sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Perturbador, chocante, sufocante. Tão poucas vezes se vê planos de câmera, tonalidades de ilumação e efeitos sonoros casarem tão bem com o propósito de uma cena ou sequência.
O filme, dirigido pelo argentino Gaspar Noé, é contado de trás para frente (como em Amnésia). A cada cena revela-se um detalhe que explica o motivo da busca desenfreada travada por Marcus (Vincent Cassel) atrás do tal Tênia. Seu "amigo" Pierre (Albert Dupontel) tenta controlá-lo todo o filme, apesar de ser o responsável pela sequência mais chocante do filme, a do extintor.
Tênia em questão é o nome a qual os dois chegam depois de buscar o responsável pelo estupro de Alex (a sempre estonteante Monica Belucci, que é a namorada de um e ex do outro), em um túnel que passa por baixo de uma grande avenida francesa. Esta cena é igualmente repulsiva e chocante, não apenas pela crueldade mas pela duração, são mais de oitominutos de agonia em um plano de câmera contínuo, sem cortes, o que deixa tudo ainda mais real, para não dizer viceral.
Depois da cena de estupro, o filme parece ser outro. Nos pouco mais de 40 minutos que se desenrolam tudo muda por conta da história, que se torna branda. O filme perde sua força, mas não se engane! A trilha repetitiva, os planos "estonteantes" (é isso mesmo o que eles causam, tontura), os tons de cores e as salas claustrofóbicas do começo da obra são os elementos que ficam na cabeça ao final do filme.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
É o problema de se fazer 1 filme a cada 2 anos, muitos altos e baixos. Woody tem muitos altos, Scoop e Vicky Cristina Barcelona foiram na minha opinião, os últimos grandes altos, mas O Sonho de Cassandra fica um pouco atrás. Mas mesmo assim é, como todos do Woody, acima da média.
São dois irmãos, Colin Farrell e Ewan McGregor filhos de um humilde dono de restaurante. O primeiro é viciado em jogos e o segundo gosta de usar roupas bonitas e viver de aparências. Quando, para saldar uma dívida e manter a falsa vida rica, eles pedem dinheiro emprestado para um tio rico, recebem uma contra proposta bem grave. E é a partir daí que os personagens afloram os conflitos se aprofundam.
Personagens muito bem construídos e um roteiro redondinho, corriqueiro para Woody, são os pontos fortes da trama, isso sem falar na beleza de Hayley Atwell, que faz a namorada de Ewan "Obi-Wan Kenobi" McGregor.
É uma tragédia grega que mantém a agonia até o desfecho.
domingo, 18 de outubro de 2009
Bastardos Inglórios se passa durante a 2ª Guerra Mundial. Conta a história de um grupo de soldados judes americanos que tem como objetivo matar todo e qualquer nazista que aparecer pela frente. Eles são chamados para "atuar" durante o lançamento de um filme pró-nazismo, que vai reunir toda a alta cúpula. Brad Pitt, Eli Roth (diretor do Albergue), Daniel Brühl (que fez Adeus Lenin), estão entre os nomes que estrelam o filme. Mas preste muita atenção em Mélanie Laurent, como Shosanna e Christoph Waltz, como o coronel nazista Hans Landa.
Preste atenção na cena de abertura, na cena do salloon, na cena dentro do cinema. Sequências incríveis, belas e com diálogos afiadíssimos.
O roteiro está escrito há quase 20 anos, desde quando Quentin trabalhava como atendente de uma locadora. Filme de guerra com roteiro e direção de Quentin Tarantino: imperdível! Reserve espaço na sua DVDteca, o próximo filme a entrar lá será Bastardos Inglórios. Assista e comprove!
sábado, 17 de outubro de 2009
O humor é ingênuo, simples, à lá Os Três Patetas, só que melhor. Os 4 Marx tem mais carisma do que os 3 trapalhões que se batem sem parar. Groucho é o fanastrão, parece uma metralhadora soltando plavaras atrás de palavras, sempre sacadas ótimas e tem o "andar do pato" que é genial. Harpo é mudo, aposta no humor físico, tem sempre um olhar infantil. Quase sempre divide a cena com Chico, o irmão que não perde sotaque italiano, é desconfiado e o "cérebro" (burro) das artimanhas. Zeppo só está lá pelo sobrenome, não faz nada demais, virou produtor depois que se sentiu deslocado após os primeiros filmes.
Os destaques ficam para as sequências de humor físico, como a das portas no Hotel da Fuzarca ou da pedra de gelo no quarto da mocina em Os Gênios da Pelota.
domingo, 27 de setembro de 2009
Segundo longa-metragem de Roman Polanski, Repulsa ao Sexo, de 1965, traz a história de Carol (Catherine Deneuve), uma bela e instrospectiva jovem que não consegue se relacionar com outros homens. Aliás ela nem tenta, tamanha a repulsa que sente por eles.
Ela vive com a irmã em um pequeno apartamento alugado. Sofre com os gemidos noturnos da garota quando dorme com o namorado, e rejeita até mesmo um simples beijo de um jovem pretendente. A situação piora de vez quando sua irmã decide viajar com o namorado. Em casa sozinha, Carol começa a ter alucinações, imaginando as paredes se rachando, mãos surgindo entre as rachaduras para tocá-la, ou ainda um visitante imaginário que chega para estuprá-la.
O filme, todo em PB, caminha lentamente ao passo da protagonista e ganha ritmo na metade final com seus delírios. Mas na minha opinião, fica faltando algo ao filme. O destaque mesmo para a cena das mãos invadindo as paredes. Incrível como a metáfora da proteção dela, dentro de casa, vai ruindo aos poucos com as rachaduras.
Na verdade Polanski não é meu diretor predileto, longe disso. Não conheço todos os filmes dele, mas posso ressaltar que O Bebê de Rosemary e A Dança dos Vampiros também deixam muito a desejar. Agora, Chinatown, A Morte e a Donzela e O Pianista são pontos positivos. A carreira de Polanski é uma montanha russa e Repulsa ao Sexo representa um momento inferior deste percurso.
OS PÁSSAROS - Demorei 27 anos para mergulhar na história de pássaros insandecidos que perturbam a população de uma pequena cidade americana. E valeu cada minuto... o filme é incrível!sexta-feira, 28 de agosto de 2009
34 COISAS QUE APRENDEMOS COM CINEMA!!!
• Durante toda e qualquer investigação policial será necessário visitar ao menos uma vez um puteiro ou clube onde garotas fazem striptease.
• A maioria dos números de telefone dos Estados Unidos começam com 555.
• O sistema de ventilação de qualquer prédio é sempre um esconderijo perfeito. Além de ninguém procurar o ladrão por lá, ele ainda leva para qualquer parte do prédio sem dificuldade alguma.
• Para você fingir que é um alemão não é necessário falar a língua do país, basta falar português com sotaque alemão.
• Quando qualquer homem levar uma surra ele não mostrará dor na hora, mas quando uma mulher for limpar as suas feridas ele fará as maiores caras de dor já vistas no universo.
• Não existe interruptores em nenhum cozinha. Quando for preciso ir até lá à noite, em uma total escuridão, basta abrir a porta da geladeira que tudo se resolverá.
• Dentro de uma casa mal assombrada sempre existem mulheres gostosas que, mesmo que com medo, passarão o tempo todo só com suas roupas íntimas.
• Todo e qualquer acidente de carro acaba com uma explosão pra lá de legal.
• Usar um colete a prova de balas, ao contrário do que todos pensam, protege todo o seu corpo e torna você invencível.
• Se algum mal entendido acontecer e deixar você em uma péssima situação, mesmo que a explicação para tudo aquilo seja muito simples, nunca tente explicar ela pra ninguém.
• Todo mundo que tem pesadelos acorda com muito medo, suado e totalmente confuso.
• Tossir, normalmente, é sinal de uma doença terminal.
• As bombas sempre tem um grande cronômetro com números vermelhos para que você possa saber quanto tempo ainda falta para elas explodirem, mesmo que elas tenham sido feitas por seres de outros planetas.
• Todos os terroristas fazem piadas muito ruins.
• Um homem atirando em vinte homens tem mais chances de sucesso do que vinte homens atirando em um homem.
• Todos os computadores portátil tem capacidade para substituir os sistemas de comunicação de qualquer civilização alienígena que tentar invadir a Terra.
• Pilotos de helicóptero que trabalham como autônomos sempre estão dispostos a ajudar qualquer organização terrorista, mesmo que precise matar pessoas, esconder fatos, matar mais pessoas e ainda, no final, morrer em uma bela explosão.
• Todas as pessoas normais tem um arquivo cheio de recortes de jornais, ainda mais se um primo ou irmão morreu em um estranho acidente de barco.
• Os programas de computador funcionam em qualquer computador, independente do sistema operacional.
• Normalmente as duplas de policiais tem personalidades completamente diferentes.
• Quando estão sozinhos os estrangeiros com linguagem estranha costumam falar entre si em inglês.
• Os heróis nunca são acusados de homicídio ou dano criminal, mesmo depois de destruir toda a cidade para prender apenas um bandido.
• Se você parar para procurar agora, em menos de oito segundos terá achado uma serra.
• Todas as portas podem ser abertas apenas com um cartão de crédito ou com um clipe de papel, a não ser no caso de um incêndio onde uma criança pode morrer.
• Você pode dizer se um homem é britânico só de olhar pra ele. Todos os britânicos usam gravata borboleta.
• Quando você estiver dirigindo não é necessário prestar atenção na estrada, e sim para as pessoas que estão no banco de trás e ao seu lado.
• Serra elétrica: Suficientemente forte para matar um dinossauro e inofensiva para uma criança de oito anos.
• Todo e qualquer emprego fará o pai esquecer o aniversário do seu filho, é inevitável.
• Policiais honestos e trabalhadores morrem sempre três dias antes de se aposentar.
• Se você é loira, bonita e tem 22 anos, basta colocar um óculos para se tornar uma especialista em fissão nuclear.
• Quanto mais um homem e uma mulher se odeiam, mais chances eles tem de se apaixonar um pelo outro.
• É fácil perceber que seu carro está sendo seguido, basta olhar pelo retrovisor por menos de três segundos.
• Todos os cachorros de família não morrem, se for preciso eles saltam por buracos enormes, correm por três dias seguidos, nunca dormem, ajudam você e ainda matam a bola de fogo que queria matar todo mundo por causa daquele jogo estranho que você jogou na infância.
• Heróis nunca tem um dia de folga e sempre amam o que fazem.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
http://www.youtube.com/watch?v=Wz4K-Rxx2Bk
domingo, 16 de agosto de 2009
Falamos aqui de um diretor que tem no curriculo obras como A Casa dos 1000 Corpos e (obra-prima) Rejeitados pelo Diabo. Há que se respeitar este cara!
O Michael Myers criança que Zombie recria é um dos personagens mais bem escritos da última safra do cinema de terror. Explica muito coisa e completa o filme original (1978) de John Carpenter, é mais uma homenagem do que um remake.
O elenco, quase todo vitimado pelo Michael Myers, pode ser visto nos outros filmes do diretor. Sem falar no eterno Alex (Laranja Mecânica) Malcolm McDowell que faz o Dr. Samuel Loomis.
Assista o filme, renda homenagem a este personagem único sendo revisitado por um diretor que a cada filme fica mais afinado com o mundo do terror. Aliás, prepare-se que a sequência estréia em agosto.
domingo, 8 de março de 2009
domingo, 29 de junho de 2008
A direção é de Robert Zemeckis, que utilizou a mesma técnica em O Expresso Polar, que consiste em grudar aquelas pintinhas nos atores para captar seus movimentos e o computador faz o resto... A história aqui é a seguinte... um herói medieval, que tenta salvar uma vila de uma mal terrível, nada muito diferente do que há tempos se faz... a grande vilã da história é "interpretada" por uma completamente nua Angelina Jolie. Ela, inclusive disse numa entrevista ter ficado surpresa em ter apenas dublado sua personagem e de repente se ver nua na telona... se o corpo da mocinha é realmente tudo aquilo, cabe apenas à ela e ao Sr. Pitt responder...
As semelhanças do filme com 300 são grandes, apesar de não utilizar nem mesmo o mesmo formato de cinema (um é animação o outro é totalmente chroma-movie), e garanto que a experiência com atores reais faz daquele filme muito melhor que este Beowulf, mas para aqueles momentos em que não se pretende grande coisa até que vale perder uns minutinhos...
domingo, 1 de junho de 2008
O filme conta a história de 2 músicos de origem pobre do interior de Goiás, que buscam o sucesso à toda custa, "incentivados" por um pai que vê neles uma chance de dar um futuro melhor para toda a família. Quando eles começam a fazer sucesso na região, passam a viajar com um produtor musical e um dos meninos acaba morrendo em um acidente de carro. O outro só volta a pegar o gosto por cantar muitos anos depois, já grande, quando vai pra São Paulo e se junta à um outro itmão, muitos anos mais novo. Aí eles explodem quando lançam a música "É o Amor". E o filme acaba aí! O resto já se sabe...
O grande acerto do diretor Breno Silveira, é justamente concentrar mais da metade da história enquanto eles são pequenos, e se valer das ótimas interpretações de Ângelo Antônio e Dira Paes, como os pais das crianças. E é por esta escolha muito acertada que o filme decola e agrada.
Os cantores, na vida real, aparecem no finalzinho do filme, um pouco antes dos créditos finais, apresentando toda a família e a casa onde viviam em Goiás, além de um trecho de um show, onde a emoção aflora forte. Em determinado momento de uma das músicas, os pais aparecem "de surpresa" por trás deles, que começam a chorar e não conseguem completar a canção. Naquele momento Zezé di Camargo e Luciano voltam a ser Mirosmar e Weston, dois dos muitos filhos do Seu Francisco.
terça-feira, 27 de maio de 2008
A história nos mostra 2 excepcionais patinadores no gelo que devido às acirradas disputas, acabam brigando e banidos da categoria, mas voltam a disputar as olimpíadas do esporte como a 1ª dupla de patinadores do mesmo sexo.
A simpatia dos dois atores é o motor do filme, que assim como um carro à álcool frio demora pra pegar, às vezes dá umas falhinhas, mas acaba funcionando.
Aqui uma empresa vende máscaras para halloween insere chips que no momento do halloween matarão quem as tiver usando e por consequência quem estiver no mesmo recinto (?). Com este pretexto o filme segue e não chega a lugar nenhum, que pena...
O pior é que a musiquinha da empresa fica na cabeça: "Two more days till halloween, halloween, halloween... two more days till halloween... Silver Shamrock..."
A história aqui é de um assassino, Michael Myers, que aproveita-se do feriadão onde todos estão trajados à carater e sai às ruas com sua máscara e sua faca promovendo uma carnificina sem tamanho. E como é de costume nos filmes do estilo, o personagem-assassino nunca... NUNCA morre.
Jamie Lee Curtis é a atriz principal e ganhou o papel por acaso, já que é filha de Janet Leigh, conhecida por gritar na cena do chuveiro em Psicose, de Hitchcock. Este é o 4º longa metragem de John Carpenter, que alémde roteirista também assina a marcante trilha sonora do personagem, que cria o clima perfeito para o banho de sangue que se assiste.
Rob Zombie refilmou a história em 2008.
Esta biografia bem pouco usual de um artista nada usual como Bob Dylan se adequa à esta categoria, mas eu fico no time dos que não gostou muito. O cantor/compositor é interpretado por 6 atores/atrizes exibindo (sem analisar) cada faceta dele. Os melhores Dylan foram Christian Bale (que fez o lado religioso do cantor quando ele passa a cantar folk gospel), Heath Ledger (a parte da carreira onde ele sofre assédio de papparazi, tem casos extra conjugais, separa-se da mulher) e Cate Blanchett (o ícone da música, o envolvimento com as drogas, a amizade com os Beatles).
No começo falei sobre os filmes que inauguram uma era. Não sei se é o caso aqui, mas este Não Estou Lá, dirigido com boa mão por Todd Haynes, vale a pena ser assistido só por tentar ser diferente de tudo o que já foi feito em termos, no caso, de cinebiografia. Não curti muito, mas este seu mérito é preciso ser reconhecido.
Duna é a versão de David Lynch para uma futurística aventura espacial que conta a história de 4 planetas envolvidos em uma trama que mistura a família do bem, o imperador maldoso e um líquido vital para todos, só encontrado no planeta Duna, que é resguardado por criaturas de areia (assustadoras minhocas gigantes).
O protagonista vivido por Kyle Maclachlan (que também é protagonista de Veludo Azul, outro filme de Lynch), segue a linha de um Luke, mas com sérias restrições orçamentárias. Isso somado à bizarrice natural de David Lynch e um mixto de tecnologia futurista e retrô dos anos 80 (estilo Tron) entregam uma obra de caráter duvidoso, mas que criou uma legião de fãs. Experiência indigesta.
Quem não freqüenta grandes empresas ou não trabalha nas grandes metrópoles, acredita que as situações criadas pelo roteiro possam ser exageradas, mas o mais assustador é que não são.
Destaque para as reviravoltas de um roteiro muito bem escrito e amarrado, filmado em apenas 2 ambientes, de forma a segurar a atenção de quem assiste até o desfecho final.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
Ricaço volta à mansão do pai em cidade distante e ao ser “almadiçoado” por ciganos (entre eles o fantástico Bela Lugosi, que recriou tantas criaturas no cinema) se transforma no tal lobisomem nas noites de lua cheia e ataca as pessoas que passam pelo pântano sozinhas. É importante reviver estas obras e notar o principal medo das pessoas, o que elas temiam, e como este trabalho com o medo no cinema foi sendo aprimorado. Primeiro, o medo era do desconhecido que remetia diretamente das histórias dos antepassados (monstros, ETs), depois passou a se travar batalhas com o comum, o ordinário (como os comunistas, serial killers) e por fim a batalha que se enfrenta agora são as internas do próprio homem. O medo ficou mais próximo do real e menos fantástico. Essa discussão vai longe...
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Aqui, 7 passageiros em uma nave espacial enfrentam a incômoda, digamos assim, situação de se encontrarem aprisionados naquele ambiente com um ser extraterrestre que nada sabem a respeito. Os passageiros vão morrendo um a um e o bichão sempre na espreita, aguardando o próximo ataque. O ambiente úmido e escuro favorece ao tal Alien e a trilha sonora favorece os sustos, sempre certos.
Há 3 sequências, Alien - O Restage, Alien 3 e Alien - A Ressureição. O diretor Ridley Scott, aqui em seu segundo filme, faria poucos anos depois Blade Runner e mais adiante Thelma e Louise e mais recentemente Gladiador e O Gângster.
O personagem Ripley de Weaver no roteiro era um homem, mas foi alterado por Scott que provocava mixar a força da personagem com a beleza e fragilidade de uma mulher. Ian Holm também pode ser visto como o padre ambicioso de O Quinto Elemento.
O filme é antigo, mas não envelheceu.
Aqui, a esposa do imperador vive um relação com um de seus filhos (enteados) e planeja com ele forçar a saída do imperador do trono, ao descobrir que o remédio que o mesmo lhe receita todos os dias está lhe prejudicando o raciocínio, ela está ficando louca.
Um dos principais personagens do filme são os cenários e os figurinos, que começaram a ser bordados cerca de 2 meses antes de rodar o filme, tanta dedicação rendeu uma indicação ao Oscar de melhor figurino.
Apesar disso este filme não segue a excelência dos outros dois supracitados. Nada pela história, assista este pela exuberante beleza.
O filme é agradável e muito divertido, mas não pense em assistir com a família ou coisa assim, os temas não são leves. Confira!
Grande filme, muito bem feito. Ok, tem um CGI dos veados no começo muito mal feito, os bichinho correndo não enganam ninguém, ainda mais hoje em dia com estes games que são mais reais que a realidade (gostaram?).
Fora isso é uma bela obra, com seus silêncios muito bem respeitados e um elenco que eleva o filme à um degrau muito alto. E termina da forma perfeita, para todos os personagens principais... cabe a nós juntar as peças...
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Os atores interpretam tão bem os personagens, que são muito bem escritos também, que parece não haver espaço para falhas. Não há o que não se gostar, ou com o quê não se identificar. O roteiro, não podia ser diferente, levou o Oscar, a venda de telefones de hamburguer, o mesmo da Juno, cresceram quase 200% nos EUA e o filme foi o primeiro da Fox a passar a marca de 100 milhões arrecadados nas bilheterias mundiais (detalhe: o filme custou "só" 7,5 milhões).
Ellen Page pode ser vista também em Meninamá.com, Michael Cera (o pai precoce) é o bobão romântico do trio de Superbad - É Hoje e o pai dela J.K. Simmons, é o diretor do jornal onde trabalha o Homem-Aranha de Tobey Maguire.
É para sair do cinema de bem com a vida, de bem com quem se ama... de bem.
Este é de 1978 e se chama "Les Raisins de la mort" (The Grapes of Death ou As Uvas da Morte) e conta a história de uma cidade no interior da França cujos habitantes se transformam em zumbis com a contaminação do pesticipa utlizado nas plantações. Aí vira um pega pra capar, a bela mocinha fugindo de terríveis zumbis, criando situações agoniantes.
O principal personagem do filme é o cenário: um vilarejo escondido no meio das montanhas que passa o tempo todo sob forte névoa, combinada a uma trilha aterrorizante. É o principal trunfo da obra, dá vontade de ver os outros de Rollin.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Os fãs mais radicais dizem que Cronenberg traiu-se a se "vender" ao cinemão americano ao abandonar o seu estilo tão presente em filmes como Scanners - Sua Mente Pode Destruir, Gêmeos - Mórbida Semelhança, A Mosca, eXistenZ (o meu predileto), entre outros e se entregar a roteirinhos de começo, meio e fim com pé e cabeça. Mas não concordo com eles não. Na minha opinião são todos ótimos filmes de um cineasta que amadureceu.
Este filme trata da máfia russa e como ela usa sua influência para conseguir o que quer e do crescimento de um dos seus integrantes. O filme é bem mais que isso, mas um Cronenberg merece ser assistido e não contado.
Através de uma câmera de mão (muito diferente de A Bruxa de Blair) um cidadão registra a destruição de Nova York. Só pela metade do filme se descobre o que está acontecendo, o que está aniquilando a população e a cidade o que estupidamente o ridículo título nacional entrega de bandeja (monstro). putz... Não há explicação de motivos, de onde veio e o que procura, a coisa simplesmente acontece. E a gente acompanha a tudo, de camarote.
O filme termina da forma como começa um mil ciclos + color bars e um texto que indica propriedade do governo dos EUA e bla-blá-blá e de repente a gente é jogado no meio do conteúdo do filme, cheio de peças, e aos poucos a gente forma o quebra-cabeça. Isto é obra de Matt Reeves, com produção de J.J. Abrams que está por trás também de Lost.
- No fim do trailer há uma transmissão de rádio com informações sobre o filme (PORQUE SAÍ ANTES DO FINAL DOS CRÉDITOS?!?!?!). Uma das mais famosas cenas do filme (a decaptação da Estátua da Liberdade) foi inspirada no pôster do filme A Fuga de Nova York, de 1981. Cloverfield é o nome da rua onde fica a produtora do longa. E os atores assinaram a participação no filme sem ler antes o roteiro, ou seja, foi surpresa total (até certo ponto, né?!)
É uma experiência intensa e até certo ponto perturbadora, quem não foi aos cinemas perdeu muito, mas em casa de repente o clima poderá ser recompensador. Assista já!
*** Mas no IMDB uma das notícias relacionadas ao filme diz o seguinte: Untitled J.J. Abrams Cloverfield Sequel, ou seja sequência de Cloverfield para 2009! aiaiai...
Na verdade a trama do filme pouco importa, alguns bandidos liderados por De Niro tentam se dar bem em uma cidade dominada pelos policiais de Pacino... é isso. O roteiro é fraco, a história é boba e o elenco muito mal aproveitado. É um filme antigo (1995) e mesmo assim não recomendo relembrar, você vai se decepcionar.
sábado, 15 de março de 2008
http://www.youtube.com/watch?v=BcNLEwf2pOw