quinta-feira, 14 de julho de 2016

INTERESTELAR (2015)

A viagem espacial começa... numa fazenda no meio do nada

INTERESTELAR (Interstellar / 2015) - Poucos filmes nos últimos tempos me deixaram tão intrigado quanto A Origem. É difícil acreditar que um roteiro absurdo de tão espetacular e com uma ideia completamente inovadora - mesmo que bebendo em inúmeras fontes aqui e ali - seja original. Tudo piração da mente perturbada de Christopher Nolan. Se você ainda não viu A Origem, pare de ler agora esse post, e vá assistir!

"A Origem", um clássico instantâneo

Nolan assina também o roteiro e a direção de Interestelar, uma ficção científica difícil, complicada e intrincada. E nem faz questão de ser diferente, nem precisa. A história se passa em um ano ignorado num futuro onde as esperanças de sobrevivência da raça humana estão diminuindo devido ao gasto de todos os recursos naturais do planeta. Cooper (Matthew McConaughey) é um engenheiro espacial aposentado e pai de duas crianças que vive com o sogro em uma fazenda no meio do nada, onde plantam milho para sobreviver.

Pai e filha - obstinados e orgulhosos 

Ele acaba encontrando por acaso, ao lado da filha, uma base ultra secreta da Nasa e umas pessoas que tem um plano mais do que ambicioso - encontrar um planeta com condição de receber a vida humana. Esse outro planeta fica próximo a Saturno. Cooper é convencido a ser o piloto da expedição.

O piloto da expedição

Perto desse planeta tem um "buraco de minhoca", que seria uma espécie de um caminho que leva à quebra da barreira espaço-tempo. Lá dentro nada é como conhecemos. Parece confuso. E é. Muito! A equipe de exploradores é formada por Cooper, Amelia Brand (Anne Hathaway), filha do idealizador de toda a viagem, o professor Brand (Michael Caine) e mais dois outros exploradores. Em meses (tempo terrestre) a expedição passa pelo "buraco", navega por outra dimensão e chega até outro planeta.

Passos pelo desconhecido

Interestelar não é só isso, aliás longe de ser. É na meia hora final que o filme é alçado do status de filme comum sobre ficção científica para algo muito maior, grandioso, digno de cult. Diria, sem medo de errar, que Interestelar significa para esta geração o que 2001 - Uma Odisséia no Espaço de Kubrick significou para amantes de cinema e ficção científica em 1968.


2001 e Interestelar - duas histórias impressionantemente próximas
Calma, não é exagero! A meia hora final do clássico de Kubrick que usa bastante o tal monolito negro era incompreensível para mim... até hoje. Depois de Interestelar a compreensão do significado daquele símbolo ficou até mais clara! Aquilo, a meu ver, nada mais é do que a quebra da barreira espaço-tempo por conta de uma jornada sem igual a outra dimensão. Lá nada é do jeito que é, o tempo não passa da mesma forma, a vida não envelhece do mesmo jeito e é por isso que o personagem do Dr. David Bowman se vê em outras fases da própria vida.

Passagem das fases da vida representada pelo monolito

É mais ou menos o que acontece com Cooper quando ele atinge essa outra dimensão. Ele consegue se comunicar com o passado sem ser visto, mas estando lá fisicamente. De camarote ele assiste a fatos da própria vida e influencia no próprio passado... ou seria presente? É incrível, inexplicável e simplesmente fantástico.

Circulando Saturno...
...e caindo numa outra dimensão
Sorte dos amantes do cinema que podem viver no mesmo período que um gênio chamado Christopher Nolan - que já entregou obras primas do calibre de Amnésia, a trilogia Batman (embora não goste muito do terceiro filme) e A Origem. Esse cara tem ideias mirabolantes, originais e com uma direção impecável que vai colocar seu nome entre os grandes mestres do cinema logo logo. Escreva aí.
Veja abaixo o trailer de Interestelar.



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