, no meio do mato, e é obrigado a realizar um parto.

Onde mais procurar? Um desespero que só aumenta

Por ser um homem afastado de qualquer relação afetiva com a esposa, com o filho e com o próprio pai, o personagem de Wagner Moura acaba se reconstruindo na busca pelo filho Pedro. Ele se vê em contato direto com personagens humildes, vivendo em favelas, em beira de estrada ou em pequenos vilarejos. Dessa forma, o "doutor" deixa de ser o dono da situação e passa a ser a figura dependente de uma boa ação dos outros, geralmente pobres e desfavorecidos. É aquela velha história do personagem rico com pobreza interior que vê nos pobres a grande riqueza que lhe falta.

A reconstrução de uma personagem em desespero

Pai e filho se reencontram na casa do avô, em outro estado. O que obriga que o personagem faça uma reaproximação forçada junto ao próprio pai. Wagner Moura reflete em seu filho o mal relacionamento que tem com seu pai, vivido na medida por Lima Duarte. O diálogo curto entre os dois e sem qualquer abraço ou sequer uma aproximação é suficiente e emocionante, qualquer coisa além disso seria fugir da realidade das personagens e apelar para o melodrama barato. Mérito para Wagner e Lima, além de Luciano, preciso na direção.

Curta, precisa e emocionante cena final

O roteiro tem seus furos, tem seus erros - como um menino conseguiria atravessar dois estados à cavalo tão rapidamente? - mas tudo vale em nome de uma boa história e de um bom filme. A Busca é simples, um road movie muito bem realizado e com uma linguagem de cinema, fugindo da linguagem televisiva que afeta a indústria cinematográfica brasileira em muitas obras. Vale ser conferido.

Brás Antunes, filho de Arnaldo Antunes, vive Pedro

Veja abaixo o trailer de A Busca.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

FUGA DE NOVA YORK (1981)

Snake Plissken

FUGA DE NOVA YORK (Escape From New York / 1981) - É impossível falar de cinema de terror e filmes dos anos 70 e 80 e não chegar à John Carpenter. É da mente doentia desse senhor nascido em 1948, que surgiram personagens como Mike Myers da série Halloween, Jack Burton e Lopan de Os Aventureiros do Bairro Proibido, entre tantos outros. Carpenter também está por trás das competentes adaptações A Bruma Assassina e Christine - O Carro Assassino, ambos livros de Stephen King.

Carpenter em ação

Snake Plissken é outro da gama de personagens-ícones de Carpenter. Em Fuga de Nova York, Plissken, vivido por Kurt Russell, é a única esperança de um mundo tomado pela violência. O ano é 1988 e a ilha de Manhattan foi transformada em uma prisão de segurança máxima, cercada por muros com 15 metros de altura. Lá dentro estão os prisioneiros mais temidos do país, quem tenta fugir é abatido. A cidade não tem iluminação, está completamente abandonada, a comida é lançada por helicóptero. Cada um sobrevive da sua própria sorte.

Uma Manhattan de ruas molhadas e escuras 

Quando o avião presidencial é sequestrado e jogado entre os muros da prisão só há um homem capaz de resgatá-lo e este home é Snake Plissken. Snake é um criminoso condenado a passar o resto dos seus dias entre os muros de Manhattan, mas acaba recebendo uma proposta - terá todos os seus crimes perdoados se aceitar entrar na prisão para resgatar o presidente. Snake aceita e é lançado em um planador lá pra dentro.

Resgatar o presidente, a única salvação para Snake

Assim que chega, armado e com um intercomunicador, ele descobre que o presidente foi escondido por uma gangue comandada por Duque, vivido por Isaac Hayes. Mas até encontrá-lo Snake passa por outras figuras obscuras de uma Manhattan abandonada, como Cabbie (Ernest Borgnine) um motorista de taxi que acaba se transformando em seu transporte pela cidade, e o casal Brain e Maggie, que o ajudam na busca.

A improvável gangue que acompanha Snake

A trilha sonora é marcante. John Carpenter sempre usa a trilha como se fosse mais uma personagem da trama e fez escola. Sintetizadores e sons imagéticos só nos ajudam a seguir pelas escuras e frias ruas ao lado de Snake. O charme de Fuga de Nova York tem na trilha uma de suas grandes forças.

Preparado para as figuras da noite

Fuga de Nova York é sim um filme datado em quase tudo - no figurino, nos objetos de cena, na trilha sonora - entrega sem medo que é da década de 80, do início dela. E isso não é ruim, lhe dá mais força, contribui para o status de cult que alcançou anos depois. Até o slogan é cult - "Ele tem que entrar onde nenhum homem jamais saiu."

O Duque é o chefão do crime

Veja abaixo o trailer de Fuga de Nova York.