quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (2016)

As mais impressionantes cenas de guerra já feitas

ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (Hacksaw Ridge / 2016) - Mel Gibson já fez muito pelo cinema, e como diretor tem uma carreira das mais ricas. São cinco filmes dirigidos - O Homem Sem Face, o excelente Coração Valente, o chocante A Paixão de Cristo, o desafiador Apocalypto e este Até o Último Homem, que concorre agora em 6 categorias no Oscar, incluindo Direção. Em Até o Último Homem, Mel Gibson entrega sequências de guerra impressionantes, jamais vistas, tamanho o realismo e a violência. E não só pelo fator "tecnologia de ponta", é puro conhecimento de causa.

Gibson em ação

Desmond Doss (interpretado pelo "cara de tonto" Andrew Garfield) e o irmão Hal tem problemas com as bebedeiras do pai (Hugo Weaving), um homem que encontra na bebida a saída para esquecer o passado trágico na Primeira Guerra. Ele visita com frequência o túmulo dos soldados mortos no combate. A relação dele com os filhos e a esposa é nula.

O pai de Desmond tendo que livrar-se dos fantasmas do passado

O jovem Desmond, contrariando os pedidos da família, se alista no exército, mas para ser médico - por princípios cristãos ele não quer colocar a mão em um rifle. Durante o treinamento no quartel general, ele passa maus bocados nas mãos do sargento (Vince Vaughn) e dos demais soldados. Desmond apanha à noite, é levado à corte por contrariar as normas do Exército, mas por fim consegue seguir com os soldados para a batalha em solo japonês.

O sargento que era para ser durão

Durante a batalha em Okinawa - repito, com as melhores cenas de guerra jamais vistas - Desmond se esgueira o tempo todo dos ataques dos inimigos, mas prestando socorro aos soldados feridos. A batalha segue no dia seguinte, os soldados descansam, menos um - Desmond continua sozinho a resgatar os soldados durante a madrugada. Resgata até soldados japoneses.

Doss e sua missão

Parece mentira mas a história é real. Ao final do filme surgem fotos e trechos de entrevistas comprovando o feito de Desomd Doss - o único soldado a ser condecorado com a medalha de honra ao mérito numa guerra sem ter disparado um único tiro. Ao final, em uma sequência que só poderia surgir num filme de Mel Gibson, Doss é comparado à uma figura santa, imaculada.

O quase santo Doss

Mel Gibson acerta em cheio ao fazer um retrato da guerra do ponto de vista dos que morrem - a batalha foca pouco nos heróis que conquistam trincheiras e avançam pelo terreno inimigo. O olhar é pros que morrem, muitos jovens que acabaram de entrar no terreno, mal enxergam o inimigo e são alvejados por um tiro certeiro. Choca como as vidas são descartáveis e quantas se perdem com poucos passos no terreno de combate.

O set visto de cima

Defeitos? Sim, dois eu diria - Andrew Garfield e Vince Vaughn. O primeiro começa e termina o filme com a mesma cara de juvenil idiota, olhos esbugalhados e expressão de "não sei o que estou fazendo aqui". Já Vaughn... não sei, simplesmente não funciona no papel de um sargentão linha dura. Dá vontade de rir toda vez que ele levanta a voz. Mas por pior que os dois estejam eles não estragam o ótimo Até o Último Homem.

"Por favor Senhor, me ajude a resgatar mais um..."

Veja abaixo o trailer de Até o Último Homem.


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