terça-feira, 6 de setembro de 2011




MEDIANERAS - BUENOS AIRES NA ERA DO AMOR VIRTUAL - Sobem os créditos, fim da sessão. Minha vontade?? aplaudir... verdade! Ótimo filme, de ponta a ponta sem nenhum buraco (ou pouquíssimos) no roteiro, com dois atores simpáticos e verdadeiros nas suas atuações, situações totalmente críveis e uma cidade linda de pano de fundo (apesar de não ser tão bela em alguns momentos retratados na película).


A história é bem simples. Dois completos desconhecidos vivem suas vidas solitárias e retratando, em OFF, a sua visão da cidade e das outras pessoas através das suas realidades, das suas profissões e dos seus pequenos e acanhados mundinhos. Medianeras é o nome dado para aquela "quarta parede" externa dos prédios, onde geralmente ficam as publicidades ou a falta delas. E isso é colocado como um paralelo para a existência dos dois e talvez do próprio diretor/roteirista Gustavo Toretto, em seu primeiro longa metragem.
A princípio o roteiro lhe parece pobre, né?! Ou melhor, parece comum. Mas se o roteiro não te pegar aqui, tem o formato que também se destaca. O uso constante de grafismos, fotos e planos de câmeras nada convencionais mostrando uma Buenos Aires também nada convencional. A (quase inexistente) trilha ajuda a criar o clima de algo real, do dia a dia, dizendo muito (!), quase sempre com um silêncio aterrador. Ele, cria e desenvolve sites. Ela, é arquiteta mas vive de decorar vitrines de lojas. Fazem o tipo de amigos que eu e você temos ou vemos todos os dias perambulando pelas ruas de qualquer cidade do mundo.

domingo, 4 de setembro de 2011

UM CONTO CHINÊS - O cinema argentino nos últimos anos, têm sido apontado como a principal expressão da América Latina na sétima arte. E não é à toa. Mas não pense que eu não privilegie outros cinemas aqui do nosso continente. O uruguaio "Whisky" e o chileno "Machuca", entre tantos outros, são outros exemplos da força do cinema latino americano recente.
E sem dúvida o cinema argentino lidera essa frente. Um Conto Chinês é uma comédia mais escapista, que nos coloca na rotina de Roberto, um solitário senhor de meia idade, que por acaso acaba cruzando o caminho de um chinês, que nada fala de espanhol. Como nem o Consulado Chinês sabe o que fazer com o tal chinês, Roberto acaba levando-o para sua casa, deixando que aquele desconhecido entre em contato com o mundinho pequeno e previsível de Roberto. A história se desenvolve a partir daí.Belo pequeno filme, que confronta dois mundos diferentes, mas jamais se posiciona imparcialmente. Nós sempre nos vemos na situação de roberto: "o que você faria se fosse ele?". E não do tipo "é difícil para Roberto, mas e para Jun? Como será estar em um país desconhecido sem saber nada dele?" Talvez seria um ponto importante que a comédia não aborda, mas isso não compromete.




No começo, Darín incomodava um pouco por ele não ser tão velho quanto seu personagem pedia, mas com o passar do filme isso é até esquecido e no final se conclui que ninguém poderia fazer Roberto tão irritado e irritadiço como Darín! Pequeno grande filme, divertido na medida.

sábado, 3 de setembro de 2011



BIG WEDNESDAY - Como é ruim esse filme, Deus meu. Na verdade a palavra certa não é "ruim" e sim chato. Aliás é difícil achar um filme de surf que seja bacana. Todo mundo lembra do Caçadores de Emoção, mas fica por aí.

Em Big Wednesday, as duas horas se arrastam e contam a história de três amigos que crescem na praia curtindo a vida, as festas, as ondas e sei lá mais o quê. Não consigo enxergar nada mais além do que isso, o que por si só já é um pé no saco.

Fujam dessa bomba, daquelas que mostram uns 13 minutos em slow, de um cara sobre uma prancha pegando uma onda ou um tubo ou sei lá mais o quê... blá-blá-blá... que coisa chata!


CORRIDA CONTRA O DESTINO - Outro filme da série "só-conheci-porque-assisti-inúmeras-vezes-o-à-prova-de-morte-do-tarantino", afinal de contas Vanishing Point, o seu título original, é o mais citado do longa de Quentin, ao lado de Fuga Alucinada (Dirty Marry Crazy Larry), de 1974.

Em Corrida Contra o Destino a gente entra logo de cara no meio da ação principal do filme, a fuga desenfreada de Kowalski a bordo de um Dodge Challenger branco 1970. E é logo de cara mesmo! Acabam os créditos iniciais mostrando a polícia fechando o cerco em uma estrada e logo depois corta pra ação dentro do carro de Kowalski. Assim mesmo!
E esse é o grande mérito do filme de 1971, dirigido por Richard Sarafian, a montagem, digamos, ousada. Nada está na ordem correta, ou melhor, tradicional. Aos poucos se descobre quem é Kowalski, o cara da foto acima, e quais as suas motivações ou a falta delas, para fazer o que ele está fazendo. Cada fim de "capítulo", digamos assim, é pontuado com um flashback da vida dele. A cada acelerada no Dodge, a gente monta uma nova peça no quebra-cabeça. E tem tudo o que um amante das referências do Tarantino mais gostam. Tem músicas que pontuam cada cena, ronco alto dos carrões dos 70´s, violência com uma boa dose de sangue e nudez de leve. Aliás a "nude motorcycle rider" ficou famosa, tem até página própria no IMDB, apesar de nunca mais ter feito algo de marcante na carreira e não aparecer por mais do que 2 minutos no filme.
Afinal, eram os anos 70, tudo era permitido e o que não fosse, era melhor ainda!!

domingo, 28 de agosto de 2011



PLANETA DOS MACACOS - A ORIGEM - Muito aguardado, principalmente para os fãs do original de 1968 com Charlton Heston, ou até mesmo para os fãs da releitura do Tim Burton, de 2001. Vou dizer que gosto muito das duas.
De qualquer forma, esse A Origem busca explicar como foi o começo de tudo, como o planeta passou a ter os símios como seres dominantes e renegou a humanidade a extinção, praticamente. Assim, vemos James Franco no papel de um cientista que chefia uma série experiências que visa contornar o Alzheimer, regenerando as células mortas do cérebro. O teste é feito em macacos, antes de ser testada em seres humanos. Mas, é claro, algo dá errado e um dos macacos, contaminado com a fórmula que lhe dá superinteligência, lidera os demais macacos em uma fuga que acaba por se transformar na tomada de todo o planeta.
Qualidades no filme são muitas, a começar pelos efeitos digitais que dão vida aos símios, todos eles interpretados por seres humanos. A história é conduzida como um autêntico blockbuster, com tiros, muita movimentação e cenas espetaculares.

Infelizmente o filme só será visto como mais um blockbuster, afinal não se tem hoje o engajamento político e social do final dos anos 60, o que aplicou ao Planeta dos Macacos original uma carga muito forte nesse sentido. Esse A Origem, será "apenas" visto como um bom filme de verão, com suas inegáveis, qualidades.






A ÁRVORE DA VIDA - Que filme difícil, hein... Terrence Malick, decididamente não é para o grande público. E vamos ser sinceros, Brad Pitt no pôster não ajuda em nada, não é mesmo? No cinema, o filme acabou e algumas pessoas começaram a xingar e saíram esbravejando... quer saber? isso me faz gostar mais do filme...
A história é tão simples que acabou sendo contada já no próprio trailer. Uma família na década de 50, tem um dos três filhos morto. E, como paralelo, o filme viaja para o tempo atual com Sean Penn, como um dos filhos que amadureceram traumatizados pela perda do irmão na infância. Brad Pitt é o pai, mas apesar de ter atuado em filmes ótimos ultimamente, Pitt não convence ninguém como pai durão.... ainda mais com aquela cara de moleque que ele tem. Deste fiapo de história, Malick arranca quase 2 horas e 30 de contemplação à vida e à evolução da espécies. São trechos que, ao longe lembram 2001, de Kubrick, e não é apenas nisso que os dois filmes dialogam.



Não há como negar. A Árvore da Vida é longo, contemplativo demais, por vezes chato e pretensioso, mas é um programa obrigatório, principalmente no cinema. Mas assistir de novo?? Só daqui uns 10 anos.


FUGA ALUCINADA - Este é o tipo de filme que só se pesca quando se assite o clássico À Prova de Morte do Tarantino, porque ele cita Dirty Marry Crazy Larry o tempo todo! E ao assistir este filme de John Hough de 1974 se entende o porquê. A homenagem prestada pela obra de Tarantino a este aqui é muito clara!
Em Fuga Alucinada, Peter Fonda (ao voltante na foto acima) é Larry que, juntamente com sua "namorada" Marry e seu mecânico Deke realizam um pequeno roubo e se inicia uma perseguição à toda velocidade pelas estradas do interiorzão dos EUA. O carro do trio é um Dodge Charger mais do que potente que pouco a pouco vai alcançando o seu objetivo, mesmo sendo perseguido por inúmeros carros, motos e até um helicóptero.

O que mais empolga neste filme é justamente a característica única de algumas produções da, ao meu ver, melhor década do cinema de Hollywood. Tudo era muito cru, muito real e com um ronco de um carrão desse zumbindo o tempo todo não há como não se empolgar e torcer por esses foras-da-lei gente boa.

Naquela década, já como nos últimos anos da anterior, surgiu uma série de cineastas apostando apenas nas idéias e nas maluquices de uns roteiros contestadores, com forte questionamento político, dando voz à figuras mais obscuras da cadeira social. Este é mais um exemplo.


O formato do filme poderia ser um pouco mais ousado, ao meu ver, a montagem tradicional não segue a fluidez que o roteiro pede. Mas a diversão é total e Tarantino tem alcançado muito sucesso, não apenas com a genialidade das suas obras, mas resgatando filmes esquecidos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

BUTCH CASSIDY - Filme de 1968 que retrata os dois mais sanguinários e violentos bandidos que o velho oeste americano já viu, Butch Cassidy e Sundance Kid. Mas no filme, dirigido por George Roy Hill, que acabou sendo indicado ao Oscar de melhor diretor, o tom é outro. Os atores principais, vividos pelo já astro Paul Newmann e pelo ainda quase-anônimo Robert Redford, não conseguiram evitar o tom cômico nas interpretações, o que exigiu certas mudanças no oscarizado roteiro.
Mudanças que caíram muito bem, afinal a química entre os dois é perfeita. Foram 6 indicações ao Oscar e 4 prêmios, entre elas melhor música para Raindrops Keep Fallin´ on my Head, interpretada por B.J. Thomas, ocupando o lugar de Bob Dylan que recusou a proposta. Música que sonoriza a cena clássica do filme, em que Butch leva sua garota Etta para um passeio na mais nova das criações daquele período, a bicicleta.
Etta aliás é interpretada pela belíssima Katharine Ross (na foto abaixo) que pode ser vista no clássico A Primeira Noite de um Homem como filha de Mrs. Robinson e que acaba se casando com a personagem de Dustin Hoffman. Na cena da bicicleta Paul dispensou o uso de dublês, é ele mesmo quem faz todos aqueles malabarismos. Um faroeste engraçado, leve e com uma fotografia belíssima, que também foi oscarizada, aproveitando ao máximo o cenário naturalmente belo das montanhas do interior americano. O resultado foi tão satisfatório de crítico e público que o trio (o diretor George, Paul e Redford) se juntaria mais uma vez para o ainda mais premiado Golpe de Mestre, de 1973, que faturaria 7 prêmios Oscar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

IRREVERSÍVEL - "O TEMPO DESTRÓI TUDO..." uma das primeiras falas de Irreversível e que preenche toda a tela ao seu final, como em um ciclo.

Perturbador, chocante, sufocante. Tão poucas vezes se vê planos de câmera, tonalidades de ilumação e efeitos sonoros casarem tão bem com o propósito de uma cena ou sequência.

O filme, dirigido pelo argentino Gaspar Noé, é contado de trás para frente (como em Amnésia). A cada cena revela-se um detalhe que explica o motivo da busca desenfreada travada por Marcus (Vincent Cassel) atrás do tal Tênia. Seu "amigo" Pierre (Albert Dupontel) tenta controlá-lo todo o filme, apesar de ser o responsável pela sequência mais chocante do filme, a do extintor.

Tênia em questão é o nome a qual os dois chegam depois de buscar o responsável pelo estupro de Alex (a sempre estonteante Monica Belucci, que é a namorada de um e ex do outro), em um túnel que passa por baixo de uma grande avenida francesa. Esta cena é igualmente repulsiva e chocante, não apenas pela crueldade mas pela duração, são mais de oitominutos de agonia em um plano de câmera contínuo, sem cortes, o que deixa tudo ainda mais real, para não dizer viceral.

Depois da cena de estupro, o filme parece ser outro. Nos pouco mais de 40 minutos que se desenrolam tudo muda por conta da história, que se torna branda. O filme perde sua força, mas não se engane! A trilha repetitiva, os planos "estonteantes" (é isso mesmo o que eles causam, tontura), os tons de cores e as salas claustrofóbicas do começo da obra são os elementos que ficam na cabeça ao final do filme.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O SONHO DE CASSANDRA - No final de semana passada assistí ao (já clássico) Bastardos Inglórios do gênio Tarantino. E comecei esta com uma obra de outro gênio Woody Allen, mas em momento a meu ver, pouco inspirado.

É o problema de se fazer 1 filme a cada 2 anos, muitos altos e baixos. Woody tem muitos altos, Scoop e Vicky Cristina Barcelona foiram na minha opinião, os últimos grandes altos, mas O Sonho de Cassandra fica um pouco atrás. Mas mesmo assim é, como todos do Woody, acima da média.

São dois irmãos, Colin Farrell e Ewan McGregor filhos de um humilde dono de restaurante. O primeiro é viciado em jogos e o segundo gosta de usar roupas bonitas e viver de aparências. Quando, para saldar uma dívida e manter a falsa vida rica, eles pedem dinheiro emprestado para um tio rico, recebem uma contra proposta bem grave. E é a partir daí que os personagens afloram os conflitos se aprofundam.

Personagens muito bem construídos e um roteiro redondinho, corriqueiro para Woody, são os pontos fortes da trama, isso sem falar na beleza de Hayley Atwell, que faz a namorada de Ewan "Obi-Wan Kenobi" McGregor.

É uma tragédia grega que mantém a agonia até o desfecho.

domingo, 18 de outubro de 2009

BASTARDOS INGLÓRIOS - Primeiro começamos definindo: Tarantino é gênio! Sempre foi. Eu digo isso por aqui já há bastante tempo. Ao lado de Woody Allen e David Lynch não há melhor. E mais uma vez ele entrega uma obra prima, uma maravilha que te prende na cadeira até o final. Pode ser pelos diálogos cortantes, pelas sequências bem arquitetadas, pelas situações que o roteiro propõe ou pelos atores que ressucita.

Bastardos Inglórios se passa durante a 2ª Guerra Mundial. Conta a história de um grupo de soldados judes americanos que tem como objetivo matar todo e qualquer nazista que aparecer pela frente. Eles são chamados para "atuar" durante o lançamento de um filme pró-nazismo, que vai reunir toda a alta cúpula. Brad Pitt, Eli Roth (diretor do Albergue), Daniel Brühl (que fez Adeus Lenin), estão entre os nomes que estrelam o filme. Mas preste muita atenção em Mélanie Laurent, como Shosanna e Christoph Waltz, como o coronel nazista Hans Landa.

Preste atenção na cena de abertura, na cena do salloon, na cena dentro do cinema. Sequências incríveis, belas e com diálogos afiadíssimos.

O roteiro está escrito há quase 20 anos, desde quando Quentin trabalhava como atendente de uma locadora. Filme de guerra com roteiro e direção de Quentin Tarantino: imperdível! Reserve espaço na sua DVDteca, o próximo filme a entrar lá será Bastardos Inglórios. Assista e comprove!

sábado, 17 de outubro de 2009

NO HOTEL DA FUZARCA / OS GÊNIOS DA PELOTA - É sempre bom visitar ou revisitar os clássicos. Eu nunca havia visto nada dos Irmãos Marx, aliás apenas conhecia o Groucho, com aquele bigode e as sombrancelhas exageradas e o cachimbo no canto da boca. Nem sabia que eram 4, nem sabia que se chamavam Groucho, Harpo, Chico e Zeppo. Assisti aos dois filmes do título, curtos, pouco mais de 1 hora cada e não há como ficar indiferente.

O humor é ingênuo, simples, à lá Os Três Patetas, só que melhor. Os 4 Marx tem mais carisma do que os 3 trapalhões que se batem sem parar. Groucho é o fanastrão, parece uma metralhadora soltando plavaras atrás de palavras, sempre sacadas ótimas e tem o "andar do pato" que é genial. Harpo é mudo, aposta no humor físico, tem sempre um olhar infantil. Quase sempre divide a cena com Chico, o irmão que não perde sotaque italiano, é desconfiado e o "cérebro" (burro) das artimanhas. Zeppo só está lá pelo sobrenome, não faz nada demais, virou produtor depois que se sentiu deslocado após os primeiros filmes.

Os destaques ficam para as sequências de humor físico, como a das portas no Hotel da Fuzarca ou da pedra de gelo no quarto da mocina em Os Gênios da Pelota.

OS ESTRANHOS - "Tranque a porte e finja se sentir seguro." É tudo o que deve-se saber antes de assistir ao filme Os Estranhos. Um casal (Liv "filha-do-cara-que-canta-no-Aerosmith" Tyler e Scott "cara-que-fez-Felicity" Speedman) segue para uma casa afastada no meio do nada, onde são torturados psico e fisicamente por 3 figuras usando máscaras.
É muito assustador! Principalmente porque o roteirista e diretor estreante Brian Bertino, fez uma escolha mais do que certa para este tipo de filme. Abandonou os sustos fáceis e as trilhas que preparam o clima. O filme é cru e a pouca iluminação nos ambientes da casa lembram um cenário de Hitchcock.
Vale a pena descobrir este filme na prateleira da locadora. Mas lembre-se: nem tudo há que ter sentido e nem todo ato pede uma explicação.

domingo, 27 de setembro de 2009

FALANDO EM POLANSKI...

O homem foi preso...
dá uma lida aí...

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/09/27/politicos-buscam-liberacao-do-cineasta-roman-polanski-preso-na-suica-767800786.asp

REPULSA AO SEXO - Ousadia é sempre louvável. Polanski sabe disso. Por isso lançou no auge da liberação feminina o filme de uma garota com repulsa à qualquer investida masculina.
Segundo longa-metragem de Roman Polanski, Repulsa ao Sexo, de 1965, traz a história de Carol (Catherine Deneuve), uma bela e instrospectiva jovem que não consegue se relacionar com outros homens. Aliás ela nem tenta, tamanha a repulsa que sente por eles.
Ela vive com a irmã em um pequeno apartamento alugado. Sofre com os gemidos noturnos da garota quando dorme com o namorado, e rejeita até mesmo um simples beijo de um jovem pretendente. A situação piora de vez quando sua irmã decide viajar com o namorado. Em casa sozinha, Carol começa a ter alucinações, imaginando as paredes se rachando, mãos surgindo entre as rachaduras para tocá-la, ou ainda um visitante imaginário que chega para estuprá-la.

O filme, todo em PB, caminha lentamente ao passo da protagonista e ganha ritmo na metade final com seus delírios. Mas na minha opinião, fica faltando algo ao filme. O destaque mesmo para a cena das mãos invadindo as paredes. Incrível como a metáfora da proteção dela, dentro de casa, vai ruindo aos poucos com as rachaduras.

Na verdade Polanski não é meu diretor predileto, longe disso. Não conheço todos os filmes dele, mas posso ressaltar que O Bebê de Rosemary e A Dança dos Vampiros também deixam muito a desejar. Agora, Chinatown, A Morte e a Donzela e O Pianista são pontos positivos. A carreira de Polanski é uma montanha russa e Repulsa ao Sexo representa um momento inferior deste percurso.

OS PÁSSAROS - Demorei 27 anos para mergulhar na história de pássaros insandecidos que perturbam a população de uma pequena cidade americana. E valeu cada minuto... o filme é incrível!
É uma produção de 1962, o 50º filme da carreira de Alfred Hitchcock, e conta a história de uma garota que segue para uma pequena cidade atrás de um suposto provável namorado. E lá os pássaros começam a atacar os moradores sem explicação. Eles simplesmente atacam as pessoas, nada mais. O clima de suspense é total. E sem fazer qualquer uso de trilha sonora, efeito de imagem ou coisa parecida.
O que chama atenção também é como os personagens deste filme são bem construídos. Todos parecem ter um segredo, falam uns com os outros mas mantém o olhar retraído como se não quisessem entregar o jogo. Até o fim, você espera a bombástica revelação de qualquer um deles...
O medo vindo do inesperado, como dos pássaros, choca mais do que o medo vindo do lugar comum, como o escuro, uma porta rangendo ou pegadas subindo uma escada. E este é o grande trunfo!
Destaque para uma das cenas quando os persoangens caminham por uma rua tomada por pássaros por todos os lados, no chão, nas árvores e nos fios de alta tensão. A edição foi tal, que o clima fica tenso o tempo todo até cruzarem a tal estrada. Você espera pelo ataque a qualquer passo!!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


34 COISAS QUE APRENDEMOS COM CINEMA!!!

• Durante toda e qualquer investigação policial será necessário visitar ao menos uma vez um puteiro ou clube onde garotas fazem striptease.

• A maioria dos números de telefone dos Estados Unidos começam com 555.

• O sistema de ventilação de qualquer prédio é sempre um esconderijo perfeito. Além de ninguém procurar o ladrão por lá, ele ainda leva para qualquer parte do prédio sem dificuldade alguma.

• Para você fingir que é um alemão não é necessário falar a língua do país, basta falar português com sotaque alemão.

• Quando qualquer homem levar uma surra ele não mostrará dor na hora, mas quando uma mulher for limpar as suas feridas ele fará as maiores caras de dor já vistas no universo.

• Não existe interruptores em nenhum cozinha. Quando for preciso ir até lá à noite, em uma total escuridão, basta abrir a porta da geladeira que tudo se resolverá.

• Dentro de uma casa mal assombrada sempre existem mulheres gostosas que, mesmo que com medo, passarão o tempo todo só com suas roupas íntimas.

• Todo e qualquer acidente de carro acaba com uma explosão pra lá de legal.

• Usar um colete a prova de balas, ao contrário do que todos pensam, protege todo o seu corpo e torna você invencível.

• Se algum mal entendido acontecer e deixar você em uma péssima situação, mesmo que a explicação para tudo aquilo seja muito simples, nunca tente explicar ela pra ninguém.

• Todo mundo que tem pesadelos acorda com muito medo, suado e totalmente confuso.

• Tossir, normalmente, é sinal de uma doença terminal.

• As bombas sempre tem um grande cronômetro com números vermelhos para que você possa saber quanto tempo ainda falta para elas explodirem, mesmo que elas tenham sido feitas por seres de outros planetas.

• Todos os terroristas fazem piadas muito ruins.

• Um homem atirando em vinte homens tem mais chances de sucesso do que vinte homens atirando em um homem.

• Todos os computadores portátil tem capacidade para substituir os sistemas de comunicação de qualquer civilização alienígena que tentar invadir a Terra.

• Pilotos de helicóptero que trabalham como autônomos sempre estão dispostos a ajudar qualquer organização terrorista, mesmo que precise matar pessoas, esconder fatos, matar mais pessoas e ainda, no final, morrer em uma bela explosão.

• Todas as pessoas normais tem um arquivo cheio de recortes de jornais, ainda mais se um primo ou irmão morreu em um estranho acidente de barco.

• Os programas de computador funcionam em qualquer computador, independente do sistema operacional.

• Normalmente as duplas de policiais tem personalidades completamente diferentes.

• Quando estão sozinhos os estrangeiros com linguagem estranha costumam falar entre si em inglês.

• Os heróis nunca são acusados de homicídio ou dano criminal, mesmo depois de destruir toda a cidade para prender apenas um bandido.

• Se você parar para procurar agora, em menos de oito segundos terá achado uma serra.

• Todas as portas podem ser abertas apenas com um cartão de crédito ou com um clipe de papel, a não ser no caso de um incêndio onde uma criança pode morrer.

• Você pode dizer se um homem é britânico só de olhar pra ele. Todos os britânicos usam gravata borboleta.

• Quando você estiver dirigindo não é necessário prestar atenção na estrada, e sim para as pessoas que estão no banco de trás e ao seu lado.

• Serra elétrica: Suficientemente forte para matar um dinossauro e inofensiva para uma criança de oito anos.

• Todo e qualquer emprego fará o pai esquecer o aniversário do seu filho, é inevitável.

• Policiais honestos e trabalhadores morrem sempre três dias antes de se aposentar.

• Se você é loira, bonita e tem 22 anos, basta colocar um óculos para se tornar uma especialista em fissão nuclear.

• Quanto mais um homem e uma mulher se odeiam, mais chances eles tem de se apaixonar um pelo outro.

• É fácil perceber que seu carro está sendo seguido, basta olhar pelo retrovisor por menos de três segundos.

• Todos os cachorros de família não morrem, se for preciso eles saltam por buracos enormes, correm por três dias seguidos, nunca dormem, ajudam você e ainda matam a bola de fogo que queria matar todo mundo por causa daquele jogo estranho que você jogou na infância.

• Heróis nunca tem um dia de folga e sempre amam o que fazem.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

TARANTINO - Um dos meus cineastas favoritos, ao lado de Woody Allen e David Lynch, lista neste vídeo 20 filmes indispensáveis, de 1992 (ano em que começou a dirigir) para os dias de hoje. Acredite, você vai se surpreender!!
http://www.youtube.com/watch?v=Wz4K-Rxx2Bk

domingo, 16 de agosto de 2009

HALLOWEEN - Falamos aqui do Halloween de Rob Zombie, ok? É bom também salientar que se tratam de 3 versões do mesmo filme. A primeira que se viu, ou se vê, nos cinemas totalmente decepada com "apenas" 1 hora e 40. A segunda versão tem 30 minutos a mais e mostra toda a saga do pequeno Michael Myers antes de ser internado. E a terceira que ainda não ví, é a Director´s Cut que tem 25 minutos a mais do que a segunda versão (!).

Falamos aqui de um diretor que tem no curriculo obras como A Casa dos 1000 Corpos e (obra-prima) Rejeitados pelo Diabo. Há que se respeitar este cara!

O Michael Myers criança que Zombie recria é um dos personagens mais bem escritos da última safra do cinema de terror. Explica muito coisa e completa o filme original (1978) de John Carpenter, é mais uma homenagem do que um remake.

O elenco, quase todo vitimado pelo Michael Myers, pode ser visto nos outros filmes do diretor. Sem falar no eterno Alex (Laranja Mecânica) Malcolm McDowell que faz o Dr. Samuel Loomis.

Assista o filme, renda homenagem a este personagem único sendo revisitado por um diretor que a cada filme fica mais afinado com o mundo do terror. Aliás, prepare-se que a sequência estréia em agosto.

PAGUE PARA ENTRAR REZE PARA SAIR - Pois bem, mais um slasher movie do longínquio ano de 1981, mas o seu diferencial já começa pela cadeira de direção, Tobe Hooper, o diretor também de Massacre da Serra Elétrica e Poltergeist. Espera-se muito então! Uma esperança que acaba por não se confirmar.
É um filme pequeno, que se passa em uma madrugada num parque de diversões, onde 4 amigos decidem (!) por passar a noite (!!) dentro do Trem Fantasma (!!!). Com este fiapo a desgraceira está preparada. Todos os assustadores bonecos servem de pano de fundo para um caipira maluco, sua companheira vidente e um monstro que só pensa em sangue.
Visto hoje em dia, o resultado decepciona. Afinal de contas, a sacada do filme é genial, o pano de fundo é maravilhoso, tem tudo para ser uma obra incrível. Mas não.
Um filme não precisa ser rico de investimentos para ser sucesso, mas precisa ao mínimo ser rico em idéias boas, coisa que falta em Pague para Entrar Reze para Sair.
Ah, prepare-se: Eli Roth planeja um remake...

domingo, 8 de março de 2009

WATCHMEN - O FILME - Depois de quase 1 ano, voltei a postar no Blog e justamente com Watchmen, que gerou muita polêmica.
Pois bem, tive a oportunidade de ler (por 3 vezes) a graphic novel de Watchmen, então conheço muito bem a história e seus personagens. E cravo de cara: se você gostou MUITO do filme é porque nunca leu Watchmen. Faltam, entre outras coisas, a morte de Hollis Manson (o antigo Coruja), o monstro do final, toda a questão da clonagem e os conflitos entre as personagens como o jornaleiro e o menino, o casal lésbico, etc. Essas pequenas coisas deixam a história humana e real, questões que o filme mata completamente. Snyder, o diretor, igualou Watchmen a qualquer filme mediano de super-heróis, como Homem-Aranha, X-men e este foi seu pior pecado.
Mas o filme tem os seus méritos. Ele é muito bem filmado, tem cenas belíssimas e uma trilha de arrebatar.
Quem não leu a graphic novel vai gostar, mas para quem leu, saiba que o filme poderia ser muito mais e ir muito além!

domingo, 29 de junho de 2008

TRÊS VEZES AMOR - Foi em uma despretensiosa sessão que levei minha K para assistir esta pequena obra.
A história é simples: um mulherengo convicto (Ryan Reynolds) que passou a vida enroscado com 3 belas mulheres (Elizabeth Banks, Rachel Weisz e Isla Fisher) é perguntado certa noite, pela filha, a lindinha Abigail Breslin, de Pequena Miss Sunshine, qual delas seria a sua verdadeira mãe. O pai então, decide contá-la toda a história até que a menina descobrisse a resposta por conta própria.
O filme é bonitinho e tal, mas aposta nos altos closes na pequena atriz, que daqui a poucos anos já não será mais a fofinha menina que conquistou todo mundo com Sunshine. Fora isso não tem muito o que se dizer, apenas uma série de clichês que até emocionam os desavisados, mas nada que fique na cabeça por muito tempo.
É para ver abraçado com pipoca quentinha.
CHUMBO GROSSO - Mais uma comédia, paródia, da dupla Simon Pegg e (do produtor e diretor) Edgar Wright. Agora o tema são os filmes policiais de parceiro.
Pegg vive um policial exemplar em Londres, tão competente que rapidamente sobe na carreira mas é passado para trás pelos seus superiores e é mandado para uma pequena cidade chamada Sandford, no meio do nada. E lá ele se junta ao seu parceiro atrapalhado (quem mais senão o bonachão Nick Frost) e juntos tentam resolver os problemas na cidade. Aos poucos eles descobrem uma séria gama de ligações que faz a pequena cidade não ser mais tão inofensiva assim... em alguns momentos lembra A Comunidade.
Todo Mundo Quase Morto, o primeiro filme que lançou a dupla é uma paródia dos filmes de zumbis e é extremamente engraçado, um humor escrachado e com conteúdo. Aqui com Chumbo Grosso a graça existe mas em momentos mais espassados. O grande trunfo do filme é a dupla protagonista, que tem ótima química.
Se você não assistiu nenhum dos dois comece pelo Todo Mundo Quase Morto para conhecer do que a dupla Pegg e Wright é capaz.
HAIRSPRAY - EM BUSCA DA FAMA - Eu odeio musicais! É bom que se comece essa resenha assim, quem não me conhece já sabe... ok, dou o braço a torcer em alguns casos como Grease, Across the Universe, Os Irmãos Cara-de-Pau e mais um ou outro...
Aqui o grande atrativo, inclusive do próprio cartaz do filme é John Travolta como uma "enorme" senhora, mãe da personagem principal, a estreante e simpática Nikki Blonsky. E logo de cara o filme ostra a que veio com uma interminável canção que a tal menina canta no caminho pra escola... meu Deus..
As participações são o grande trunfo do filme, o maridão de Travolta vivido pelo eterno-weird Cristopher Walken, a vilã da trama é Michelle Pfeiffer, ainda tem Zac "High School Musical" Efron pra delírio das menininhas e a cativante Amanda Bynes, que completa a equipe a lado de Queen Latifah.
Apesar das cores espalhafatosas, do clima de festa e do elenco muito bem escolhido a história é fraquinha e o pobre Travolta que aguentou sei lá quantos quilos naquele traje aparece poucas vezes e a tal gordinha Blonsky leva o filme com seu sorriso que prende.
Como a personagem principal e sua mãe, o filme não decola, muito ao contrário, sequer sai do chão.