DEMÔNIO (or. DEVIL) - Tá certo que a direção não é dele, mas o roteiro é. M. Night Shaymalan, que chegou a ser chamado de "novo Spielberg", principalmente pela inventividade dos seus roteiros/filmes, como Sexto Sentido, Corpo Fechado, Sinais - e eu incluo Fim dos Tempos, que pessoalmente me agrada muito - assina o roteiro deste Demônio. O que a princípio é um chamariz, ao final se mostra uma decepção. O roteiro é muito fraco, beirando o amadorismo.
A história é o seguinte: 5 pessoas, que não se conhecem, entram em um elevador de um prédio comercial - uma velha, um jovem introspectivo, uma moça metida, um chato falastrão e um segurança negro (nada poderia ser mais estereotipado do que esses 5 tipos). O elevador trava e coisas estranhas começam a acontecer a cada minuto, ao mesmo tempo em que a polícia é chamada e acompanha toda a movimentação pela câmera de monitoramento do elevador.

Um dos guardinhas que vê tudo pelas imagens, acredita que os acontecimentos são obras do demônio, e se põe a rezar (não é preciso dizer que o tal guardinha é hispânico - mais um estereótipo raso).
As pessoas ficam presas lá no elevador por boa parte do filme. Acusações de racismo, brigas por interesses vazios, mexicano rezando e mortes no elevador acontecem até o desfecho, que se mostra fraco e sem graça. Digno de um roteiro de filme mocinho-bandido, de tão pobre.
Nada se tira deste filme, apenas que o Shyamalan tem que abrir os olhos e botar a cabeça pra funcionar porque aquele apelido do começo da carreira ficou pra trás, já era.
A PELE QUE HABITO (or. LA PIEL QUE HABITO)
Se a história fosse dele, uma maluquice da cabeça dele, ele merecia até certo respeito, aí estão
"Para não dizer que não falei de flores" o 

Aqui, tudo é cheio de simbologias e pequenas metáforas que vão se encaixando até formar um roteiro bem amarradinho e nada pretencioso, mas acima de tudo, belo.
Um filme tocante, com uma condução muito segura do 






A princípio o roteiro lhe parece pobre, né?! Ou melhor, parece comum. Mas se o roteiro não te pegar aqui, tem o formato que também se destaca. O uso constante de grafismos, fotos e planos de câmeras nada convencionais mostrando uma Buenos Aires também nada convencional. A (quase inexistente) trilha ajuda a criar o clima de algo real, do dia a dia, dizendo muito (!), quase sempre com um silêncio aterrador.

E sem dúvida o cinema argentino lidera essa frente.
Belo pequeno filme, que confronta dois mundos diferentes, mas jamais se posiciona imparcialmente. Nós sempre nos vemos na situação de roberto: "o que você faria se fosse ele?". E não do tipo "é difícil para Roberto, mas e para 

E esse é o grande mérito do filme de 1971, dirigido por
E tem tudo o que um amante das referências do

De qualquer forma, esse
Qualidades no filme são muitas, a começar pelos efeitos digitais que dão vida aos símios, todos eles interpretados por seres humanos. A história é conduzida como um autêntico blockbuster, com tiros, muita movimentação e cenas espetaculares.

A história é tão simples que acabou sendo contada já no próprio trailer. Uma família na década de 50, tem um dos três filhos morto. E, como paralelo, o filme viaja para o tempo atual com
Deste fiapo de história, 
Em


Mudanças que caíram muito bem, afinal a química entre os dois é perfeita. Foram 6 indicações ao Oscar e 4 prêmios, entre elas melhor música para Raindrops Keep Fallin´ on my Head, interpretada por
Etta aliás é interpretada pela belíssima
Um faroeste engraçado, leve e com uma fotografia belíssima, que também foi oscarizada, aproveitando ao máximo o cenário naturalmente belo das montanhas do interior americano. O resultado foi tão satisfatório de crítico e público que o trio (o diretor George, Paul e Redford) se juntaria mais uma vez para o ainda mais premiado