domingo, 2 de março de 2008

ROBÔS - Não há muito o que dizer... demorei pra assistir este filme, por causa daquela resistência que tenho com animações e desenhos e tal (sempre penso 2 vezes antes de gastar dinheiro com isso). Mas eis que a Tati, irmã da minha K, tinha uma cópia deste filme, aí peguei pra assistir. E me surpreendi.
Gostei bastante dos personagens, das sistuações e do mote da história (apesar de concordar que o roteiro é meio... fraquinho - talvez falte a genialidade da Pixar neste produto da Fox), que é o seguinte: um simpático robô viaja à cidade grande para trabalhar numa fábrica e realizar seu sonho de se tornar um grande inventor, mas ao chegar a fábrica está sob as ordens de um tirano, que pensa em eliminar todos os velhos robôs.
Na versão original os personagens principais são vividos por Halle Berry, Mel Brooks, etc. Nem vale comentar a ridícula dublagem nacional... o filme é bom mas está a tantos kilômetros-luz de distância da genialidade de Monstros S.A. quanto de existir uma sociedade de robôs...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

THE GREAT AMERICAN SNUFF MOVIE - Porcaria de um filme em 8mm que, pretensiosamente, imagina a história de tortura e morte de um famoso assassino americano, William Allen Grone. No final do filme é exibido um trecho da real de tortura e morte de uma garota pelo maníaco (encontrado pelo FBI), que captava as imagens de todo o processo, algo chamado de snuff movie. O diretor da história baseou-se nos 30 segundos finais para segurar as outras quase 2 horas anteriores e esse foi seu erro. Aliás um dos erros. Assistimos na Sessão Comodoro, comandada por Carlos Reichenbach, toda 1ª quarta-feira de cada mês.
RATATOUILLE - Realmente animações podem gerar diferentes opiniões sobre assuntos onde à princípio não parecem existir divergências. Ratatouille é um filme muito bonito, a profundidade dos cenários e os detalhes são impressionantes, mas a história é fraquinha, o filme vai passando e o fiapo de roteiro vai desmanchando até ceder de vez. Não fiquei decpcionado porque já não espero muito quando assisto animações/desenhos, afinal esta é uma preocupação de quem trabalha com isso e não do público, certo?

Gosto quando uma animação trata de temas/assuntos ou possui personagens completamente fictíceis (Monstros S.A., Carros, Robôs), agora quando tenta se retratar o mundo como é (A Casa-Monstro, Ratatouille, A Família do Futuro) perde-se a razão de ser da própria animação, do próprio desenho. Como algo para diversão quanto mais distante da realidade melhor!! Pena...

A COMUNIDADE - Que loko! Foi o 3º filme do Noitão, e o que ajudou a nos manter acordado porque ele é muito engraçado, pra cima, divertido! Dirigido por Álex de La Iglesia (O dia da Besta, Crime Ferpeito), a história gira em torno de uma agente imobiliária (Carmen Laura) que descobre uma grana altíssima escondida em um dos apartamentos de um prédio de Madri, algo em torno de 3 milhões de euros! Mas ela não consegue sair com a grana devido a influência dos outros condôminos que procuravam por anos a dinheirama. Está armada a confusão...
Humor negro absurdo onde todos os condôminos (A Comunidade do título) fazem de tudo para ficar com a grana, não se importando com suas próprias vidas, os velhinhos ficam mais mesquinhos com o passar dos anos. Mesmo que não se tenha com o quê gastar o importante é possuir o dinheiro!
A sequência final no alto do prédio é simplesmente genial. E o Darth Vader... muito engraçado.. tente assistir trechos do filme no you tube... você vai entender do que estou falando.
XXY - Filme argentino difícil sobre uma adolescente que nasce com ambos os sexos, e suas desventuras com a família e os jovens de sua idade que descobrem este seu "segredo". Seu pai é vivido por Ricardo Darín. Acredito que a diretora Lucía Puenzo teve mão bem leve e precisa para transpassar a história para as telas, já que é um tema muito complicado de se trabalhar. É difícil não cair na caricatura ou nos estereótipos. É uma pena que durante a sessão (a 2ª do Noitão) muitas pessoas riam dos acontecimentos como a descoberta do sexo, os carinhos e estes detalhes. Não é um trabalho que tenha gostado e não recomendo na verdade, é de se esquecer muito rápido. Site do filme.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

SWEENEY TODD - O BARBEIRO DEMONÍACO DA RUA FLEET - O dia que assistí a este filme foi relmente muito especial, porque foi a primeira vez que participei de um Noitão do HSBC (3 filmes, o primeiro começando a meia-noite e o último acabando as 6 e meia da manhã). Só por isso este filme seria lembrado por muito tempo, mas o fato do filme ser excelente também contribui.

É a 8ª (!) adaptação da história do Sweeney Todd para o cinema. Não tem como não se animar com um filme de Tim Burton e Johnny Depp (o 6º da parceria - os outros foram Edward Mãos-de-Tesoura, Ed Wood, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, A Fantástica Fábrica de Chocolate e A Noiva Cadáver). O diretor é sempre cuidadoso, metódico, seus filmes são sempre muito bem feitos, editados e cortados e o ator vive seu personagem, incorpora fielmente e à cada filme parece um novo ator. Os dois têm que estar juntos!

Bem, no filme, que conta ainda com a Helena Bonham Carter (é o 5º trabalho com o diretor - antes fizeram Planeta dos Macacos, Peixe Grande, A Fantástica Fábrica de Chocolate e A Noiva Cadáver), o tal barbeiro volta à Londres vitoriana (suja, dark e pouco convidativa) para se vingar do desaparecimento de sua esposa e filha. Preste atenção ainda, no Sacha Baron Cohen (o eterno Borat) que faz uma participação pequena mas muito marcante.

Gostei muito do filme, mas não é o meu predileto de Burton - eu ainda gosto mais de Peixe Grande e Planeta dos Macacos.

PS: logo no começo do filme um dos personagens diz a Depp "Voltando à Londres?! Você se cansou do longo tempo que passou no mar?!" Captei uma ironia com relação a saga de Piratas do Caribe... será?!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

STAR WARS - Olha só...
São Paulo receberá mostra temática sobre Star Wars
A partir de 5 de março São Paulo receberá a mostra "Star Wars Exposição Brasil", que levará à cidade cerca de 200 peças dos filmes da clássica série criada por George Lucas. Entre o material a ser exibido estarão figurinos, robôs, maquetes, storyboards e ainda o caça jedi StarFighter, pilotado por Anakin Skywalkwer, além de outros 3 veículos vistos nos filmes. A exposição é itinerante e pela primeira vez ocorrerá na América Latina, permanecendo no Porão das Artes, no subsolo do prédio da Bienal, até o final de julho. Outros destaques da exposição são a "mesa de armas", que trará uma série de sabres de luz usados nos filmes, e a Escola Jedi, um projeto de teatro em que profissionais interpretarão personagens da série e poderão interagir com o público.
O GÂNGSTER - Não tinha como não querer ver este filme. 1º - tem o Russell Crowe, que acho um puta ator, que trabalha bem pacas, como em Los Angeles Cidade Proibida e A Luta Pela Esperança. 2º - tem Denzel Washington, que é outro puta ator, que tem seus altos e baixos, mas me ganhou com Possuídos (que filme foda é esse!!). 3º - dirigido pelo Ridley Scott, que ainda mantém certo nome em Holywood, com altos e baixos, como Alien, Blade Runner, mas também Hannibal e Cruzadas.

A história (real) conta a ascensão de um natural do Bronx no submundo das drogas ao se tornar o traficante que traz a droga mais pura e barata. Tudo vai bem até que um policial resolve caçá-lo. O clima é angustiante, aquele ar cru dos bons policiais dos anos 70, como Todos os Homens do Presidente e até mesmo, Caminhos Perigosos (um dos primeiros de Scorsese) está de volta, mas sem a cega e caricata violência de Os Infiltrados.

Filmão seco, enxuto e forte. Dois grandes atores que duelam distantes um do outro, e só dividem a tela no final (lembrando um pouco o Fogo Contra Fogo, com Al Pacino e Robert De Niro, só que aqui é muito melhor!).

domingo, 17 de fevereiro de 2008

FILMES TRASH NA SESSÃO ASTRONETE - Saca só...
Às 22hs. Entrada franca. Rua Matias Aires 183, Consolação. Tel: 3151-4568
20/02: FRANKENSTEIN'S DAUGHTER (A FILHA DO FRANKENSTEIN) - EUA, 1958, 85MIN. Um clássico dos drive-ins. O neto do famoso professor Frank resolve seguir os passos do vovô e criar uma versão feminina do monstro a partir de uma doce jovem universitária. Ela é loira, ela é sexy, ela flerta e está com sede de sangue! A criatura é interpretada por Sandra Knight, futura esposa de Jack Nicholson.
27/02: ATTACK OF THE 50 FT. WOMAN (O ATAQUE DA MULHER DE 50 PÉS) - EUA, 1958, 72 MIN.Um dos maiores clássicos do cinema "B" dos anos 50. Uma esposa bêbada em apuros com o marido mulherengo tem sua vida mudada depois de um encontro com um alienígena gigante vestindo roupas medievais!!!! Depois do encontro do outro mundo nossa dona de casa cachaceira passa a crescer até atingir a altura de 50 pés e sai em perseguição ao marido infiel destruindo a cidade para um final trágico no bar onde o marido encontrava sua amante para uns tragos depois do trabalho!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

TRANSFORMERS - Sempre foi um consenso de que os filmes dirigidos pelo Michael Bay são um tanto quanto dispensáveis, com atuações duvidosas e vários furos no roteiro (vide Bad Boys, Armageddon, Pearl Harbor...). Transformers não é diferente. A dupla protagonista (tirando os robôs) é formada por Shia LaBeouf (que está até que bem por sinal, se bem que seu personagem não parece mesmo exigir muito) e Megan Fox (que paga de gata o filme inteiro, mas é sem sal, tadinha...)... o jovem compra um carro, que se revela um robô, Bumblebee, que está de espião na Terra, já que alguns robôs, comandados por Megatron (o melhor!) quer dominar o planeta e exterminar a raça humana, mas enfrentam os "robôs do bem", comandados por Optimus Prime. Junta-se a isso explosões, destruição da cidade, e pronto. Basicamente é isso.
A sequência final com a luta entre os dois chefões no meio da cidade vale o filme, os efeitos são impressionantes (nisse, Bay é muito bom mesmo!) mas não há mais nada além disso. e vem uma sequência por aí...
O filme foi um sucesso de bilheteria, principalmente no cinema oriental, conforme o diretor conta nos extras... No Japão, Coréia do Sul ele foi aplaudido de pé no final das sessões!
É diversão sem nenhum compromisso, se é isso que se procura há uma penca de outros filmes melhores, mas se quiser arriscar? Boa sorte.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

DESCOBERTAS CINEMATOGRÁFICAS!! - Esta semana foi no mínimo especial para o "cineasta adormecido", que mora no meu peito. Eu, minha K, o Makson e o Éder fomos no Noitão do HSBC. Pensei que jamais aguentaria sessão tripla começando as 00h00 e terminando as 06h30 da manhã... mas aguentei!
Assistimos em primeira mão, "Sweeney Todd", o novo Tim Burton, emendamos com "XXY", um drama argentino de uma adolescente hermafrodita e fechamos com "A Comunidade", comédia de Alex de La Iglesia, que já tinha assistido, mas ajudou a fechar a "noite" ou começar o dia, muito pra cima!

Foi ótimo!! só o irrisório lanchinho final e o desfile de estilinhos incomodaram um pouco, mas acho que é o preço que se paga...

Não contente, na quarta da mesma semana fomos na "famosa" Sessão Comodoro de Carlos Reichembach. Assistimos um tal de "The Great American Snuff Movie", que é uma bela de uma bomba!! Mas só a experiência da sessão valeu muito a pena!!

Tomara sejam constantes!!!
PS: breve vou comentar todos estes filmes aqui... fiquem ligados!!!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

A LUTA PELA ESPERANÇA - Um ombro deslocado, várias contusões pelo corpo e um dente quebrado. É isso que dá quando ator se mete a interpretar um lutador de boxe... Ron Howard se viu obrigado a atrasar a produção de A Luta Pela Esperança em quase 2 meses para que Russel Crowe pudesse se recuperar.
Ele interpreta a história real de Jim Braddock, Crowe, um lutador de boxe que ao perder tudo na depressão americana no final da década de 20, se vê obrigado a fazer bicos para sustentar a esposa, Renée Zellweger, e seus filhos. Seu treinador, Paul Giamatti (sempre genial!), acredita no lutador até o fim, mesmo porque é nele que estão todas as suas fichas para se salvar também.
Todo o filme parece receber um tratamento de cor que o deixa pálido, cinza, cores em tons pastéis, como lembrando aquelas fotos PBs que recebiam tinta à mão.
Só de retratar uma história real já me chama a atenção, mas o que mais impressiona é que o filme acaba com a grande luta final contra Max Baer em 1934 ou 1935, ou a reprodução dela. E nos extras eles disponibilizam a luta real! É incrível...
Pena que não arrecadou ou sequer recbeu reconhecimento que deveria quando foi lançado...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

TMNT - AS TARTARUGAS NINJA - O RETORNO - Depois daquelas belas porcarias de sessão da tarde que não faziam nada além de tirar sarro das personagens, tornando-as nada além de pastelões, ou sei lá mais o quê, finalmente resolveram dar a elas uma justa homenagem. É claro, não espere algo com um roteiro muito elaborado ou intrincado, porque este é um filme para adolescentes, ou nostálgicos que assistiam as aventuras das tartarugas e sentiam sua falta. Bem, é meu caso... As brincadeiras, as piadinhas estão aí, faz parte das suas personalidades, mas elas são complementares às lutas e à história em si e não são usadas como motor para fazer a engrenagem funcionar.
O filme, a animação, é toda dark, como pede as personagens desde sempre... já que são 4 tartarugas que vivem nos esgotos de Nova York e pretendem nunca serem descobertas, certo? nada mais justo então...
É interessante, mas vale a pena só para fãs... não perca seu tempo se não for, hein! uma continuação é consequência natural!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

CARTAS DE IWO JIMA - Foi rodado simultaneamente com o filme acima, mas não no Japão, que não permitiu a utilização da ilha em questão no título de filme. Por isso eles fizeram a filmagem em uma ilha das Islândia, que tem solo parecido e mesma atividade vulcânica. Esta versão japonesa dos fatos, como o próprio diretor gosta de chamar, é muito, mas muito melhor do que a versão americana. É claro notar como Eastwood mudou a linguagem da captação das imagens e a forma de contar a história para se aproximar (ou tentar) do estilo japonês de cinema. Ele, inclusive diz isso nos extras do DVD, mas acredito que este tenha sido seu ato falho. Seria melhor para o filme e para ele, se fosse convidado uma produção japonesa para dirigir o filme de forma a alcançar este objetivo de Eastwood, que acaba ficando no meio do caminho, já que a linguagem não é tradicional, mas ao mesmo tempo não chega nem perto da oriental.
Posto isso de lado é um grande filme! E a atuação Ken Watanabe realmente é fantástica. Sem contar que a história em si da defesa da ilha é muito mais coesa e fechada naquele universo particular, criando um clima de introspecção, que os orientais tanto pregam.
Vale muito a pena, mas se sobrar um tempinho assista o americano também, ajuda a completar a história.
A CONQUISTA DA HONRA - belo filme, mas o mais interessante é ser uma história real, que apesar de ser totalmente romantizada e "exagerada pra vender", não deixa de ser muito bacana. Mas o que realmente torna este filme grande é o outro, Cartas de Iwo Jima, por completar e ao mesmo tempo ofuscar o brilho desta produção também dirigida por Clint Eastwood. Neste A Conquista da Honra, Eastwood conta a história de 3 personagens da guerra ? (sei lá qual já foram tantas...), que são enviados de volta aos EUA por causa da foto que se vê ali em cima, deles astiando a bandeira americana em solo japonês. Aí diferente sentimentos rolam nestes rapazes, um fica orgulhoso, o outro surpreso e o terceiro irritado, por participar de uma baboseira pra levantar grana pro país, enquanto seus companheiros morrem na batalha. Aliás, este último, Adam Beach, realmente surprende pela atuação. É um filme interessante, mas nada mais também. Se vc não gosta de filme de guerra nem perca seu tempo, porque tem outros muito melhores, mas para registro dos acontecimentos é interessante.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

ROCKY BALBOA - É sempre engraçado quando vemos um ator de um personagem só, ou um ator de um filme só. É fácil criticá-lo, achar defeitos e se perguntar "mas se ele era tão bom porque não fez outras coisas marcantes ao invés de apostar só no mesmo?!" Pois bem, o Sly criou um símbolos dos anos 70 (Rocky) e outro dos anos 80 (Rambo)... e os dois vão renascer!
O primeiro a chegar foi Balboa neste Rocky Balboa (não dava para Rocky V ser a despedida de Rocky, não é mesmo?! Este é o pior filme da sextologia, segundo o próprio Sly.) Na trama, ele tenta se reaproximar do filho após a morte da sua eterna Adrian, ao mesmo tempo que decide encarar o campeão mundial de pesos pesados Mason Dixon (que é boxeador de verdade!!), como forma de reviver seus gloriosos anos.
A famosa luta final foi marcante por apostar desta vez em uma linguagem televisiva fazendo crível que o espectador acompanhe um embate real entre os lutadores. Já os outros filmes usavam a famosa câmera no ringue, aproximando-nos da luta, mas sem o mesmo efeito nos dias de hoje. Aliás, a cena foi rodada antes de uma importante luta. o ginásio estava lotado e quando Rocky entrou todos gritaram seu nome impressionante...
Fico feliz por Sly ter feito um filme assim, fico feliz por Rocky ter se despedido do cinema assim...

domingo, 6 de janeiro de 2008

O FANTASMA DA ÓPERA (1925) - O que era o cinema em 1925? Engatinhava, tudo se descobria, tudo se inventava... é simplesmente imperdível uma viagem à qualquer filme deste período. Neste ano surgiu o que é reconhecido hoje como a primeira grande produção de terror do cinema, O Fantasma da Ópera, dirigido por Rupert Julian, e tendo Lon Chaney na pele de Erik, o tal fantasma em questão. Chaney aliás, que faleceu 5 anos depois do lançamento do filme de câncer no pulmão, havia feito pouco tempo antes O Corcunda de Notre Dame, provando sua grande facilidade em criar expressões e faces, que depois foram copiadas por muitos outros.
Preciso (!) dos outros clássicos, dos primeirões, como O Corcunda de Notre Dame, O Médico e o Monstro, Nosferatu, Frankenstein, Drácula, e tantos outros. Acredito que os remakes têm sua importância, mas quando são feitos sobre estes filmes dos primórdios do cinema, a intenção é apenas homenageá-los ou mesmo trazê-lo ao conhecimento dos mais novos. Fica só na homenagem. E aí, a minha nostálgica visão fala mais alto, muito mais alto!
ste foi o último filme de 2007 que assisti, um mudo PB maravilhoso. Que ótima maneira de um amante de cinema fechar um ano, não acham?!
LAURA - Considerado um dos grandes filmes noir da história, esta produção de 1944 fala sobre um detetive (Dana Andrews) que investiga a morte da bela protagonista (Gene Tierney, que dá nome ao filme) com um tiro no rosto. Ela tinha um namorado (Vincent Price) e um amante (Clifton Webb) na época do assassinato e ambos são duramente investigados pelo detetive. Mas tudo muda de figura quando Laura reaparece sã e salva, abrindo novas possibilidades na história.
Na época uma grande polêmica foi levantada. O ator que interpretou o amante de Laura, Clifton Webb, havia se declarado homossexual e pensou-se na possibilidade de afastá-lo da produção por isso, mas no final o bom senso venceu e manteram o grande ator no filme, que acabou até concorredo ao Oscar de ator coadjuvante por esta atuação.
Filmes assim ensinam muito pra gente sobre como era a sociedade alguns anos (muitos) atrás. Vale a pena assistí-lo pela polêmica, pela história, pela beleza de Gene e por muitos outro aspectos também.
CARROS - Nunca fui muito fã de animação, aliás sou da opinião que assistir desenho ou animação no cinema é perda de tempo, dinheiro... mas muitas vezes belas animações (não são desenhos) surgem ano após ano. Mas mesmo assim não sou ligado nelas...A melhor animação que já assisti, e por isso até comprei, é Montros S.A., que é sensacional, engraçado e inteligente. Procurando Nemo, Vida de Inseto, Toy Story, FormiguinhaZ não me empolgaram nem um pouco e achei que seria com Carros a mesma coisa... e me enganei. Com certeza a infância volta à tona, principalmente por se tratar de carrinhos de corrida falantes (!). Afinal que atire a primeira pedra aquele que nunca bateu dois carrinhos e brincou de um ficar xingando o outro e tal.. coisa de moleque...
Não mudei de opinião, não!! Mas o filme é muito bom (pra criança e pré-adolescente, claro). e se você procura diversão aqui você encontra fácil!
PS: Poderia falar que não gosto de bichos falantes (peixes, insetos, cachorros), mas aqui são carros falantes... no final dá na mesma, não é?!
NIRVANA - Ame-o ou odeio-o, com este filme é assim, e eu fiquei no segundo time.
Este filme francês, sugerido por Diogo Besson, grande amigo meu, como "seu filme predileto", conta a história de Jimi (Christopher Lambert), um programador de jogos de videogame, cuja mais recente criação é tomada por um vírus que confere consciência e vida própria para o personagem principal de seu jogo, que começa a questionar que tipo de vida é aquele que ele leva, já que seu destino é ficar preso a um mundo virtual onde nada é o que parece ser. O palco está montado para os questionamentos de ordem filosófica... o que temos, o que merecemos, o que somos e da onde viemos.
Apesar disso, o filme não empolga... muitas vezes fica enfadonho e chato...
O diretor, Gabriele Salvatores, dirigiu recentemente Eu Não Tenho Medo, sobre o desapareceimento de crianças.
Você NÃO vai encontrar este filme em locadoras e se encontrar NÃO alugue!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

VIAGEM À DARJEELING - Quem já assistiu outros filmes de Wes Anderson (Os Excêntricos Tenenbaums, A Vida Marinha com Steve Zissou) vai entender o que vou tentar dizer. Seu universo é muito particular. Tratam-se de comédias recheadas de elementos dramáticos; em certo momento até duvida-se ser comédia, porque seus personagens são tão reais, ordinários, comuns que é impossível não se identificar com qualquer um deles ou sua busca ou seu propósito.
Neste recente Viagem à Darjeeling, 3 irmãos (Owen Wilson, Adrien Brody e Jason Schwartzman) que não se vêem a muito tempo, se reúnem para uma viagem pela Índia atrás de sua mãe. Sobram então momentos para as situações criadas pelo roteiro.
PS: Note em determinado momento o incrível travelling lateral usado para repassar a vida das personagens. Grande Cinema!! Mas não cinemão...

terça-feira, 27 de novembro de 2007

MUNIQUE - Spielberg é um cineasta surpreendente. Ele consegue se reciclar a cada ano, a cada obra. Aliás, ele pode até passar longe do genial, mas que ele é um produtor/diretor de mão cheia, ah isso ele é! Com Munique ele concorreu a 5 prêmios Oscar e 2 Globo de Ouro com muito mérito. O cinema engajado politicamente, que nunca foi seu forte, começa a ser mais presente na sua cinebiografia, já que anos antes ele havia entregado A Lista de Schindler.
Aqui, ele retrata a história real de 5 terroristas israelenses que são contratados para matar 11 palestinos que estiveram envolvidos com o atentado nas Olimpíadas de Munique, em 1972, que vitimou dezenas de atletas e treinadores daquele país. Spielberg gosta de cutucar vespeiro... ele poderia ser tachado como uma pessoa que toma parte de qualquer um dos lados indicando favorecimento, mas não... sua mão firme não pende para lado algum.
A duração pode ser um pouco exagerada (2h40), mas o resultado, tanto pelo conteúdo histórico como pela aula de dieção, vale muito a pena.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

ICHI THE KILLER - Mais um destes filmes orientais obscuros e não vou nem perder tempo aqui... nem o seu, nem o meu... o filme é ruim, chato e estranho... personagens excêntricos comandados por outro mais ainda, saem em busca do chefe que está sumido. Eles realizam as mais sádicas formas de torturas para conseguir esta informação, já que o principal da gangue é masoquista, mas durante esta busca, acontece uma estranha onda de assassinatos dentro do bando... acho que já foi o suficiente, né?!
ACROSS THE UNIVERSE - É um filme feito por uma diretora apaixonada pelos Beatles, que deciciu escrever um roteiro baseando-se nas músicas do Fab Four, utilizando-se de seus personagens, como Jude, Maxwell, Jojo, Prudence, Sadie, Mr. Kite, Dr. Robert, Lucy e tantos outros, e contando suas histórias de amor, amizade e guerra passando pelas fases que qualquer tipo de relacionamento, de amizade ou não, passam. Se você é Beatlemaníaco, como a pessoa que vos escreve, vai notar muitas referências à banda nos objetos (vivos ou não) de cena, nas falas e no próprio andamento do filme. A história do filme conta cronologicamente, certinho, a fase dos Beatles! De reis do iê-iê-iê, ao consumo de drogas, as brigas, a guerra e o amadurecimento. É muito claro!
Os atores, desconhecidos, são ótimos! O elenco tem uma empatia muito grande e leva as músicas muito bem, complementando muito para o filme. Participações de Salma Hayek, Joe Cocker e Bono Vox.
Preste atenção nas sequências musicais e no deslumbramento visual do filme.Tudo é muito colorido, bem coreografado, uma riqueza de formas e fases. É incrível.
Julie Taymor, diretora de Frida, foi cutucar um vespeiro. Não existe outra banda mais bem sucedida e com melhor reputação na história da música que os Beatles, é difícil fazer algo que agrade seus exigentes fãs. Digo por mim, saí MUITO satisfeito e empolgado com o filme!
CONTROL - Foi um filme marcante... realmente difícil de esquecer. Fui só, porque minha "pequena" estava em Taubaté e a sessão rolou no meio da semana na Mostra de SP e eu não poderia perder. Tenho que admitir... não sou um grande conhecedor de Joy Divison, nunca fui, mas depois que assisti A Festa Nunca Termina me interessei bastante pelo som britânico dos anos 70/80 e a cena deste que mostra a morte do Ian Curtis marca bastante. Por isso fui cheio de expectativa para a sessão de Control, finalmente ia conhecer a trajetória dele e da banda. O roteiro é baseado no livro Carinhos Distantes escrito pela sua esposa alguns anos atrás.
Saí do cinema realmente pensativo, olhando o nada, muito comigo mesmo... não é o tipo de filme que se quer sair, comer e pizza e conversar com outros, se abrir, falar e falar... tem que se olhar para sí e analisar as impressões... se não for assim não há como digerir certas coisas.
Anton Corbijn, o diretor, tem uma ligação música-cinema muito grande. Ele, que já havia dirigido filmes/documentários sobre U2, Bryan Addams, Depeche Mode e Metallica, nos traz uma obra tão discreta, minimalista e introspectiva quanto a própria figura do Ian, que está loooooonge de ser um gênio, mas ainda assim deixou sua marca com tanta simplicidade que por isso se tornou tão notável.
Assista este filme... se possível sozinho... ajuda na digestão.
EL OTRO - Mais uma mostra do crescente cinema argentino, mas sem tanta inspiração. Ariel Rotter nos entrega um filme leve sobre um cara de meia-idade, nos 40 e pouco, com o pai seriamente doente e a esposa grávida de seu primeiro filho. Ele está vivendo a crise daqueles anos em que se constata que a vida não lhe reserva quaisquer surpresa pros próximos anos. A vida fica sem graça... Julio Chavez (que aliás é a cara do Bebeto de Feitas), interpreta este cara que viaja à trabalho e nas cidades em que chega começa a adotar personalidades imaginárias, meio que para "ver o que acontece". Não há uma grande cena, um momento de reviravolta no roteiro ou algo assim, por isso, fica-se pacientemente esperando o fim da história, o que não traz nada de novo. Um filme que chega de surpresa, se apresenta quietinho e sai sem fazer barulho.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

SCOOP, O GRANDE FURO - É incrível a capacidade de alguns cineastas se reinventarem com o tempo (como a Madonna faz na mísica), mas definitivamente Woddy Allen não é um deles. Calma, eu explico... não é que ele sempre se repete, apenas se aprimora naquilo que é melhor, a comédia do dia-a-dia, do convencional. Aí ele é mestre, não há ninguém que possa se comparar!
O seu filme anterior, Match Point foi excelente (apesar de eu ter a convicta certeza de que não passa de uma refilmagem de Crimes e Pecados, do Woddy também), com seus momentos e diálogos cortantes. Mas o plot principal gira em torno do suspensesobre o romance dos protagonistas. Em Scoop, a comédia é o prato principal. Ele (mágico fracassado) e uma aspirante a jornalista (Scarlett Johansson) tentam desvendar o mistério por traz de um serial killer, que acreditam ser um misterioso rapaz de alta classe (Hugh Jackman). Woddy faz um papel muito importante, o de sempre, o incomodado-inseguro-neurótico-judeu, mas engraçado até quando não quer, ou precisa.
Este é Woddy Allen, nas pequenas coisas ele faz a diferença, e esta diferença define o que é banal e o que é genial.

sábado, 3 de novembro de 2007

O LABIRINTO DO FAUNO - Muito louvável do Guillermo Del Toro escrever uma fábula com fortes elementos de violência e terror... muito interessante... mas fico pensando o que Tim Burton faria com este roteiro em mãos... A história pretende mesclar fantasia e (dura) realidade com a menina filha de um ditador que recebe uma missão de um fauno, que acredita esta ser na realidade uma princesa... Eu gosto mais da parte fantástica, com seus cenários, personagens e situações ricas e muito bem feitas... mas quando cai na parte real, a violência é muito presente e necessária para elevar o tom não-infantil da fábula...
O filme concorreu a muitos prêmios em diversos festivais pelo mundo... mas ainda penso como ficaria o roteiro nas mãos de Tim Burton... Quer um conselho? Assista Hellboy que é muito melhor...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

ENTRE O CÉU E O INFERNO - Meu Deus... uma garota ninfomaníaca (Cristina Ricci) e seu namorado que possui sérios ataques de ansiedade (Justin Timberlake) acabam se separando para que ele vá pro exército. Ela então, passa a querer "se entregar" (digamos assim) a todo e qualquer homem da cidade. Ela é encontrada por um músico de blues (Samuel L. Jackson) que a leva pra casa, e vendo não haver solução para seu desejo por sexo, a acorrenta para tentar curá-la. (?!)
bem.. é isso... o que dizer?! O Samuel faz de novo o papel do negão-fodão-que-sabe-de-tudo-e-conhece-todas-as-respostas, o Justin... ah, fala sério! e a Cristina fica pelada metade do filme... se você achar que estes três elementos fazem um bom filme, fique a vontade... mas eu recomendo não entrar neste barco.
O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS - Que beleza, que beleza... vi na Mostra de Cinema Brasileiro de SBC e mesmo o burburinho incessante não foi capaz de atrapalhar a obra. O menino fica na casa do avô quando os pais "saem de férias" (vão pro clandestino) e desenvolve uma relação de amor e ódio no meio da Copa do Mundo de 1970. Em momentos essa relação com o "vovô" lembra Cinema Paradiso quando o "novo" rejeita e depois acaba aceitando o "velho".
O mais interessante aqui é reparar como Cao Hamburguer está se saindo um diretor preocupado com os detalhes, os pequenos movimentos, as influências que as pequenas coisas têm na nossa vida. Esta preocupação reflete na tela, e nos tristes olhos do protagonista. A retratação do período de Copa dá um tom leve à obra. Todos os ingredientes juntos num caldeirão que gera este suco delicioso da cinematografia nacional. Não deixe de assistir!
DR. JIVAGO - É de 1965... dura umas 3 horas e meia... mas é ótimo! Geralmente este tipo de filme com a narrativa clássica de décadas passadas não tende a agradar nos dias de hoje, justamente por não falar a "mesma língua" de outras gerações, mas este filme aqui merece sim ser visto. Pode ser pela retratação de época (Rússia de 1917), pelas ótimas cenas de guerra, pelas atuações (Omar Sharif e Alec Guiness), pela beleza de Geraldine Chaplin (filha dele) e Julie Christie... o que importa é o que fica. E não há como não se importar com a história, o amor "impossível" em tempos de guerra e redefinição de valores. Uma aula de direção de David Lean...5 Oscar e tudo...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

BOBBY - Martin Sheen, Emilio Estevez, Demi Moore, Ashton Kutcher, Helen Hunt, Christian Slater, Anthony Hopkins, Laurence Fishburne, Sharon Stone, Elijah Wood... mas que elenco, hein! Pois é, um grande mérito do filme, e que ajuda também a ser levado por tantas histórias paralelas. Em 4 de junho de 1968, o então senador Bobby Kennedy (irmão do JFK, quele que levou um tiro na cabeça no desfile em carro aberto) se candidata a presidente dos EUA e no meio de toda muvuca no hotel onde ele estava um cara entrou e disparou vários tiros e matou Bobby. Emilio Estevez, o diretor, nos mostra a figura de Bobby como o salvador de todos os problemas que o país enfrentava, a solução de tudo para todos!
Ao meu ver, ele acerta ao mostrar a tragédia do ponto de vista de outros personagens daquela noite, o cozinheiro, o porteiro do hotel, a arrumadeira, a cabeleleira e etc. É o grande mérito do filme, e o que lhe ajuda no tom realista. Nós, como não conhecemos a história dos personagens americanos a fundo, ficamos com a impessão que o tal Bobby era um santo na Terra e isso incomoda um pouco, mas não compromete o filme.
e tivéssemos o cinema desenvolvido aqui como lá, poderíamos fazer um filme assim sobre Getúlio, Tancredo, Ulysses Guimarães e sei lá mais quem...
ZODÍACO - Foi uma tentativa de David Fincher de trazer pra gente um pouco do suspense que San Francisco viveu na década de 70 com este assassino serial, e altamente cerebral. Até hoje "não se sabe" quem foi o tal assassino, e este desfecho já conhecido estraga um pouco o mote do filme, que é a caça ao assassino por Jake "Brokeback Mountain" Gyllenhaal, Mark Ruffalo e Robert "Chales Chaplin" Dowley Jr. Este último, aliás ganha a tela quando aparece, é de uma precisão e tem um lado cômico muito forte. Ao saber como a história acaba, como disse, perde-se muito e também a lonnnngggaaaaaaaaaa duração (2h30) não ajudam... o filme passa então a ser enfadonho e cansativo.
TROPA DE ELITE - Este aqui vai ser difícil... tanta confusão tem se causado ao redor deste filme...e eu, particularmente, me envolvi em várias. Porque não encontrei 1 pessoa se quer, que concordasse comigo e a minha opinião sobre Tropa de Elite. Enfim, concordando ou não, é a minha opinião. vamos lá...
Saí do cinema (sim.., não vi o piratão) muito decepcionado com o que vi. Não pela violência, pelas cenas chocantes ou pela corrupção, mas simplesmente porque esperava muito mais. Para mim, ele ficou totalmente sob a sombra de Cidade de Deus e as inovações que este trouxe. Não consigo pensar um, sem lembrar do outro. E não vejo nada de bom nisso! Em alguns momentos, inclusive, o filme chega a constranger. A atuação daquele André Ramiro (Mathias) é vergonhosa... o cara tem o peito de dizer que foi o melhor colocado na sala de interpretação quando fazia testes pro filme.. imagine o pior aluno, então... O Baiano, suposto bandidão do morro, é fichinha (e bota fichinha nisso) ao lado do Zé Pequeno... Sem falar que ainda vejo um como visão contrária do outro, enquanto Cidade de Deus é o morro dos bandidos e a polícia subindo pra "acabar" com tudo, em Tropa de Elite é a polícia que invade o morro dos bandidões, simplesmente a visão invertida. É a minha opinião, ok?!
Mas o filme tem méritos.... Wagner Moura... que puta ator! Pra ele, bato palma de pé! Senão fosse seu trabalho, ficaria mais decepcionado com o filme ainda. Aliás o filme em si não é ruim, é bom, mas os fatores acima sobrepujaram qualquer manifestação diferente.
Sempre classifico filme para assistir e filmes para não assistir, e como não gostei deste deveria classificá-lo como não assistir, mas só de ter levantado MUITAS discussões e de ter dado vários tapas na cara de MUITA gente ele merece ser visto e revisto, sem duvida!
Mas...
HANNIBAL, A ORIGEM DO MAL - Pois bem, o primeiro é realmente demais O Silêncio dos Inocentes, depois veio Hannibal e Dragão Vermelho, que até são bons filmes, mas nada que ficou arquivado na minha cabeça por mais do que poucas horas. E agora este Hannibal, que conta a origem do personagem título, o porquê dele ser carnívoro e tal. As atuações são até que boas e convincentes, os desconhecidos dão conta do recado. O ator que faz o personagem-título, Gaspard Ulliel, é realmente muito bom. Ele chegou a desbancar Macauly Caukin e Hayden Christensen (o novo Darth Vader) pelo papel. Mas o filme em si, não cativa. Falta alguma coisa. A sensação é que falta alguma coisa... alguma coisa que Hannibal Lecter, definitivamente, merecia... alguma coisa, melhor.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

À PROVA DE MORTE - Este filme nem saiu ainda no Brasil, mas não podia deixar de assistir, mesmo sendo o pirata, a mais nova obra do meu diretor preferido. Sempre motivado a fazer peças cheio de referências e homenagens, aqui Tarantino até passa dos limites, nunca ele havia feito tanto isso em qualquer outra etapa da carreira, usando inclusive a si próprio nestas referências.
Death Proof é feito por diversão e para diversão. Tanto dele como nossa. Nota-se desde o começo. Ele conta aqui a história de um assassino que usa sua máquina como arma para perseguir garotas "indefesas", o que se vê é um festival de perseguições em Dodges envenenados, estradas abandonadas, diálogos únicos (mas não os seus melhores) e elementos cult, MUITOS elementos cult.
Tem Kurt Russell, uma das coisas mais trashs que o cinema da década de 80 produziu. Além de uma série de novatos e novatas, que tiraram a sorte grande. Muitos dizem, inclusive eu, que este não é o melhor do Tarantino, mas quem disse que precisa ser o melhor para divertir!?
A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA - 0 3º filme que Johnny Depp e Tim Burton fazem juntos, depois viriam ainda mais 2. Em 1999, o diretor resolve contar uma famosa lenda americana sobre um cavaleiro sem cabeça que corte cabeças atrás dos seus assassinos. E o faz com um estilo que só ele poderia ter dado.
Sempre ví o cinema de Tim muito detalhista e meticuloso, uma qualidade muitas vezes difíceis de encontrar. A reconstrução de uma vila de época, suja, abandonada, escura e tomada sempre por neblina é fantástica! A fotografia é muito rica! e o Cavaleiro-título é um show a parte. Foram 3 indicações ao Oscar e uma estatueta, direção de arte.
Mas não poderia passar pelo filme sem falar de Johnny Depp. É impressionante como ele leva os filmes com tanta qualidade, como é bom ator. Já salvou alguns longas (Era Uma Vez no México), roubou total atenção em outros (Piratas do Caribe) e neste aqui ele consegue isso e mais um pouco... e olha que não está em seu melhor... a parceria Burton-Depp tem que render mais filmes. Um nasceu para dirigir filmes com o outro, que nasceu para atuar nos filmes do primeiro... é química pura!
OS SIMPSONS - Não sei não... acho que o Homer até que não é tão burro assim.. logo de cara ele solta esta bomba: "porque estou pagando para assistir uma coisa que eu tenho de graça toida semana em casa?!"... pois é bem isso que fica na cabeça a cada momento deste filme.. acho que até alugar já seria gastar uma grana alta...
Não que o filme seja ruim, não é isso... mas convenhamos, um longa-metragem tira todo o encanto do que estamos acostumados a ver em casa. E não é perseguição com os Simpsons, acho que o mesmo aconteceria com uma versão pras telonas do Chaves ou Pica-Pau ou Seinfield.. sei lá, grande parte da graça é justamente saber que não duram mais do que 8, 16 ou 28 minutos... jogá-los para 1 hora e 40 é outra história...
o longa tem os seus momentos, mas acredite, qualquer episódio da série é bem mais divertido... Menos é mais!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

MOULIN ROUGE - um grande amigo meu, aliás ele vai ficar feliz quando ler isto, diz que em cinema releitura é tudo! e ele até tem razão, e talvez seja de releitura que eu preciso com relação a este filme aqui... Tenho muitos problemas com relação a musicais, que geralmente me irritam, a história pára pros caras começarem a cantar... no começo é divertido, depois fica legal, acaba ficando chato e no final insuportável! o mérito aqui é usar músicas conhecidas do grande público para contar uma história de amor entre dois personagens, que não deveria acontecer, e uma iminente tragédia, que está para acontecer...
O ponto positivo talvez seja a beleza da fotografia que montada sobre um cenário e figurino de uma cor exuberante deixam o clima ameno e propício para diversão... nem Ewan McGregor salvou aqui...
ADRENALINA - você gosta do Kubrick? Woody Allen? Al Pacino? Robert De Niro? enfim dos gênios? ótimo... são realmente figuras essencias... mas e dos toscos? de quem você gosta? Charles Bronson? Van Damme? Chuck Norris? .... pois é eu gosto do Jason Statham... aquele careca do Snatch, do Carga Explosiva e tal... não há explicação gosto dos filmes dele... Adrenalina é porradão do começo ao fim, altíssima velocidade, tiros, pancadaria e uma edição muito bacana... uma das melhores que vi ultimamente.
O cara acorda, tem um DVD ao seu lado e ele descobre que foi injetado por uma substância que o vai matar se ele não manter alta a adrenalina do corpo.. por isso ele precisa bater, correr, dirigir rápido, atropelar, transar, dar tiro... não é demais?! No final a trama chega a um ponto em que fica perto de estragar toda a experiência da 1 hora e meia anterior, mas graças ao Deus dos filmes podres e trashs, isso não aconteceu e o filme acabou do melhor jeito possível... este vou ter que comprar... meu Deus!
CALMA! não vou jogar fora meus Woddy Allens, Tarantinos, Lynchs, Kubricks e tudo mais....
MOTOQUEIRO FANTASMA - Pois é... o que dizer? Nicolas Cage sempre foi fã das HQs e por isso encarnou o personagem. para salvar o pai do câncer Nic vende a alma pro diabo e vira o personagem-título que caça almas pro demônio. Mas... enfim você vai ter que assistir...
Sabe que é até legal... mas fica aquele gosto estranho, sabe?! você chega na pizzaria e, pra mudar um pouco, você pede Margherita com Catupiry... mas acaba ficando aquele pensamento "se eu tivesse pedido mussarela não teria me arrependido"... entende?
A escolha dos caras aqui poderia ser por um filme dark, demoníaco até, na linha de Batman Begins, mas optaram pelo cinemão-pipoca para vender... e aí falharam... feio... aliás tão feio quanto o penteado do Cage... meu Deus...
PODEROSO CHEFÃO III - Em 1990, Coppola resolveu finalizar a saga da família Corleone. Johnny (Pacino) tenta limpar op nome da família e encaminhar seu casal de filhos por caminhos limpos de ganhar a vida. Mas eis que um primo distante, Andy Garcia, aparece e ameaça botar tudo a perder. Garcia, por sinal, é perfeito para papel de mafioso.. até hoje ele usa nos filmes as mesmas roupas, o mesmo cabelo, o mesmo falar, o mesmo andar, o mesmo tudo! ele nasceu pra isso!
Justamente a grande virtude dos primeros filmes, as interpretações, parecem trair a obra, mas na figura de uma (péssima) atriz, que não conduziu como deveria seu personagem. Ele não tinha a força que pedia. foi justamente Sofia Coppola, filha do diretor... que anos mais tarde decidiu abandonar a carreira de atriz e resolveu sentar na cadeira da direção... sábia garota!
Mas isso não pode impedí-lo (la) de assistir este filme... é preciso concluir a saga e a cena da escadaria, na saída da ópera com Pacino, Sofia e Diane Keaton é fantástica... viva Pacino!!
PODEROSO CHEFÃO II - Falei em perfeição no tópico anterior, pois bem esta é a definição deste aqui e por acrescer um nome que "faz" literalmente o filme, Al Pacino. Aqui o filme só não é inteiro dele, porque Robert De Niro, como o jovem Vito Corleone, também está igualmente fantástico! Nesta segunda parte, Johnny (Pacino) se casa e arruma outros problemas para a família que começa a sofrer com más influências e perseguições por outras famílias, já que agora o Vito Corleone não está mais no comando. É interessante como o trabalho de Pacino fica tão evidente, principalmente nas cenas em que ele se exauta, quando deicxa claro que não é preciso grityar para ter respeito, ou para mostrar quem manda... isso é difícil e ele tira de letra, aula de interpretação... que beleza, que beleza de filme!!
PODEROSO CHEFÃO - Demorei muito pra ver.. muito mesmo. É impressionante como existem filmes que estão muito, mas muito, muito a frente de tantos outros e sob tantos aspectos. Um show de iterpretações, de direção, de iluminação (aliás concebida exclusivamente para este filme, antes não existia a iluminação de cima para baixo, o que dá aquele ar sóbrio e frio), e de tudo mais. e Marlon Brando rouba a cena, apesar do elenco estelar que conta ainda com Diane Keaton, Talia Shire (a eterna esposa do Rocky), Al Pacino, James Caan e muitos outros...
A história conta as desventuras de uma grande família envolvida em negócios "sujos" e que se mantém graças ao patriarca, um homem sensível, de bom coração porém impiedoso quando necessário. não há palavras... só não é perfeito, porque esta definição cabe ao segundo da trilogia.
FOME ANIMAL - É muito trash! demais! um filme de 1992, neo-zelandês, do Peter Jackson, que conta a história de um animal selvagem que é trazido pro zoológico, morde pessoas e espalha um vírus que os transforma em zumbis. muito engraçado! e é tão bom, justamente por não se levar a sério, o viés aqui não é o terror e sim o humor, principalmente o escatológico. O banho de sangue em algumas partes pode incomodar, mas faz parte da dança. e não há como dançar com esta música! Cenas impagáveis, diálogos engraçados... e muito mais. PS: a cena do jantar com os 4 zumbis é demais! imperdível para escracho total de todos! estava a venda por menos de 10 conto em banca de jornal... compre!!
A CASA DOS 1000 CORPOS - Este é o 1º longa-metragem de Rob Zombie e há que ser respéitado. tanto o filme como Rob. A história se passa na década de 70, onde alguns jovens visitam uma loja de bizarrices de circo afastada da cidade e se envolvem com o dono desta e por consequência com outros personagens igualmente "estranhos". Vale a pena assistir para acompanhar o crescimento de um cineasta com amor por um tipo de cinema banalizado atualmente, o de terror.
O seu segundo longa, que já falei muito aqui no blog Rejeitados pelo Diabo, trata mais profundamente 3 personagens que aqui neste filme ficam superficiais devido ao número alto de personagens. Um erro, que complica um pouco o andamento do filme. Este primeiro é bom, mas o segundo é que o clássico de Rob!

domingo, 30 de setembro de 2007

VÉSPERAS - Mas não é só de coisa ruim que se formou a Mostra Internacional de Cinema Latinoamericano. Este filme argentino foi uma grata surpresa para apagar a péssima impressão do Inverno de Gunter. Aqui a história é de uma mulher que vai ao médico na sexta-feira e vai saber o resultado de um sério exame na segunda. Seu final de semana é tomado pela ansiedade e preocupação daquele resultado.
Os detalhes, os silêncios e as sutilezas fazem parte deste filme. É latente para quem puder assistir a influência do cinema de Michael Haneke, no que diz respeito à quebra com o cinemão e a falta de trilha sonora. Resultado: uma obra crua, porém verdadeira e que deixa a gente com uma inveja (branca) do cinema dos "hermanos" que está se mostrando muito melhor que o nosso.
O INVERNO DE GUNTER - 3 pessoas planejam a morte do pai de dois deles para arrematar a herança. mas o filme tem duas horas e esta história se resolve nos primeiros 20 minutos!? e depois? você pergunta... nada! não assita, por favor! aliás duvido que vc encontre isso pra assistir em algum lugar;... assisti naquela mostra de cinema lantino-americano... meu Deus! nunca me arrependi tanto de ter assistido um filme... nem foto isto aqui merece...

sábado, 29 de setembro de 2007

CRIME DELICADO - Assistí este filme na última Mostra Internacional de Cinema Latino Americano, só porque era de graça e ou confessar que se não fosse esta mostra eu jamais alugaria. Mesmo porque a sinopse do filme não me atrai. Mas no final das contas até que é um bom filme!
O que fica claro é a tendência do Beto Brant em fazer um filme que rompe com o cinemão.. pelo menos em alguns momentos. Quando ele mistura esquetes de peças teatrais com a história ou na sequência em que mostra por longos minutos a pintura de um quadro, aliás bela sequência.
A história é a seguinte: um crítico teatral se apaixona por uma iniciante a modelo que é, segundo o crítico, abusada por um experiente pintor. A crua história se desenvolve sobre isso...
Se vc for assistir repare na sequência final. É a prova de que palavras são desnecessárias para se dizer muito!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

NINGUÉM PODE SABER - Triste filme japonês. Conta a história (acho que, real) de uma mãe e seus 4 filhos que encontram um lugar para morar, escondendo as crianças em malas. Mas certo dia, ela encontra um cara, vai atrás dele e não volta mais, deixando os filhos à sorte e sob os cuidados do mais velho, de apenas 12 anos.
A história passa a se arrastar um pouco na parte final, quando muitos meses se passam e quando tudo está muito ruim, fica ainda pior. o que impressiona é a qualidade do cinema asiático, a delicadeza de detalhes, os silêncios que dizem tudo... são os principais atrativos deste triste filme.
FUGA DE NOVA YORK - decepção. é muito anos 80! mas não de uma forma boa.. sei lá.
Nova York está cercada por paredes, virou uma prisão. Quando o presidente fica preso lá dentro, Kurt Russell é enviado para regastá-lo... e dá-lhe caretas, e faces e tiros pra segurar a história... que até tem um tom meio cult, mas não consegue se segurar.
Sou fã de Kurt, 5 anos depois deste filme ele fez Aventureiros do Bairro Proibido, que adoro! mas neste Fuga de NY não rolou uma química boa com a história. fraco.