quarta-feira, 21 de novembro de 2007

CONTROL - Foi um filme marcante... realmente difícil de esquecer. Fui só, porque minha "pequena" estava em Taubaté e a sessão rolou no meio da semana na Mostra de SP e eu não poderia perder. Tenho que admitir... não sou um grande conhecedor de Joy Divison, nunca fui, mas depois que assisti A Festa Nunca Termina me interessei bastante pelo som britânico dos anos 70/80 e a cena deste que mostra a morte do Ian Curtis marca bastante. Por isso fui cheio de expectativa para a sessão de Control, finalmente ia conhecer a trajetória dele e da banda. O roteiro é baseado no livro Carinhos Distantes escrito pela sua esposa alguns anos atrás.
Saí do cinema realmente pensativo, olhando o nada, muito comigo mesmo... não é o tipo de filme que se quer sair, comer e pizza e conversar com outros, se abrir, falar e falar... tem que se olhar para sí e analisar as impressões... se não for assim não há como digerir certas coisas.
Anton Corbijn, o diretor, tem uma ligação música-cinema muito grande. Ele, que já havia dirigido filmes/documentários sobre U2, Bryan Addams, Depeche Mode e Metallica, nos traz uma obra tão discreta, minimalista e introspectiva quanto a própria figura do Ian, que está loooooonge de ser um gênio, mas ainda assim deixou sua marca com tanta simplicidade que por isso se tornou tão notável.
Assista este filme... se possível sozinho... ajuda na digestão.

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