Birdman, dirigido por Iñarritú, é o filme da vez, junto com O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson. Ambos estão concorrendo em 9 categorias no Oscar. Birdman conta a história de um ator que quer provar ser bom ao dirigir e atuar numa peça da Broadway. Ele está cansado de ser apenas reconhecido por ter atuado num filme de super-herói há quase 20 anos. Papel perfeito para Michael Keaton, que vestiu o traje do Batman nos filmes dirigidos por Tim Burton em 1989 e 1992. Qualquer semelhança aqui não é mera coincidência.
Criador e criatura
Riggan, o ator interpretado por Keaton, ainda sofre com os conturbados relacionamentos, principalmente com a filha (a sempre ótima Emma Stone, embora ache que a indicação dela ao Oscar de atriz coadjuvante seja um pouco demais) e Mike (vivido magistralmente por um sempre ótimo Edward Norton). Zach Galifianakis surpreende em um papel sério e Naomi Watts, desta vez, não rouba a cena.
Norton, Iñarritú e Stone - o melhor de Birdman juntos
São três pontos principais que, na minha opinião, formam a força motriz de Birdman. Em primeiro lugar Edward Norton, que está ótimo. Irritante, petulante e impulsivo (extamante da forma como muitos os descrevem na vida pessoal). Aliás a "semelhança" entre o ator e o personagem foi um dos atrativos para Norton. Caberia bem um Oscar, que seria seu primeiro depois de outras duas indicações - As Duas Faces de um Crime de 1996 e A Outra História Americana de 1998.
Mike, o dono do filme, encurralando Riggan
O segundo ponto importante que garante o sucesso de Birdman é Michael Keaton. Ele não está genial, longe disso (inclusive, a meu ver, ele não merece um Oscar por este filme), mas o fato dele ter aceitado interpretar um personagem tão parecido com ele mesmo (um ator, apenas reconhecido por um papel de super herói, há 20 anos, buscando se provar), é um mérito. Isso nem sempre garante reconhecimento pelos velhinhos da Academia, o exemplo mais recente é o erro (a meu ver) da premiação de 2009 quando Mickey Rourke interpretou o papel da sua vida em O Lutador e foi derrotado por Sean Penn em Milk - A Voz da Igualdade.
Em 2009 no Oscar de melhor ator - uma ótima atuação contra o papel da vida.
O terceiro e mais importante trunfo de Birdman está na forma como Iñarritú escolheu para contar a história. É tudo gravado em plano sequência, mal notamos os cortes, o que faz do processo todo um desafio gigante para produção e atores e facilita bastante a captação e a finalização, todo o filme foi filmado em menos de um mês e editado em duas semanas. Processo parecido foi utilizado em filmes como Festim Diabólico de Hitchcock, de 1948, e Arca Russa de 2002.
A engenhosidade de Iñarritú no seu plano-sequência de quase duas horas
NO (2012) - Filmes políticos são difíceis de serem feitos. Sempre envolvem a opinião particular dos realizadores e mexem com a memória das pessoas. Ainda mais quando se trata de algo tão recente. Chile 1988. O país passa por um período político conturbado. Pinochet governa a ditadura no país, com centenas de vítimas que pagam o preço de serem contrários ao regime. Mas no final da década de 80, a abertura política aos poucos foi se configurando. Para conter o ânimo dos contrários, Pinochet, que ainda contava com apoio de boa parte da população, decidiu fazer um plebiscito para saber se o regime ditatorial continuaria ou não - era votar SIM ou NÃO. Ele tinha certeza de que venceria.
A população dizendo não à Pinochet
E não apenas pela coragem do diretor Pablo Larraín, mas o mérito de uma execução que coloca NO entre os filmes com o trabalho de reconstrução de época mais bem feito do cinema recente. Para reviver o Chile de 1988, Larraín deixou de lado a película e usou uma U-matic 4:3, a mesma usada naquela época, sem falar no ótimo trabalho do figurino. Tudo pelo realismo. Qualquer desavisado acharia que No e Desaparecido - Um Grande Mistério de Costa-Gavras de 1982 são obras contemporâneas.
René e seu filho, ameaçados
O mexicano Gael García Bernal vive René, um publicitário que acaba envolvido no desenvolvimento da campanha do Não, obviamente contrária à ditadura de Pinochet. Dessa forma, ele passa a desenvolver a campanha e aos poucos passa a sofrer perseguições e ameaças. Mas quanto mais encontra dificuldades no desenvolvimento da campanha mais ele se inflama para fazer uma campanha vitoriosa.
Campanha do "No", o apelo pela publicidade
A campanha do Sim está segura da vitória, mas os partidários se incomodam quando em uma pesquisa popular o Não ameaça. A campanha bolada por René recebe críticas de todos os lados, ela é alegre, colorida, bem humorada, "parece um comercial de Coca Cola", diz um dos seus críticos. No youtube não é difícil encontrar propagandas da época, todas usadas no longa de Larraín. O tiro de René foi certeiro. Cansada da ditadura de Pinochet e buscando algo parecido com o que propunha a campanha do Não, com o slogan "Chile, a alegria já vem", a vitória foi confirmada e a população mostrou que estava farta de Pinochet. Ele ainda deu um jeito de ficar como Chefe das Forças Armadas até 1998.
"Chile, la alegria ya viene"
René vai se desmontando conforme o longa passa. A pressão sobre ele só aumenta, as ameaças de grupos políticos ligados ao governo são constantes, inclusive contra seu filho. A medida que a história avança, René vai ficando mais e mais sozinho, ilhado no seu perigoso cargo de principal mente pensante por trás da campanha publicitará a enfrentar a ditadura sanguinária de Pinochet. Ele costuma andar pelas ruas de Santiago de skate, o que mostra audácia, um adulto com ideias de jovem revolucionário, o que mantém firme e convicto na sua decisão de abrir mão de tudo e de todos por uma ideologia.
Skate pelas ruas de Santiago, retrato perfeito da personagem de Gael
Como filme, No funciona muito bem ainda mais com Gael, mais uma vez inspirado. Como registro histórico é obrigatório, tanto para fãs de cinema como para fãs de história política. O longa de Larrain é um filme só acertos. Veja abaixo o trailer de No.
Como cachorro, o ser humano descartável, aos olhos de 4 fascistas
SALÓOU 120 DIAS DE SODOMA (Salo o le 120 Giornate di Sodoma) - 1944, a Itália é um país dominado por nazifascistas. E na cidade de Saló, jovens são sequestrados e mandandos para um castelo afastado. Lá conhecem 4 ricos e entediados nazifascistas, os mandantes dos sequestros. Eles não tem nomes, apenas são chamados por apelidos - o bispo, o duque, o magistrado e o presidente. Cercados por homens armados, os jovens ouvem como será sua nova vida dali para frente: "vocês estão aqui para satisfazer os nossos prazeres, ninguém lá fora sabe que vocês estão aqui, para o mundo externo é como se vocês já estivessem mortos".
Os 4 facistas - o bispo, o duque, o magistrado e o presidente
O longa do italiano Pier Paolo Pasolini é inspirado no livro de mesmo nome do Marquês de Sade e estará, sem dúvida, entre os filmes mais chocantes que você já assistiu e provavelmente irá assistir em toda a sua vida. São pouco menos de 2 horas, mas acredite, com cenas que você levará para sempre. Se você ainda tinha qualquer fé na humanidade, este filme te faz perder a total certeza de que o homem ainda é passivo de concerto. Você fica angustiado, triste, envergonhado e ao final enojado. Não é exagero.
Nudez, nada sensual, pontua o filme de fora a fora
Para suavizar, os créditos iniciais são exibidos em tela branca com uma fonte erudita e uma valsa que beira o cômico ao fundo, levemente lembra as aberturas dos filmes de Woody Allen, embora o diretor americano use jazz. Depois de chegarem ao castelo a história se divide em três capítulos, o ciclo das manias, o ciclo da merda e o ciclo do sangue.
Torturas das mais escabrosas - quando é pesado, acredite, fica pior
Em cada um dos ciclos, uma senhora prostituta, tão libertina quanto os 4, conta as suas escabrosas experiências com riquezas de detalhes num enorme salão. Cada velho tem uma equipe de jovens e guardar amados consigo. Os jovens inertes ficam passíveis, o tempo todo. A senhora demonstra um prazer enorme ao fazer aquilo. Ao fundo uma moça toca um piano o que dá uma leveza à cena, em contraste com as histórias sempre pesadas. Mesmo assim estranhamente tudo se encaixa, desde as histórias fortes, a senhora de vestido longo de festa, as caras de contentamento e prazer dos 4 velhos, os jovens inertes e sem reação, e as paredes envelhecidas de um castelo que já viveu dias melhores.
Cada velho tem um "time" com jovens que usa para seu bel prazer, além de guardas armados para inibir os revoltos
O ciclo das manias trata sobre manias sexuais depravadas e a cada momento um dos 4 libertinos se levanta de súbito e arrasta um dos jovens para uma sala ao lado para se satisfazer. O ciclo seguinte, o da merda, faz relação entre sexo e escatologia de todos os tipos. O ponto máximo, você já deve imaginar, é um jantar de gala tendo como prato principal... você sabe. Aqui, a repugnância chega ao máximo.
Repugnante
O ciclo do sangue é o momento onde os jovens que não se encaixaram no plano de satisfazer os libertinos a qualquer custo são punidos com torturas físicas das mais intensas, com cenas fortíssimas que beiram o realismo. Acompanhamos tudo de longe, como voyeur, assim como cada libertino o faz por vez, vendo tudo por binóculos. Em nenhum momento ouvimos os gritos de dor dos torturados. Somos grosseiramente convidados a assistir passivamente aquele festival de horrores.
E ao final os que não se encaixaram no regime são descartados das formas mais desumanas
Uma valsa bonita e inocente, com a mesma trilha dos créditos iniciais, é tocada para encerrar o filme, enquanto dois jovens soldados dançam pela sala.
A valsa inocente e incoerente
Com Saló, Pasolini pretendia iniciar a sua trilogia da morte (já havia lançado a trilogia da vida com os filmes Decamerão, Os Contos de Canderbury e As Mil e Uma Noites), mas o diretor foi encontrado morto com o rosto desfigurado em condições até hoje inexplicáveis pouco depois de terminadas as gravações, Saló ainda não havia nem sido lançado.
Pasolini no set de Saló
Ao mesmo tempo que foi proibido, e ainda o é, em diversos países, Saló alcançou status de filme de arte, um estudo sobre a condição humana, e por Pasolini ter vivido muitos anos na Itália fascista, o filme ganhou um ar de crítica da sociedade, do quão ruim o ser humano pode ser, prova de que a maldade está em cada um de nós. Ninguém é totalmente bom ou completamente mal, esses dois sentimentos ficam adormecidos dentro de nós, se polarizando, de lado a lado.
Rápida no gatilho, ou melhor no teclado de uma máquina de escrever
A DATILÓGRAFA (Populaire / 2012) - O cinema francês nunca para, está sempre tentando se reinventar. E alguém nega que tem conseguido? Sucessos como O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, de 2001 e O Artista, de 2011, mostram que os franceses tem um prazer em contar histórias de um jeito diferente. Em ambos os filmes é fácil de se notar a opção de seus diretores em homenagear um cinema de uma outra época, quando tudo era mais ingênuo, digamos. O resultado? Filmes gostosos de assistir, leves embora não levianos.
Decididamente um filme que não parece ser dessa década
Assim que terminam os créditos já somos levados pelos passos de um sapato feminino usando uma saia rodada, é mais um indício, estamos nos anos 50. Mais precisamente 1958. É neste ano em uma pequena cidade francesa que se passa a história de Rose e Louis. Ele procura uma secretária, o emprego mais cobiçado das moças da época e ela se candidata junto com outras dezenas.
Desde pequena a paixão pela máquina de escrever
Rose é péssima secretária, realmente muito ruim, mas tem o dom de datilografar muito rápido e chama a atenção de Louis, principalmente por conta de um torneio estadual de rapidez diante de uma máquina de escrever. Pensando no titulo do torneio, Louis contrata Rose.
Rose e Louis
Ambicioso, Louis treina Rose e o resultado aparece - ela vence o torneio estadual e o nacional, disputado em Paris. E se classifica para a finalíssima mundial contra datilógrafas dos EUA, da Alemanha, da Coréia do Norte e mais outros lugares.
Rose disputando o título mundial
De uma forma encantadora pelo conteúdo, pelo colorido da paleta do filme, pelos cenários, pela trilha sonora escolhida a dedo, A Datilógrafa conta uma história de amor com um tom de comédia do passado, leve e escapista. Vale para aqueles sábados a tarde de chuva fina e cobertor no sofá da sala.
R.I.P.D. - AGENTES DO ALÉM (R.I.P.D. / 2013) - Em 2003 Peter Lankov lançou pela Dark Horse uma graphic novel, que ficou famosa pelo conteúdo cômico e absurdo, ao mesmo tempo que trazia um forte clima de suspense e ação policial. Se chama R.I.P.D. - Rest In Peace Departament. A história trata de uma corporação formada apenas por policias mortos trabalhando numa delegacia de polícia do além, prestando serviço no mundo dos vivos. Dez anos depois o diretor Robert Schwentke se viu com o dever de transpor aquelas páginas para a telona, para isso convocou Ryan Reynolds e Jeff Bridges para viver a dupla de policiais do além, além de Kevin Bacon, mais uma vez vivendo um vilão.
Personagens da Graphic Novel...
... personagens do filme.
Trabalhando para a R.I.P.D., a dupla tem que descer à Terra e capturar os undeads, uma raça de mortos que ainda vagam entre nós e se recusam a descer para o inferno para cumprir a pena pelos crimes que cometeram em vida. A coisa passa a se complicar quando os undeads criam um plano para abrir um portal e reverter a ordem natural da vida, dessa forma os mortos retornariam do inferno para o mundo dos vivos.
"Undead"
Logo que é morto por seu parceiro, Nick (Ryan Reynolds) vê tudo paralisado como se o mundo tivesse parado naquele segundo. Ainda na surpresa do acontecido ele acaba sendo puxado para o céu, passa por algumas camadas, como o inferno, o limbo, o purgatório e chega numa sala pequena e toda branca onde se vê diante de uma mulher que lhe explica a sua situação - "você está morto e agora trabalha para a R.I.P.D.", e ainda lhe apresenta seu novo parceiro, o cowboy de poucos modos Roy (Jeff Bridges).
Na "Delegacia de Polícia" a primeira impressão entre os parceiros não é das melhores
A princípio a parceira não é das mais fáceis, eles não se entendem. Mesmo estando mortos eles conseguem conversar e interagir com qualquer pessoa viva, só que para isso eles assumem uma identidade totalmente diferente das que tinham em vida.
É assim que Reynolds e Bridges são vistos pelos vivos
Kevin Bacon mais uma vez vive o cara a não ser confiado
Apesar de ser um divertido passatempo o filme não funciona em sua principal aposta - a química da dupla Bridges-Reynolds, como funcionou tão bem na trilogia MIB com Will Smith e Tommy Lee Jones. Em R.I.P.D.Bridges parece incomodado, não está à vontade apesar de lhe cair como uma luva o xerifão mal humorado. Enquanto Ryan Reynolds também não se encaixa bem no papel, ele não é naturalmente engraçado como pede a personagem. Por algum motivo a dupla não funciona e o filme não decola.
A quíímica não rolou
A ponta para uma sequência fica clara ao final, mas como não fez muito barulho não parece haver sequência. Nunca se sabe. De qualquer forma R.I.P.D. - Agentes do Além tem um argumento ótimo, é realmente uma ideia muito boa, quem sabe com uma sequência eles concertem alguns equívocos aqui e ali, de repente com a inserção de um terceiro grande nome e façam um filme que funcione por completo. Estamos no aguardo.
Veja abaixo o trailer de R.I.P.D. - Agentes do Além.
Cate Blanchett ganha todos os prêmios com sua Jasmine
BLUE JASMINE (2013) - Quem já assistiu documentários como "Wild Man Blues" de Barbara Kopple de 1997, "Woody Allen: Um Documentário" de Robert B. Weide de 2012 ou qualquer outro filme biográfico sobre Woody Allen já sabe disso. Quem já leu qualquer livro como "Conversas com Woody Allen" ou qualquer outro biográfico também já sabe disso. Woody nunca escondeu - na essência ele é um escritor. Não só por conta dos seus cinco livros publicados (O Nada e Mais Alguma Coisa, Adultérios, Cuca Fundida, Sem Plumas e Que Loucura!), ele próprio gosta de se definir assim. Talvez por isso ele tenha feito uma descarada homenagem a Tennessee Williams, um dos seus escritores ídolos em Blue Jasmine.
Blanche Dubois, papel de Leigh no filme de 1951, ficou famosa pela sua dramaticidade e seus delírios dos tempos em que era rica. Virou alcoólatra e ficou louca. Assim como Jasmine.
Jasmine e Blanche - homenagem
Cate Blanchett, que merece todos os inúmeros prêmios que recebeu pela interpretação de Jasmine, faz uma mulher da alta sociedade casada com Hal (Alec Baldwin), um investidor de sucesso que não para de fazer dinheiro.
Mimada pelo marido
Quando se descobre que a forma que Hal enriquece é ilícita, Jasmine cai no desespero, é obrigada a se desvencilhar de uma hora para outra de todos os seus bens, Hal perde tudo, é preso e se enforca na cadeia. A vida desmorona ao redor de Jasmine que acaba por sofrer um colapso nervoso, bebe cada vez mais e caminha falando sozinha pelas ruas.
Jasmine perde tudo, inclusive a si própria
Acaba buscando ajuda da irmã Ginger e vai passar alguns tempos com ela. Com seus delírios de ex-rica, Jasmine abala a vida de Ginger que mora com o namorado Augie e dois filhos. Augie perde todo o dinheiro que tinha apostado nos investimentos de Hal e por isso abandona Ginger. Essa começa a namorar o truculento Chili, que tampouco se dá com Jasmine.
Jasmine ao lado da irmã e de Chili, à direita
Jasmine é como um Rei Midas ao avesso, tudo o que ela encosta dá errado e acaba sentada num banco de praça falando sozinha, lembrando dos tempos que tinha tudo e vivia de esbanjar.
Ao lado da irmã Ginger
Um roteiro inteligente e uma montagem simples, porém eficiente, fazem de Blue Jasmine um dos grandes momentos do cinema recente de Woody Allen. A eficiência da montagem está na leveza com que a história flutua entre o presente e o passado de Jasmine. Cenas curtas dela rica no passado e pobre no presente permeiam todo o filme, pequenos ganchos aqui e ali deixam a história fluida, prendem a atenção enquanto desvendam para onde Jasmine vai, mostrando ao mesmo tempo como chegou àquela condição.
Depois da morte do marido Jasmine tenta outros namorados, mas nada funciona
Blue Jasmine rendeu o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Atriz para Cate Blanchett, o filme teve ainda outras 33 indicações em outros prêmios, faturou 25 (23 deles para a interpretação de Cate Blanchett). Imperdível para fãs de Woody, de um bom roteiro e de ótimas interpretações.
DIANA (2013) - O choque foi grande, principalmente na Grã Bretanha. O dia 31 de agosto de 1997 marcou a todos por lá pela tragédia que caiu sobre a real família britânica - a morte da Princesa Diana num acidente de carro em Paris. Os paparazzi que perseguiam Diana foram considerados os culpados. Ela estava ao lado de Dodi Fayed, apontado como namorado de Diana à época. A história contada no livro "Diana: Her Last Love" de 2001 trata a relação com Fayed de forma diferente. E é na história contada nesse livro que se baseia o longa Diana.
O livro que inspirou o filme
Segundo o livro o médico Hasnat foi o grande amor da vida de Diana
Jessica Chastain estava entre as favoritas para interpretar Diana, mas o papel ficou mesmo com Naomi Watts. A atriz, também britânica, deu uma forçada no sotaque, encarnou o olhar triste de Diana e usou figurinos idênticos, mas nada disso adiantou. É sem dúvida, um dos piores trabalhos de Naomi. Só pelo trailer já dá para perceber que ela não está nada confortável no papel que poderia lhe proporcionar uma maior notoriedade.
Naomi não esteve inspirada em Diana
O filme contempla os últimos dois anos da vida de Diana, justamente no período que ela começa a se envolver com o cirurgião Hasnat Khan. A relação não é das mais fáceis, vivem de encontros às escondidas e quando são descobertos pelos paparazzi tudo desmorona. Sem sossego, Diana traz Hasnat para o "inferno" da sua vida agitada. As brigas se tornam constantes. O fim do relacionamento é a única saída. Pouco depois, Diana se aproxima de Dodi Fayed. Ela é fotografa no iate de Fayed.
O clima documental é uma das apostas de Oliver, nos vemos inseridos na realidade do palácio exclusivo onde mora a princesa de Gales. Damos pela conta que Diana, apesar do conto de fadas que sempre viveu, é uma pessoa normal e muito insegura, dependente dos filhos William e Harry (que são vistos em uma cena rápida e de longe) e necessitando de um amor a quem confiar.
O amor impossível de Hasnat e Diana
Como resultado o filme Diana não decola, não funciona. Uma personagem tão rica como Diana merecia um recorte maior da sua vida, mesmo que fossem em pequenos flashbacks e não apenas os últimos dois anos. Para quem assiste filmes recentes sobre a intimidade da realiza britânica, como em A Rainha e A Dama de Ferro, se deparar com Diana não deixa de ser uma decepção.
Cenas da vida real representadas quase à total semelhança